"Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós juntos.” Warren Bennis
Estamos presente na dor, porque já estivemos muito perto do sofrimento. Servirmos ao próximo, porque sabemos que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhemos o branco, porque queremos transmitir paz. Escolhemos publicar nossas ações, porque queremos transmitir fontes de saber. Escolhemos nos dedicar à saúde, porque respeitamos a vida.
"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."
"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
VISITA PUERPERAL E RETIRADA DE PONTOS PÓS-OPERATÓRIO: Puérpera e bebê saudáveis
Uma atenção pré-natal e puerperal qualificada e humanizada se dá por
meio da incorporação de condutas acolhedoras e sem intervenções desnecessárias;
do fácil acesso a serviços de saúde de qualidade, com ações que integrem todos
os níveis da atenção: promoção, prevenção e assistência à saúde da gestante
e do recém-nascido, desde o atendimento ambulatorial básico ao atendimento
hospitalar para alto risco.
Visita realizada em 05/12/11
meio da incorporação de condutas acolhedoras e sem intervenções desnecessárias;
do fácil acesso a serviços de saúde de qualidade, com ações que integrem todos
os níveis da atenção: promoção, prevenção e assistência à saúde da gestante
e do recém-nascido, desde o atendimento ambulatorial básico ao atendimento
hospitalar para alto risco.
Visita realizada em 05/12/11
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Fique por dentro de todos os detalhes do pós-parto e tire de letra essa fase:
Depois da cesárea
1) Devo usar cinta modeladora no pós-parto? Devo colocá-la ainda na maternidade?
Essa é uma questão polêmica, pois, antigamente, o uso da cinta era quase que obrigatório. Mas o melhor é não usar. A cinta pós-parto funciona como uma tipóia, como se estivesse "engessando" a região e não deixando os músculos trabalharem para retomar sua tonicidade anterior. Contudo, pode ter seu uso liberado em situações especiais, como para locomover-se em veículos — pois promove uma sensação de segurança — durante as primeiras semanas após o parto.
2) Quando poderei voltar a ter relações sexuais?
O ideal é aguardar a finalização do puerpério tardio, que é o período que decorre entre o 11° e o 42° dia pós-parto, em função de cansaço, redução da libido, desconforto ou dor pós-operatória. Além disso, nesta fase, ocorrem perdas genitais sangüinolentas — chamadas lóquios —, que podem ser incômodas na hora do ato sexual. Lembre-se: a cesárea é uma cirurgia e como tal merece os cuidados pós-operatórios.3) E os exercícios físicos? Quando poderei recomeçá-los?
Desde o primeiro dia após a cesárea, é importante começar a se movimentar e a caminhar. A restrição ao leito, além de ser mais desconfortável, favorece o aparecimento de fenômenos tromboembólicos e inchaços. Ainda na maternidade, é indicado iniciar atividades leves, como alongamentos e exercícios isométricos suaves. Para práticas físicas mais intensas, como abdominais, por exemplo, você deve esperar a liberação do médico, que, em média, demora 40 dias. Mas vale lembrar que a recuperação é um fator pessoal, e algumas mulheres estarão aptas a retornar à atividade física antes mesmo deste período.4) Como deve ser a higiene no local do corte?
O local do corte da cesariana, geralmente, causa uma certa aflição. Mas é importante lavar a região com água e sabonete. Eventualmente, o obstetra vai indicar o uso de anti-sépticos na primeira semana. Outro cuidado importante é manter os pontos de sutura secos e descobertos, para uma melhor cicatrização.5) Que cuidados devo ter com o corte da cesárea?
Os principais cuidados são: não forçar os pontos, manter a região limpa e seca. Para uma cicatrização eficiente, é interessante manter a área de sutura com curativo por 2 a 3 semanas.6) Existe algum cuidado especial para que a cicatriz não fique alta ou feia?
Antes de tudo, uma boa sutura. Outra medida, é manter as bordas limpas e bem aproximadas. Se você tem tendência a quelóide, faça uso de laser precoce sobre o corte ou produtos locais que retardam a fibrose na cicatriz. Existem algumas pomadas para uso local que diminuem esse risco.7) Até quando vou ter sangramento?
Estas perdas sanguíneas têm nome de lóquios. Em geral, o sangue é aguado, sem odor fétido, pouco abundante e decrescente no puerpério imediato do 1° ao 10° dia. Os lóquios podem persistir durante todo o puerpério tardio, que vai do 11° ao 42° dia do pós-parto.8) Vou sentir dor na primeira relação sexual após o parto?
Nas primeiras vezes, pode haver algum desconforto, mas ele não impede o ato. É recomendável usar um produto lubrificante local, pois a vagina estará mais ressecada nesta fase. Outro incômodo relatado pelas mulheres é uma certa insegurança em relação ao corte da cesariana, pois a região pode se apresentar sensível. Portanto, converse com o seu parceiro e, nas primeiras relações sexuais, prefira posições em que não haja pressão no local da cicatriz.9) Ouvi dizer que existem dois tipos de suturas. Vou precisar tirar os pontos ou eles são absorvíveis?
O fechamento da pele é mais freqüentemente feito com fio tipo nylon, que requer a retirada dos pontos entre o 7° e 10° dia pós-operatório. Pode-se usar também a sutura intradérmica com fios delicados e absorvíveis, em cerca de 20 dias.10) Carregar peso pode ser prejudicial nessa fase?
A cesárea é uma lapartomia, e, como tal, requer todos os cuidados de uma cirurgia de porte. Aconselhe-se sempre com o seu médico e pergunte sobre suas limitações nesta fase. MAS UMA COISA É CERTA: o peso do bebê não será prejudicial!12) A primeira evacuação costuma ser dolorosa por causa dos pontos?
