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"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."

sábado, 20 de outubro de 2012

ECLÂMPSIA | PRÉ-ECLÂMPSIA | Sintomas e tratamento

A eclâmpsia e a pré-eclâmpsia são complicações graves, associadas ao descontrole da pressão arterial, que podem surgir na fase final da gestação.

1) Pré-Eclâmpsia

Existem 4 tipos de hipertensão que podem ocorrer durante a gravidez (chamamos de hipertensão quando há pressões arteriais maiores que 140/90 mmHg. Sugiro a leitura do texto
HIPERTENSÃO (PRESSÃO ALTA) - SINTOMAS E TRATAMENTO para um melhor entendimento sobre esta doença).

1- Hipertensão crônica - É aquela que já existia antes da gravidez e continuará existindo durante e depois.

2- Hipertensão gestacional - É a hipertensão que aparece depois da 20ª semana de gestação em mulheres que nunca tiveram pressão arterial alta.

3- Pré-eclâmpsia é o surgimento de pressão arterial alta após a 20ª semana de gravidez associado a perda de proteínas na urina, chamada de proteinúria (leia:
PROTEINÚRIA, URINA ESPUMOSA E SÍNDROME NEFRÓTICA). A pré-eclâmpsia cura-se após o parto.

4- Pré-eclâmpsia superposta a hipertensão crônica é a pré-eclâmpsia que ocorre em mulheres previamente hipertensas.

A pré-eclâmpsia parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta no início da gravidez durante a implantação da mesma no útero. Conforme a gravidez se desenvolve e a placenta cresce, a falta de uma vascularização perfeita leva a uma baixa perfusão de sangue, podendo causar uma isquemia placentária. A placenta em sofrimento por falta de circulação adequada produz uma série de substância que ao caírem na circulação sanguínea materna causa descontrole da pressão arterial e lesão nos rins.

Fatores de risco para pré-eclâmpsia

- Gravidez em mulheres com idade maior que 40 anos ou menor que 18
- História familiar de pré-eclâmpsia (inclusive na família do pai)
- Pré-eclâmpsia em uma gestação anterior
- Gravidez múltipla (gêmeos, trigêmios etc...)
- Mulheres previamente hipertensas (hipertensão crônica)
-
Obesidade (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA)
- Diabetes mellitus (leia:
DIABETES MELLITUS - DIAGNÓSTICO E SINTOMAS)
- Doença renal crônica (leia:
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA - SINTOMAS)
- Intervalo de
tempo prolongado entre gestações.
- Gestantes com doenças auto-imunes (leia:
DOENÇA AUTO-IMUNE)
- Primeira gestação

Sintomas da pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10% das gestações. 75% dos casos são leves e 25% são graves. Pode surgir em qualquer momento da gravidez entre a 20ª semana até alguns dias após o parto.

A hipertensão que surge após a 20ª semana de gestação é o sintoma mais comum. Porém, para se caracterizar pré-eclâmpsia e não apenas hipertensão gestacional, é preciso que haja também a presença de proteinúria (pelo menos 300 mg de proteínas em exame de urina de 24
horas. Leia: ENTENDA SEU EXAME DE URINA)

Praticamente toda gestante apresenta edemas (inchaços), porém, uma piora rápida e súbita dos edemas, principalmente acometendo o rosto e mãos, pode ser um sinal de pré-eclâmpsia.

Síndrome HELLP

A síndrome HELLP é a forma grave de pré-eclâmpsia. Esta é a sigla em inglês para os termos hemólise (hemolisys), enzimas do fígado elevadas (elevated liver enzymes) e plaquetas baixas (low platelets).

- Hemólise significa destruição das hemácias (glóbulos vermelhos), o que leva ao aparecimento da anemia hemolítica (leia:
ANEMIA - CAUSAS E SINTOMAS)

- O aumento das enzimas do fígado (TGO e TGP) é um sinal de lesão hepática, o que não deixa de ser um tipo de hepatite associada a pré-eclâmpsia (leia:
O QUE SIGNIFICAM AST (TGO), ALT (TGP) E GAMA GT?)

- Assim como há hemólise, também ocorre destruição das plaquetas, o que acaba por causar redução da concentração das mesmas na circulação sanguínea.