Toda cirurgia abdominal promove redução dos movimentos intestinais, e a primeira evacuação pode levar de 2 a 3 dias. Em geral, ela não é dolorosa e, na própria maternidade, os médicos indicam laxativos suaves e uma dieta rica em fibras.13) E para urinar?
Não é raro algum desconforto nas primeiras micções, principalmente em função das queixas pós-operatórias e do uso da sonda vesical, que é utilizada na bexiga durante a cirurgia. Compete ao seu médico avaliar até onde seu sintoma não sugere uma cistite (inflamação de urina).14) O que fazer para que o meu intestino funcione bem?
Boa hidratação, ingestão de frutas e legumes com fibras e, sobretudo, ir ao banheiro quando surgir o desejo evacuatório, não deixando para depois. Respeitar a dieta prescrita pelo obstetra durante o período de internação hospitalar também é outra medida importante. Em casos de problemas de prisão de ventre crônica, convém caprichar numa dieta laxativa antes mesmo do parto.15) Como sentir menos desconforto no pós-parto?
Seguindo todas estas instruções, descansando, dormindo sempre que puder, tendo um bom respaldo emocional doméstico e familiar, a experiência de ter um bebê, mesmo com uma cesárea, será muito gratificante e confortável.Revista da Gestante, edição ano 1 número 3 (Editora On Line)
CUIDADOS COM A SAÚDE BUCAL EM GESTANTES DE ALTO RISCO
Além das consultas subsequentes realizadas pela enfermeira e médico, a nossa cliente recebe toda a assistência odontológica, realizada no mesmo dia de sua consulta de enfermagem para maior comodidade da paciente, visto que muitas reside em povoados distantes da Unidade.
Atendimento realizado em 06/12/11
A boca é um órgão de vascularização intensa e por isso todas as mudanças fisiológicas e imunológicas influenciam nas estruturas da cavidade bucal, levando a um maior ou menor grau de gravidade, sendo que na gestação ocorrem alterações diversas, desde hormonais e biológicas até comportamentais. Como já mencionado, durante o pré-natal é necessário que o acompanhamento da gestante seja multiprofissional, incluindo o odontólogo, e o prontuário deve ser único, para que todos profissionais possam acompanhá-la integralmente, conhecendo a problemática já identificada.
Assim que a gestante iniciar o seu pré-natal é importante que o seu médico (a), enfermeiro(a) ou agente comunitário de saúde faça o encaminhamento para o profissional da área de saúde bucal, para que busquem integrar o atendimento/acompanhamento. A integração da equipe com este profissional é de suma importância para o diagnóstico precoce das condições patológicas orais, a exemplo das doenças periodontais, que podem levar à ocorrência de parto prematuro.
Qualquer doença periodontal advém da má higienização da boca. Quando associada a outros fatores predisponentes, como alterações hormonais, hipertensão, diabetes ou xerostomia, acarreta uma maior susceptibilidade/sensibilidade da gengiva aos efeitos tóxicos dos produtos bacterianos.
A interação interdisciplinar quanto à orientação da dieta balanceada indica a necessidade de diminuir o consumo de alimentos adocicados e aumenta a ingestão de líquidos, no intuito de atuar na diminuição do risco de doenças bucais, assim como de outras doenças associadas, como, por exemplo, a xerostomia. Também são necessárias orientações preventivas: pelo motivo da ingestão mais frequente de alimentos, a higienização também deverá ser mais frequente, com escova e fio dental. Há gestantes que, por estarem sentindo náuseas, acabam negligenciando a higiene da boca. Os profissionais devem atentar na identificação de suas causas e propor outras alternativas.
Em qualquer fase do período gestacional a grávida poderá ser tratada pelo cirurgião dentista. Aquelas cuja gravidez tem curso normal, bom prognóstico e cujo tratamento envolve apenas a prevenção, profilaxia e restaurações simples, deverão ser atendidas na Unidade Saúde da Família (USF), pois o tratamento não oferece riscos a ela ou ao bebê. As gestantes com alterações sistêmicas não controladas, como diabetes ou outras condições que implicam risco maior deverão ser encaminhadas para Centros de Atendimentos Especializados em Odontologia, a exemplo dos Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), para receber o atendimento necessário e adequado, de acordo com sua fase gestacional. O profissional dentista da unidade básica de saúde vai continuar acompanhando essa gestante nas consultas de pré-natal de rotina.
As doenças bucais, especialmente a doença periodontal, tem sido associadas a diversas condições patológicas perinatais, incluindo o parto prematuro, a rotura prematura de membranas e a ocorrência de baixo peso. Embora os estudos controlados não demonstrem um claro efeito do tratamento da doença periodontal na diminuição destas condições, provavelmente por serem multifatoriais, recomenda-se sobretudo que a prevenção com a higiene bucal seja enfaticamente realizada durante a gestação, pois acredita-se que isso exerça um papel sinérgico junto com outras medidas dirigidas à prevenção do parto prematuro.
Como a gravidez é um estágio de mudanças na vida da mulher, que fazem com que ela esteja mais disposta a mudar também seus hábitos, essa é a oportunidade ímpar para que os profissionais a orientem na aquisição de hábitos de higiene bucal saudáveis.
Assim que a gestante iniciar o seu pré-natal é importante que o seu médico (a), enfermeiro(a) ou agente comunitário de saúde faça o encaminhamento para o profissional da área de saúde bucal, para que busquem integrar o atendimento/acompanhamento. A integração da equipe com este profissional é de suma importância para o diagnóstico precoce das condições patológicas orais, a exemplo das doenças periodontais, que podem levar à ocorrência de parto prematuro.
Qualquer doença periodontal advém da má higienização da boca. Quando associada a outros fatores predisponentes, como alterações hormonais, hipertensão, diabetes ou xerostomia, acarreta uma maior susceptibilidade/sensibilidade da gengiva aos efeitos tóxicos dos produtos bacterianos.
A interação interdisciplinar quanto à orientação da dieta balanceada indica a necessidade de diminuir o consumo de alimentos adocicados e aumenta a ingestão de líquidos, no intuito de atuar na diminuição do risco de doenças bucais, assim como de outras doenças associadas, como, por exemplo, a xerostomia. Também são necessárias orientações preventivas: pelo motivo da ingestão mais frequente de alimentos, a higienização também deverá ser mais frequente, com escova e fio dental. Há gestantes que, por estarem sentindo náuseas, acabam negligenciando a higiene da boca. Os profissionais devem atentar na identificação de suas causas e propor outras alternativas.
Em qualquer fase do período gestacional a grávida poderá ser tratada pelo cirurgião dentista. Aquelas cuja gravidez tem curso normal, bom prognóstico e cujo tratamento envolve apenas a prevenção, profilaxia e restaurações simples, deverão ser atendidas na Unidade Saúde da Família (USF), pois o tratamento não oferece riscos a ela ou ao bebê. As gestantes com alterações sistêmicas não controladas, como diabetes ou outras condições que implicam risco maior deverão ser encaminhadas para Centros de Atendimentos Especializados em Odontologia, a exemplo dos Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), para receber o atendimento necessário e adequado, de acordo com sua fase gestacional. O profissional dentista da unidade básica de saúde vai continuar acompanhando essa gestante nas consultas de pré-natal de rotina.
As doenças bucais, especialmente a doença periodontal, tem sido associadas a diversas condições patológicas perinatais, incluindo o parto prematuro, a rotura prematura de membranas e a ocorrência de baixo peso. Embora os estudos controlados não demonstrem um claro efeito do tratamento da doença periodontal na diminuição destas condições, provavelmente por serem multifatoriais, recomenda-se sobretudo que a prevenção com a higiene bucal seja enfaticamente realizada durante a gestação, pois acredita-se que isso exerça um papel sinérgico junto com outras medidas dirigidas à prevenção do parto prematuro.
Como a gravidez é um estágio de mudanças na vida da mulher, que fazem com que ela esteja mais disposta a mudar também seus hábitos, essa é a oportunidade ímpar para que os profissionais a orientem na aquisição de hábitos de higiene bucal saudáveis.
GESTAÇÃO DE ALTO RISCO: Gestações múltiplas
Promover a maternidade segura é compromisso do Ministério da Saúde e de
todos nós. Além de garantir o pré-natal e humanizar o atendimento, entre outras
ações, é preciso dedicar atenção especial a uma pequena parcela de mulheres grávidas
que são portadoras de doenças que podem se agravar durante a gestação ou que
apresentarão problemas que podem ter sido desencadeados nesse período.
Para atender às necessidades desse segmento, é necessário que o governo
federal,
por meio do Ministério da Saúde, assim como os estados e municípios desenvolvam
estratégias com o objetivo de organizar os sistemas de atenção à gestação,
parto e puerpério visando a uma assistência hierarquizada e integralizada no sentido
de cumprir os princípios constitucionais do SUS.
todos nós. Além de garantir o pré-natal e humanizar o atendimento, entre outras
ações, é preciso dedicar atenção especial a uma pequena parcela de mulheres grávidas
que são portadoras de doenças que podem se agravar durante a gestação ou que
apresentarão problemas que podem ter sido desencadeados nesse período.
Para atender às necessidades desse segmento, é necessário que o governo
federal,
por meio do Ministério da Saúde, assim como os estados e municípios desenvolvam
estratégias com o objetivo de organizar os sistemas de atenção à gestação,
parto e puerpério visando a uma assistência hierarquizada e integralizada no sentido
de cumprir os princípios constitucionais do SUS.
Toda gestação traz em si mesma risco para a mãe ou para o feto. No entanto, em pequeno número delas esse risco está muito aumentado e é então incluído entre as chamadas gestações de alto risco. Desta forma, pode-se conceituar gravidez de alto risco "aquela na qual vida ou saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido, têm maiores chances de serem atingidas que as da média da população considerada" (Caldeyro-Barcia, 1973).
Os marcadores e fatores de risco gestacionais presentes anteriormente à gestação se dividem em:
1. Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis:
- Idade maior que 35 anos;
- Idade menor que 15 anos ou menarca há menos de 2 anos*;
- Altura menor que 1,45m;
- Peso pré-gestacional menor que 45kg e maior que 75kg (IMC<19 e IMC>30);
- Anormalidades estruturais nos órgãos reprodutivos;
- Situação conjugal insegura;
- Conflitos familiares;
- Baixa escolaridade;
- Condições ambientais desfavoráveis;
- Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;
- Hábitos de vida – fumo e álcool;
- Exposição a riscos ocupacionais: esforço físico, carga horária, rotatividade de horário,
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse.
- Idade menor que 15 anos ou menarca há menos de 2 anos*;
- Altura menor que 1,45m;
- Peso pré-gestacional menor que 45kg e maior que 75kg (IMC<19 e IMC>30);
- Anormalidades estruturais nos órgãos reprodutivos;
- Situação conjugal insegura;
- Conflitos familiares;
- Baixa escolaridade;
- Condições ambientais desfavoráveis;
- Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;
- Hábitos de vida – fumo e álcool;
- Exposição a riscos ocupacionais: esforço físico, carga horária, rotatividade de horário,
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse.