Além síndrome HELLP, existem outras manifestações da pré-eclampsia grave como alterações neurológicas tipo visão borrada, cefaléias (leia:
DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE), confusão mental e até crise convulsiva. Quando esta última ocorre, estamos diante do quadro de eclâmpsia, explicado mais adiante.

Pressões arteriais acima de 160/110 mmHg, forte dor abdominal, proteinúria acima de 5 gramas (5000 mg) por dia, diminuição importante do volume de urina, edema pulmonar e grave falha de crescimento do feto são outros sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave.

Em relação ao feto, os riscos da pré-eclâmpsia incluem descolamento prematura da placenta, baixo crescimento e desenvolvimento intra-uterino e parto prematuro.

Tratamento da pré-eclâmpsia

O tratamento definitivo é a indução do parto. Nem sempre a pré-eclâmpsia ocorre em idades gestacionais que permitam a indução do parto sem prejuízos para o feto. Por outro lado, a não finalização da gravidez pode trazer consequências sérias para a mãe. Portanto, a decisão de se induzir o parto ou prolongar a gravidez deve levar em consideração a idade gestacional, a gravidade da pré-eclâmpsia e as condições de saúde mãe e do feto.

Em alguns casos pode-se indicar o internamento da mãe para um acompanhamento mais próximo da progressão da doença, tentando postergar o parto para o mais próximo possível da 40ª semana de gestação. Sempre que possível, a preferência é pelo parto normal.

Hipertensão arterial deve ser controlada, porém isso não interfere no curso da doença nem na mortalidade materna/fetal. É importante lembrar que alguns anti-hipertensivos famosos como o Enalapril, captopril e Adalat® são contraindicados na gestação. O controle da pressão arterial na gravidez deve ser feito somente sob orientação do ginecologista-obstetra.

O uso de corticoides (leia:
INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICOIDES) está indicado para tratar temporariamente as complicações da síndrome HELLP, mas principalmente para acelerar a maturação dos pulmões do feto em caso de necessidade de indução do parto antes do termo.

A prevenção das crises convulsivas é importante e pode ser feita com a administração de sulfato de magnésio logo antes do parto.

2) Eclâmpsia

A eclâmpsia é o grau mais grave do espectro da hipertensão na gravidez, que inclui a hipertensão gestacional, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia propriamente dita.

A caracterização da eclâmpsia se dá pela presença de uma ou mais crises convulsivas em uma gestante com pré-eclampsia já estabelecida.

Ao contrário do que se pensava antigamente e do que os nomes pré-eclâmpsia e eclâmpsias possam sugerir, uma doença não é evolução a outra. A eclâmpsia é na verdade apenas uma manifestação grave da pré-eclâmpsia.

Na verdade, a imensa maioria das gestantes com pré-eclâmpsia grave não irá apresentar eclâmpsia, e a apesar de pouco comum, mulheres com pré-eclâmpsia leve podem complicar com convulsões. Portanto, não há uma evolução linear entre as duas doenças.

Até 30% das convulsões ocorrem no momento do parto ou até 48h após o nascimento do bebê. As crises convulsivas duram em média 1 minuto e são geralmente precedidas por dor de cabeça, alterações visuais ou dor abdominal intensa. O tratamento é com sulfato de magnésio.

A presença de eclâmpsia é indicação para se induzir o parto após estabilização do quadro. O término da gravidez é o único tratamento curativo. 70% das gestantes com eclâmpsia que não interrompam a gravidez apresentarão complicações graves com risco de morte. Nas gestantes com idade gestacional baixa (menor que 32 semanas) pode se indicar a cesariana.

O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?

A dosagem da AST e ALT, também conhecidas como TGO e TGP, são ferramentas essenciais para o diagnóstico das doenças do fígado. Neste artigo vamos explicar o que significa cada elemento do hepatograma, um conjunto de análises sanguíneas que avaliam a função do fígado e das vias biliares.

O que é o hepatograma?

Chamamos de hepatograma o conjunto de elementos dosados no sangue que fornecem indicações sobre o funcionamento do fígado e das vias biliares. Por isso, o hepatograma pode também ser chamado de provas de função hepática.