*A Adolescência, em si, não é fator de risco para a gestação. Há, todavia, possibilidade de risco psicossocial, associado à aceitação ou não da gravidez (tentou interrompê-la?), com reflexos sobre a vida da gestante adolescente que podem se traduzir na adesão (ou não) ao preconizado durante o acompanhamento pré-natal.
O profissional deve atentar para as peculiaridades desta fase e considerar a possível imaturidade emocional, providenciando o acompanhamento psicológico quando lhe parecer indicado. Apenas o fator idade não indica procedimentos como cesariana ou episiotomia sem indicação clínica. Cabe salientar que, por força do Estatuto da Criança e do Adolescente, além da Lei nº 11.108/2005, toda gestante adolescente tem direito a acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós parto, e deve ser informada desse direito durante o acompanhamento pré-natal.
O profissional deve atentar para as peculiaridades desta fase e considerar a possível imaturidade emocional, providenciando o acompanhamento psicológico quando lhe parecer indicado. Apenas o fator idade não indica procedimentos como cesariana ou episiotomia sem indicação clínica. Cabe salientar que, por força do Estatuto da Criança e do Adolescente, além da Lei nº 11.108/2005, toda gestante adolescente tem direito a acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós parto, e deve ser informada desse direito durante o acompanhamento pré-natal.
Clique aqui para ler as Leis, Portarias e Resoluções que amparam o direito ao acompanhante no parto.
2. História reprodutiva anterior:
- Abortamento habitual;
- Morte perinatal explicada e inexplicada;
- História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado;
- Parto pré-termo anterior;
- Esterilidade/infertilidade;
- Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos;
- Nuliparidade e grande multiparidade;
- Síndrome hemorrágica ou hipertensiva;
- Diabetes gestacional;
- Cirurgia uterina anterior (incluindo duas ou mais cesáreas anteriores).
- Abortamento habitual;
- Morte perinatal explicada e inexplicada;
- História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado;
- Parto pré-termo anterior;
- Esterilidade/infertilidade;
- Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos;
- Nuliparidade e grande multiparidade;
- Síndrome hemorrágica ou hipertensiva;
- Diabetes gestacional;
- Cirurgia uterina anterior (incluindo duas ou mais cesáreas anteriores).
3. Condições clínicas preexistentes:
- Hipertensão arterial;
- Cardiopatias;
- Pneumopatias;
- Nefropatias;
- Endocrinopatias (principalmente diabetes e tireoidopatias);
- Hemopatias;
- Epilepsia;
- Doenças infecciosas (considerar a situação epidemiológica local);
- Doenças autoimunes;
- Ginecopatias;
- Neoplasias.
Os outros grupos de fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir no decorrer da gestação transformando-a em uma gestação de alto risco:
- Hipertensão arterial;
- Cardiopatias;
- Pneumopatias;
- Nefropatias;
- Endocrinopatias (principalmente diabetes e tireoidopatias);
- Hemopatias;
- Epilepsia;
- Doenças infecciosas (considerar a situação epidemiológica local);
- Doenças autoimunes;
- Ginecopatias;
- Neoplasias.
Os outros grupos de fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir no decorrer da gestação transformando-a em uma gestação de alto risco:
1. Exposição indevida ou acidental a fatores teratogênicos.
2. Doença obstétrica na gravidez atual:
- Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico;
- Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;
- Ganho ponderal inadequado;
- Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
- Diabetes gestacional;
- Amniorrexe prematura;
- Hemorragias da gestação;
- Insuficiência istmo-cervical;
- Aloimunização;
- Óbito fetal.
- Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico;
- Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;
- Ganho ponderal inadequado;
- Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
- Diabetes gestacional;
- Amniorrexe prematura;
- Hemorragias da gestação;
- Insuficiência istmo-cervical;
- Aloimunização;
- Óbito fetal.
3. Intercorrências clínicas:
- Doenças infectocontagiosas vividas durante a presente gestação (ITU, doenças do trato respiratório, rubéola, toxoplasmose etc.);
- Doenças clínicas diagnosticadas pela primeira vez nessa gestação ( cardiopatias, endocrinopatias).
- Doenças infectocontagiosas vividas durante a presente gestação (ITU, doenças do trato respiratório, rubéola, toxoplasmose etc.);
- Doenças clínicas diagnosticadas pela primeira vez nessa gestação ( cardiopatias, endocrinopatias).
A presença de dois ou mais fetos na cavidade uterina define a gestação gemelar, cuja incidência tem aumentado graças a alguns fatores predisponentes, entre os quais a maior frequência e o melhor resultado dos procedimentos em reprodução humana assistida e a gestação em idade mais avançada.
Gestações múltiplas estão associadas ao aumento da morbiletalidade perinatal, notadamente resultado de maior número de recém-natos prematuros e de baixo peso. Tambem determinam maior frequência de malformações fetais, assim como alterações de vascularização e de quantidade de líquido amniótico. Ademais, encontra-se aumentada também a morbidade materna face à maior probabilidade de ocorrência dos fenômenos de pré-eclâmpsia/eclâmpsia e hemorragias puerperais.
Gestações múltiplas estão associadas ao aumento da morbiletalidade perinatal, notadamente resultado de maior número de recém-natos prematuros e de baixo peso. Tambem determinam maior frequência de malformações fetais, assim como alterações de vascularização e de quantidade de líquido amniótico. Ademais, encontra-se aumentada também a morbidade materna face à maior probabilidade de ocorrência dos fenômenos de pré-eclâmpsia/eclâmpsia e hemorragias puerperais.
Diagnóstico
O diagnóstico clínico de gemelaridade baseia-se na altura do fundo de útero maior que a esperada e a ausculta de dois focos distintos de atividade cardíaca, o que só pode ser percebido a partir do segundo trimestre. A ultrassonografia, idealmente realizada já no primeiro trimestre, irá fornecer subsídios importantes para o adequado acompanhamento da gestação gemelar. O primeiro aspecto a ser observado refere-se a corionicidade e à amnionicidade. A presença de gestação gemelar monocoriônica e diamniótica deve ser cuidadosamente investigada, posto que em 10% dos casos pode evoluir para síndrome de transfusão feto-fetal, resultando muitas vezes em resultado perinatal desfavorável. A diferença de peso entre os fetos acima de 20–25% deve ser considerada fator de risco para maior morbidade e a gestante deve ser encaminhada para centros terciários. Atentar para outras causas de distúrbios de volume de líquido, entre as quais salientamos bolsa rota em um dos fetos, insuficiência placentária confinada a um gêmeo, cromossomopatias, infecção congênita e malformações do trato urinário. Na gestação gemelar, o achado ultrassonográfico de polihidramnia (maior bolsão vertical >8cm) em uma das cavidades amnióticas e oligohidramnia (maior bolsão vertical <2cm) na outra, independentemente do tamanho dos fetos, atesta o fenômeno de transfusão feto-fetal, devendo a gestante ser encaminhada a serviço terciário de atenção perinatal.
O diagnóstico clínico de gemelaridade baseia-se na altura do fundo de útero maior que a esperada e a ausculta de dois focos distintos de atividade cardíaca, o que só pode ser percebido a partir do segundo trimestre. A ultrassonografia, idealmente realizada já no primeiro trimestre, irá fornecer subsídios importantes para o adequado acompanhamento da gestação gemelar. O primeiro aspecto a ser observado refere-se a corionicidade e à amnionicidade. A presença de gestação gemelar monocoriônica e diamniótica deve ser cuidadosamente investigada, posto que em 10% dos casos pode evoluir para síndrome de transfusão feto-fetal, resultando muitas vezes em resultado perinatal desfavorável. A diferença de peso entre os fetos acima de 20–25% deve ser considerada fator de risco para maior morbidade e a gestante deve ser encaminhada para centros terciários. Atentar para outras causas de distúrbios de volume de líquido, entre as quais salientamos bolsa rota em um dos fetos, insuficiência placentária confinada a um gêmeo, cromossomopatias, infecção congênita e malformações do trato urinário. Na gestação gemelar, o achado ultrassonográfico de polihidramnia (maior bolsão vertical >8cm) em uma das cavidades amnióticas e oligohidramnia (maior bolsão vertical <2cm) na outra, independentemente do tamanho dos fetos, atesta o fenômeno de transfusão feto-fetal, devendo a gestante ser encaminhada a serviço terciário de atenção perinatal.
Conduta
O controle ultrassonográfico da gestação gemelar deverá ser periódico, idealmente mensal no terceiro trimestre. A diferença de peso superior a 25% entre os fetos, independentemente da cório/amnionicidade, está associada a maior risco de morte perinatal. A avaliação do colo por via transvaginal pode identificar gestantes com maior risco para parto pré-termo.
O controle ultrassonográfico da gestação gemelar deverá ser periódico, idealmente mensal no terceiro trimestre. A diferença de peso superior a 25% entre os fetos, independentemente da cório/amnionicidade, está associada a maior risco de morte perinatal. A avaliação do colo por via transvaginal pode identificar gestantes com maior risco para parto pré-termo.
As consultas pré-natais devem ser mais frequentes, no intuito da vigilância máxima ao bem-estar da mãe e dos conceptos, notadamente no que tange à ameaça de parto prematuro. Neste particular, entre 24 e 34 semanas preconiza-se a corticoterapia para acelerar a maturação pulmonar fetal apenas nos casos de trabalho de parto efetivo; o uso profilático nesse período deve estar reservado apenas às gestações trigemelares.
Na internação da gestante deve ser realizada a avaliação ultrassonográfica dos fetos a fim de nortear a conduta sobre a via de parto. Também pode ser de utilidade no trabalho de parto e parto quando há incertezas a respeito da apresentação e vitalidade do segundo gemelar.
A via de parto da gestação gemelar deve ser cuidadosamente avaliada face ao risco aumentado de complicações maternofetais. Quando o primeiro feto se encontra em apresentação pélvica ou córmica, preconiza-se cesariana. Fetos pré-viáveis devem nascer por parto vaginal. Trigemelares beneficiam-se de cesariana, bem como fetos portadores de síndrome de transfusão feto-fetal, monoamnióticos e gemelaridade imperfeita (fetos acolados).
Para as outras situações, veja o quadro que se segue: Cefálico/Cefálico • parto vaginal (ou indicação obstétrica).
Cefálico/Pélvico • Se o 2º feto tiver peso estimado:
Abaixo de 1.500g = cesariana;
Acima de 1.500g = parto vaginal (ou indicação obstétrica).
Cefálico/Transverso • Se o 2º feto tiver peso estimado:
Abaixo de 1.500g = cesariana;
Acima de 1.500g = versão e extração.
Na internação da gestante deve ser realizada a avaliação ultrassonográfica dos fetos a fim de nortear a conduta sobre a via de parto. Também pode ser de utilidade no trabalho de parto e parto quando há incertezas a respeito da apresentação e vitalidade do segundo gemelar.