O hepatograma consiste no doseamento das seguintes substâncias:
  • AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase), antigamente chamada de TGO (transaminase glutâmica oxalacética) e TGP (transaminase glutâmica pirúvica), respectivamente.
  • Fosfatase alcalina
  • GGT ou Gama GT (Gama glutamil transpeptidase)
  • Bilirrubinas (direta, indireta e total)
  • TAP (tempo de protrombina ativada) ou TP (tempo de protrombina) e INR
  • Albumina
  • 5' nucleotidase (5'NTD)
  • LDH (lactato desidrogenase)
Anatomia do fígadoEm geral, nos pacientes assintomáticos e sem doença do fígado conhecida, apenas os quatro primeiros elementos costumam ser solicitados. São exames de rastreio para se identificar alguma doença oculta do fígado e/ou das vias biliares. Já naqueles sabidamente com problemas hepáticos, a dosagem de todos os itens se faz necessária para uma melhor avaliação da função do fígado.

Vamos então falar detalhadamente de cada item:

obs: TGO e AST, assim como TGP e ALT, são siglas diferentes para a mesma enzima. Para não criar confusão, usarei a partir de agora apenas as siglas TGO e TGP, que ainda são as mais usadas.

1- Transaminases (ALT e AST) ou (TGP e TGO)

As transaminases ou aminotransferases são enzimas presentes dentro das células do nosso organismo, sendo responsáveis pela metabolização de algumas proteínas. As duas principais aminotransferases são a TGO (transaminase glutâmica oxalacética) e TGP (transaminase glutâmica pirúvica).

Estas enzimas estão presentes em várias células do nosso corpo e apresentam-se em grande quantidade no hepatócitos (células do fígado). O fígado é uma espécie de estação de tratamento, sendo o órgão responsável pela metabolização de todas as substâncias presentes no sangue.

Toda vez que uma célula que contenha TGP ou TGP sofre uma lesão, essas enzimas "vazam" para o sangue, aumentando a sua concentração sanguínea. Portanto, é fácil entender por que doenças do fígado, que causam lesão dos hepatócitos, cursam com níveis sanguíneos elevados de TGO e TGP.

A TGO está presente também nas células dos músculos e do coração, enquanto que a TGP é encontrada quase que somente dentro das células do fígado. A TGP, é portanto, muito mais específica para doenças do fígado que a TGO.

Há algumas décadas, quando ainda não existiam os atuais marcadores de infarto do miocárdio, usávamos a TGO como um marcador de lesão do coração nos doentes com suspeita de isquemia cardíaca. Por uma razão óbvia, nestes casos, apenas a TGO se elevava, permanecendo a TGP em níveis normais, já que está última só existe no fígado.

Como as duas enzimas estão presentes em quantidades semelhantes nas células do fígado, as doenças deste órgão cursam com elevação tanto da TGO quanto da TGP.

As principais doenças que causam elevação das transaminases são:

- Hepatites virais - Cirrose - Esteato-hepatite - Abuso de bebidas alcoólicas - Lesão do fígado por drogas e medicamentos (hepatite medicamentosa).
- Insuficiência cardíaca - Isquemia do fígado (hepatite isquêmica).
- Câncer do fígado.

Doenças mais raras que frequentemente cursam com lesão hepática:

- Hepatite autoimune.
- Doença de Wilson.
- Deficiência de alfa-1-antitripsina.
- Hemocromatose.

Os valores normais variam de laboratório para laboratório, ficando, porém, o limite superior sempre ao redor de 40 e 50 U/L.

Valores até 3x maiores que o limite são inespecíficos e podem significar lesão de outros órgãos que não o fígado. Lesões musculares e hipotireoidismo são causas de pequenas elevações, principalmente do TGO. Lesões restritas às vias biliares também podem cursar com pequenos aumentos das transaminases, normalmente associada a grandes elevações da GGT e fosfatase alcalina (explico mais adiante).

TGO e TGP acima de 150 U/L sugerem fortemente doença do fígado. Apenas pelas transaminases elevadas não é possível saber a causa da lesão do fígado, sendo necessária uma maior investigação.

TGO e TGP  maiores que 1000 U/L são causadas habitualmente por hepatites virais, hepatites por drogas (mais comum é intoxicação por paracetamol) ou hepatite isquêmica.