A via de parto da gestação gemelar deve ser cuidadosamente avaliada face ao risco aumentado de complicações maternofetais. Quando o primeiro feto se encontra em apresentação pélvica ou córmica, preconiza-se cesariana. Fetos pré-viáveis devem nascer por parto vaginal. Trigemelares beneficiam-se de cesariana, bem como fetos portadores de síndrome de transfusão feto-fetal, monoamnióticos e gemelaridade imperfeita (fetos acolados).
Para as outras situações, veja o quadro que se segue: Cefálico/Cefálico • parto vaginal (ou indicação obstétrica).
Cefálico/Pélvico • Se o 2º feto tiver peso estimado:
Abaixo de 1.500g = cesariana;
Acima de 1.500g = parto vaginal (ou indicação obstétrica).
Cefálico/Transverso • Se o 2º feto tiver peso estimado:
Abaixo de 1.500g = cesariana;
Acima de 1.500g = versão e extração.
Consulta realizada em 06/12/11
Gêmeos univitalinos
Gêmeos univitalinos
É importante ter em mente que nos partos de gemelares por via vaginal o intervalo entre o nascimento dos fetos não deve exceder 30 minutos; a partir daí, salvo em condições de vitalidade asseguradas, considerar cesariana para o segundo gemelar.
0800 61 1997
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
www.saude.gov.br/bvs
Secretaria de Vigilância em Saúde
www.saude.gov.br/svs
Secretaria deVigilância em Saúde
ISBN 978-85-334-1767-0
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
www.saude.gov.br/bvs
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Secretaria deVigilância em Saúde
ISBN 978-85-334-1767-0
domingo, 4 de dezembro de 2011
Maternidade. Direito a acompanhante. SUS - Lei 11.108, de 7/04/05
| Garantia de direito a acompanhante no parto para todas as mulheres | |
| Todas as gestantes brasileiras têm direito a um acompanhante da sua escolha durante o trabalho de parto, parto e pós-parto. Estudos científicos demonstram que a presença de um acompanhante no parto traz grandes benefícios para a mãe e para o bebê: diminui a ansiedade, a dor e complicações do parto, os bebês nascem em melhores condições de saúde; aumenta o envolvimento da família no cuidado do bebê e da puérpera, além de promover a amamentação. Desde 2005, o presidente Lula sancionou a lei 11.108, que garante que todas as gestantes têm direito a acompanhantes no parto. Conforme o "GUIA DO DIREITO À SAÚDE - Sistema Público de Saúde (SUS), medicamentos e planos de saúde", publicado pelo IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor): "As parturientes também têm direito a acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto nos hospitais públicos e conveniados com o SUS, de acordo com a Lei 11.108/05. O acompanhante da parturiente terá direito a acomodações adequadas e às principais refeições durante a internação. Os hospitais públicos e os conveniados com o SUS terão o prazo de 6 (seis) meses, contados a partir de 06 de dezembro de 2005, para se adequarem à Portaria 2.418 do Ministério da Saúde, que especifica este direito." Apesar do prazo para a adequação à nova lei ter se esgotado em junho de 2006, muitos serviços públicos e conveniados ao SUS ainda não respeitam esses direitos das mulheres, crianças e suas famílias. Infelizmente, se nós gestantes e seus apoiadores não nos movermos, nossos direitos serão atropelados. |
Altera a Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, para garantir às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. |
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O Título II "Do Sistema Único de Saúde" da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte Capítulo VII "Do Subsistema de Acompanhamento durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato", e dos arts. 19-J e 19-L:
"CAPÍTULO VII
DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O
TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO
DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O
TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.§ 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela parturiente.§ 2o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que trata este artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão competente do Poder Executivo.Art. 19-L. (VETADO)"
Brasília, 7 de abril de 2005; 184o da Independência e 117o da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Humberto Sérgio Costa Lima
Toda mulher tem direito à presença de um acompanhante de sua livre escolha no pré-parto, parto e pós-parto imediato.
Clique aqui para ler as Leis, Portarias e Resoluções que amparam o direito ao acompanhante no parto.
Se o hospital em que você foi atendida descumpre a lei, denuncie.
Desta forma, estamos tentando garantir que outras mulheres não precisem ficar sozinhas em um momento tão importante de suas vidas.
As denúncias podem ser realizadas em modo online, através dos sites da ANS, da ANVISA e dos Ministérios Públicos. Orientamos para que a denúncia seja feita nesses três órgãos.
COMO PROCEDER?
1) Denuncie no site da ANVISA alegando descumprimento da RDC 36 de 2008. Mais informações sobre como preencher, Clique Aqui.
ANVISA:
2) Denuncie no site da ANS alegando descumprimento da RN 211 de 2010, se seu atendimento foi através do seu Plano de Saúde.
ANS:
3) Denuncie no Ministério Público alegando descumprimento da Lei nº 11.108, de acordo com a sua região. Verifique abaixo.
ACRE
ALAGOAS
AMAPÁ
AMAZONAS
BAHIA
CEARÁ
DF
ESPÍRITO SANTO
GOIÁS
MARANHÃO
MATO GROSSO
MATO GROSSO DO SUL
MINAS GERAIS
PARÁ
envie seu email para denuncia@prpa.mpf.gov.br
PARAÍBA
PARANÁ
PERNAMBUCO
PIAUÍ
envie email para ouvidoria@mp.pi.gov.br
RIO DE JANEIRO
RIO GRANDE DO NORTE
envie email para denuncia@prrn.mpf.gov.br
RIO GRANDE DO SUL
RONDÔNIA
RORAIMA
envie email para denuncia@prrr.mpf.gov.br
SANTA CATARINA
SÃO PAULO
SERGIPE
TOCANTINS
Envie suas dúvidas para leidoacompanhante@partodoprincipio.com.br
Postado por
Silvana Lima
às
04:40
2 comentários:
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
COMPROMISSO COM A COMUNIDADE: Curativo, Bolsa Família no Povoado Barro Vermelho, em 02/11/11
Com uma carga horária de sete horas diárias, que normalmente costuma se estender, dedicamos pelo menos metade de nossas vidas ao nosso trabalho. Através dele temos a oportunidade de nos realizarmos, de darmos nossa contribuição para fazer um mundo melhor, não importando o tipo ou amplitude de nossa função. Ainda que aparentemente certas ocupações possam parecer pequenas ou de baixo valor, o sentimento e intenção com os quais as realizamos sempre fazem diferença.
Gostar de servir aos outros, por exemplo, pode ser considerado algo de menor valor para muitos. Mas o que realmente faz um trabalho ter pouco valor é a baixa satisfação e realização que ele proporciona a quem o realiza. Pois o real valor do trabalho é a energia que colocamos nele.
Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
VISITA E ATENDIMENTO DOMICILIAR : Ações em relação ao recém-nascido
A atenção à mulher e ao recém-nascido (RN) no pós-parto imediato e nas
primeiras semanas após o parto é fundamental para a saúde materna e neonatal.
Recomenda-se uma visita domiciliar na primeira semana após a alta do bebê. Caso o
RN tenha sido classificado como de risco, essa visita deverá acontecer nos primeiros 3
dias após a alta. O retorno da mulher e do recém-nascido ao serviço de saúde, de 7 a
10 dias após o parto, deve ser incentivado desde o pré-natal, na maternidade e pelos
agentes comunitários de saúde na visita domiciliar.
Objetivos:primeiras semanas após o parto é fundamental para a saúde materna e neonatal.
Recomenda-se uma visita domiciliar na primeira semana após a alta do bebê. Caso o
RN tenha sido classificado como de risco, essa visita deverá acontecer nos primeiros 3
dias após a alta. O retorno da mulher e do recém-nascido ao serviço de saúde, de 7 a
10 dias após o parto, deve ser incentivado desde o pré-natal, na maternidade e pelos
agentes comunitários de saúde na visita domiciliar.
• Avaliar o estado de saúde da mulher e do recém-nascido;
• Orientar e apoiar a família para a amamentação;
• Orientar os cuidados básicos com o recém-nascido;
• Avaliar interação da mãe com o recém-nascido;
• Identificar situações de risco ou intercorrências e conduzi-las;
• Orientar o planejamento familiar.
• Orientar e apoiar a família para a amamentação;
• Orientar os cuidados básicos com o recém-nascido;
• Avaliar interação da mãe com o recém-nascido;
• Identificar situações de risco ou intercorrências e conduzi-las;
• Orientar o planejamento familiar.
Uma vez que boa parte das situações de morbidade e mortalidade materna e neonatal acontecem na primeira semana após o parto, o retorno da mulher e do recém-nascido ao serviço de saúde deve acontecer logo nesse período. Os profissionais e os serviços devem estar atentos e preparados para aproveitar a oportunidade de contato com a mulher e o recém-nascido na primeira semana após o parto para instituir todo o cuidado previsto para a “Primeira Semana de Saúde Integral”.
Na primeira consulta:
• Verificar a existência da Caderneta de Saúde da Criança e, caso não haja,
providenciar abertura imediata;
• Verificar a existência da Caderneta de Saúde da Criança e, caso não haja,
providenciar abertura imediata;
• Verificar se a Caderneta de Saúde da Criança está preenchida com os dados
da maternidade. Caso não esteja, procurar verificar se há alguma informação
sobre o peso, comprimento, apgar, idade gestacional e condições de
vitalidade;
da maternidade. Caso não esteja, procurar verificar se há alguma informação
sobre o peso, comprimento, apgar, idade gestacional e condições de
vitalidade;
• Verificar as condições de alta da mulher e do RN;
• Observar e orientar a mamada reforçando as orientações dadas durante o prénatal
e na maternidade, destacando a necessidade de aleitamento materno
exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, não havendo necessidade de
oferecer água, chá, ou qualquer outro alimento;
e na maternidade, destacando a necessidade de aleitamento materno
exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, não havendo necessidade de
oferecer água, chá, ou qualquer outro alimento;
• Observar e avaliar a mamada para garantia de adequado posicionamento e
pega da aréola;
pega da aréola;
• Observar a criança no geral: peso, postura, atividade espontânea, padrão
respiratório, estado de hidratação, eliminações e aleitamento materno,
ectoscopia, características da pele (presença de palidez, icterícia e cianose),
crânio, orelhas, olhos, nariz, boca, pescoço, tórax, abdômen (condições do
coto umbilical), genitália, extremidades e coluna vertebral. Caso seja detectada
alguma alteração, solicitar avaliação médica imediatamente;
respiratório, estado de hidratação, eliminações e aleitamento materno,
ectoscopia, características da pele (presença de palidez, icterícia e cianose),
crânio, orelhas, olhos, nariz, boca, pescoço, tórax, abdômen (condições do
coto umbilical), genitália, extremidades e coluna vertebral. Caso seja detectada
alguma alteração, solicitar avaliação médica imediatamente;
• Identificar o RN de risco ao nascer
Critérios principais:
– Baixo peso ao nascer (menor que 2.500 g)
– Recém-nascidos que tenham ficado internados por intercorrências após o
nascimento
Manual Puerpério 19/09/06.indd 83 11/1/06 7:03:57 PM
84
– História de morte de criança < 5 anos na família
– RN de mãe HIV positivo
Critérios associados:
Dois ou mais dos critérios abaixo:
– Família residente em área de risco
– RN de mãe adolescente (<16 anos)
– RN de mãe analfabeta
– RN de mãe portadora de deficiência ou distúrbio psiquiátrico ou drogadição
que impeça o cuidado da criança
– RN de família sem fonte de renda
– RN manifestamente indesejado
Obs.: caso sejam identificados alguns desses critérios, solicitar avaliação médica
imediatamente.