Além do valor absoluto das transaminases, outra dica é comparar a relação entre os valores de TGO e TGP. Normalmente a relação TGP/TGO = 0,8, ou seja, a TGO costuma ser apenas ligeiramente maior que a TGP. Na hepatite por abuso de álcool, a TGO eleva-se mais e costuma ser pelo menos 2x maior que a TGP (TGO/TGP > 2). Nos casos de cirrose, os valores costuma ficar semelhantes (TGP/TGO = 1). Obviamente isso são apenas dicas. São dados que sozinhos não estabelecem nenhum diagnóstico.

É importante salientar que é perfeitamente possível ter uma doença hepática crônica e possuir transaminases normais. Isso é muito comum em pessoas com hepatite C crônica. Portanto, a ausência de alterações na TGO e TGP não descarta doenças do fígado.

A LDH é uma enzima presente em vários tecidos do corpo. Nos casos de lesão hepática, seus valores também aumentam. Ela, porém, é muito menos específica para o fígado do que a TGO e TGP. Mas é sempre mais um dado a ser levado em conta.

2- Fosfatase alcalina (FA) e Gama GT (GGT)

Enquanto as transaminases são usadas para se avaliar lesões das células do fígado, a fosfatase alcalina e a Gama GT são enzimas que se elevam quando há lesão das vias biliares.

Repare na ilustração abaixo. O fígado produz a bile, que é drenada pelas vias biliares. A árvore biliar nasce dentro do fígado e sua ramificações terminam se juntando, formando um ducto biliar comum, já fora do fígado, chamado de colédoco.
Pedra na vesícula - via biliar
Fígado e vias biliares
A GGT e a fosfatase alcalina são enzimas presentes nas células das vias biliares, e analogamente ao TGO e TGP, a lesão dessas células causa a elevação de suas enzimas no sangue.

Porém, a GGT e a FA não são tão específicas para as vias biliares quanto a TGO e, principalmente, a TGP são para o fígado. A fosfatase alcalina pode ser encontrada em grande quantidade em vários outros órgãos, principalmente nos ossos, placenta e intestinos. A Gama GT também encontra-se no coração, no pâncreas e no próprio fígado.

Em geral, o que sugere lesões das vias biliares é a elevação concomitante de ambas enzimas. As principais patologias que cursam com elevação conjunta de GGT e fosfatase alcalina são:

- Obstrução das vias biliares.
- Cirrose biliar primária.
- Colangite (infecção das vias biliares).
- Câncer das vias biliares.
- Uso de alguns medicamentos (corticoides, barbitúricos e fenitoína).

Abuso de bebida alcoólicas costuma causar uma elevação maior da GGT do que a fosfatase alcalina. Um doente com elevação de TGP menor que TGO e uma GGT maior que a fosfatase alcalina, provavelmente tem uma doença hepática causada por álcool.

Doenças do fígado que causem lesão das vias biliares intra-hepáticas podem cursar com elevação da TGO, TGP e também de GGT e FA. Do mesmo modo, obstruções das vias biliares que cursem com lesão do fígado também podem se apresentar com elevação das 4 enzimas.

A 5' nucleotidase A 5´nucleotidase (5'NTD) é outra enzima presente nas vias biliares, semelhante a GGT. Seu aumento tem o mesmo significado.

3- Bilirrubinas

As bilirrubinas são restos da destruição das hemácias velhas e defeituosas pelo baço. A bilirrubina produzida no baço é transportada pelo sangue até o fígado, onde é processada e eliminada na bile. A bile é jogada no intestino, participa da digestão, e posteriormente é eliminada nas fezes (daí a cor marrom das fezes).

A bilirrubina do baço é chamada de bilirrubina indireta, enquanto que a transformada no fígado é a bilirrubina direta.

Nas análises de sangue conseguimos dosar os dois tipos de bilirrubina. De acordo com o tipo que se apresenta aumentado, podemos ter ideia da sua causa.

Se, por exemplo, temos alguma doença que aumente a destruição das hemácias (hemólise), teremos um aumento da bilirrubina indireta no sangue. Do mesmo modo, se o nosso fígado encontra-se doente e não funciona bem, a transformação de bilirrubina indireta em direta fica prejudicada, causando o acumulo da primeira.