Critérios principais:
– Baixo peso ao nascer (menor que 2.500 g)
– Recém-nascidos que tenham ficado internados por intercorrências após o
nascimento
Manual Puerpério 19/09/06.indd 83 11/1/06 7:03:57 PM
84
– História de morte de criança < 5 anos na família
– RN de mãe HIV positivo
Critérios associados:
Dois ou mais dos critérios abaixo:
– Família residente em área de risco
– RN de mãe adolescente (<16 anos)
– RN de mãe analfabeta
– RN de mãe portadora de deficiência ou distúrbio psiquiátrico ou drogadição
que impeça o cuidado da criança
– RN de família sem fonte de renda
– RN manifestamente indesejado
Obs.: caso sejam identificados alguns desses critérios, solicitar avaliação médica
imediatamente.
• Realizar o teste do pezinho e registrar o resultado na caderneta da criança;
• Verificar se foram aplicadas, na maternidade, as vacinas BCG e de hepatite
B. Caso não tenham sido, aplicá-las na unidade e registrá-las no prontuário e
na Caderneta de Saúde da Criança.
B. Caso não tenham sido, aplicá-las na unidade e registrá-las no prontuário e
na Caderneta de Saúde da Criança.
• Agendar as próximas consultas de acordo com o calendário previsto para
seguimento da criança: 2º; 4º; 6º; 9º; 12; 18 e 24º mês de vida.
seguimento da criança: 2º; 4º; 6º; 9º; 12; 18 e 24º mês de vida.
Verificar o umbigo. Se o coto já caiu, veja se está seco ou úmido (secreção). Se tiver secreção,encaminhar para a enfermeira atendê-lo; se o coto umbilical não caiu, verificar como está sendofeito a limpeza diária – deve ser usado álcool a 70% e não precisa curativo. A queda do cotoumbilical ocorre entre o 5º e o 10º dia;
Verificar se as narinas do bebê estão obstruídas: se sim, orientar o uso de soro fisiológico nasalou soro feito em casa: 100ml + 1 pitada de sal, ferver bem e deixar esfriar coberto; usar 1ml emcada narina com contra-gotas ou seringa sem agulha. Trocar a solução após 24 horas;
Três gerações unidas pelo amor!
Orientações importantes
Perguntar como é o banho – orientar sabão neutro e água morna, enxugar bem o bebê, orientar que não é necessário usar talco e que pode ser prejudicial, causar alergias e até sufocar. Senecessário observar e ajudar a dar banho no bebê;
Verifcar se a criança mama no peito – orientar a mãe que o leite materno é o melhor alimentopara o bebê, torna a criança mais inteligente. O bebê não tem horário certo para mamar emama muitas vezes durante o dia e a noite. Após largar o primeiro peito sempre oferecer ooutro. O bebê deve mamar sempre nas duas mamas;
Orientar que o uso de bico, chuquinhas e mamadeiras é desnecessário e muito prejudicial aoaleitamento materno, pois constitui causa comum de desmame precoce. Explicar que o bebênem sempre chora com fome e sim por necessidade de colo, pelo barulho, pelo frio ou calor. Étambém prejudicial para a formação da arcada dentária e para a fala;
Observar a movimentação do bebê e observar o aleitamento verificando se a pega está boa:
Queixo encostando no peito da mãe;
O lábio inferior voltado para fora;
A boca bem aberta abocanhando o mamilo e boa da parte da aréola (Se a aréolaestiver visível deve ser a parte superior);
O bebê deve estar todo voltado para a mãe (corpo do bebê todo virado para a mãe – barriga do bebê encostada na barriga da mãe);
A pega correta não dói, se estiver doendo a pega estará incorreta. Ajude a mãe aaproximar mais o bebê de seu corpo.
Orientar à mãe que é mais confortável e seguro o bebê dormir de lado ou de bruços com acabeçinha virada de lado – evita cólica e engasgos se vomitar;
Informar à mãe que acariciar, conversar, cantar é muito bom para o desenvolvimento dacriança;
Informar também os cuidados com excesso de pano próximo ao rosto o bebê – pode sufocá-lo;
Orientar para colocar o bebê no local mais arejado e menos barulhento de casa, tendo cuidadocom animais e acidentes domésticos. Informar que é bom para o bebê ter um cantinho pra ele;
Orientar que ao trocar a fralda, deve fazer uma limpeza com algodão ou pano limpo molhados eevitar os produtos industrializados;
Informar que o bebê se assusta fácil e que no 1º mês de vida já olha e segue com os olhos umrosto que se movimenta muito próximo;
Orientar para pendurar brinquedos de formas e cores variadas no berço ou na rede, paraestimular o bebê;
Orientar que o pai também embala, acaricia e conversa com o bebê;
Verificar e orientar se for o caso, sobre o teste do pezinho;
Orientar sobre as vacinas e higiene;
Mostrar a mãe como o Cartão da Criança vai ajudá-la a acompanhar o desenvolvimento e asaúde do seu bebê;
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