Algumas pessoas apresentam alterações genéticas e são incapacidade de conjugar a bilirrubina indireta em direta. A alteração mais comum é a síndrome de Gilbert que está presente em até 7% da população. Frequentemente, essa síndrome é descoberta por acaso ao se solicitar o hepatograma.
icterícia
Icterícia. Pele e olhos amarelados por deposição de bilirrubina.
Por outro lado, temos os casos em que a bilirrubina é transformada em direta, mas o fígado não consegue eliminá-la, fazendo com a mesma se acumule no sangue. Isto pode ocorrer no casos de obstrução do colédoco, seja por pedra ou por neoplasias. Em casos de hepatite aguda pode ocorrer edema das vias biliares intra-hepáticas e dificuldade das células do fígado em excretar a bilirrubina direta.

A bilirrubina total é a soma da direta com a indireta. Toda vez que seu valor sanguíneo for maior que 2 mg/dL, o paciente costuma apresentar-se com icterícia, a manifestação clínica da deposição de bilirrubina na pele.

Quando a icterícia ocorre por aumento da bilirrubina direta, isso significa que a mesma não consegue chegar aos intestinos. É comum que as fezes fiquem bem claras, quase brancas, pela falta de excreção do seu pigmento.

4- Outras dosagens da prova de função hepática

Uma vez estabelecido o diagnóstico de lesão no fígado, é possível ter uma ideia do grau de falência hepática. As duas principais dosagens para esse fim são a albumina e o TAP (TP).

A albumina é um proteína produzida no fígado e a queda nos seus valores sanguíneos podem indicar má função hepática.

Do mesmo modo, o fígado também participa na produção de vitamina K que está envolvida no processo de coagulação do sangue. Pessoas com falência hepática apresentam maior dificuldade em coagular o sangue, o que pode ser aferido pela dosagem do TAP (TP) ou pelo INR.
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Óvulo do Protozoário Toxoplasma Gondi

Era apenas um Cisquinho!!! A pessoa havia ido ao médico, pois estava sentindo um incomodo muito grande em um dos olhos, devido ao que presumia ser um cisco, pois havia arrumado uns...armários no porão da casa, onde tinha muita poeira, fungos e coisas velhas. O médico disse que era apenas um 'cisquinho de nada' e prescreveu um colírio anti-alérgico contra a irritação..
Dias de
pois, o incomodo ainda persistia e o olho estava muito inchado, então decidiu consultar um outro médico que retirou o 'cisquinho'. Trata-se de um óvulo do protozoário toxoplasma gondi, um coccídio causador da toxoplasmose muito comum no líquido peritoneal de rato e que é também encontrado no gato e em carne de porco e poderia simplesmente cegar o portador do 'cisquinho de nada'.
Sempre que tiver dúvida procure a opinião de outro medico, nunca espere pra ver o que acontece, pois nem sempre dá tempo. E cuidado ao coçar os olhos com as mãos que não estejam devidamente lavadas. A gente não enxerga os micróbios, vírus e bactérias a olho nú.
 
Fonte: Blog do Robson Pires.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Avaliação externa do PMAQ: Visita realizada em 28/08/2012


Foram avaliados pelos Entrevistadores (Enfermeiros) da Qualidade PMAQ, todos os itens citados abaixo na Lista de Documentos para Avaliação. Muito trabalho, a equipe da unidade ESF Riacho agradece.

Nota Técnica nº 03/2012 - lista de documentos para avaliação externa do PMAQ.

Clique aqui para acessar a Nota Técnica nº 03/2012 - lista de documentos para avaliação externa do PMAQ.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Seja Bem Vinda: Equipe de Avaliação do PMAQ na Unidade ESF Riacho

Criado em 2011, o PMAQ busca ampliar o acesso do cidadão aos serviços de saúde e melhorar o atendimento na Atenção Básica. A meta é garantir um padrão de qualidade por meio de um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde. O programa eleva os recursos do incentivo federal para os municípios participantes, que atingirem melhora no padrão de qualidade no atendimento.

A equipe de avaliação conta com um supervisor e até quatro avaliadores, dependendo do tamanho da unidade a ser visitada. Para realizar o questionário, os membros estarão uniformizados e portarão tablets. Após a coleta das respostas, as informações são exportadas para um banco de dados do Ministério da Saúde. São cerca de 800 avaliadores em todo país, integrantes de 42 instituições de ensino e pesquisa.

As equipes avaliadas são compostas, na sua grande maioria, por médico, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem, além de agentes comunitários de saúde. Há equipes que também oferecem assistência odontológica e são formadas por dentistas, auxiliar de consultório dentário e/ou técnico em saúde bucal.

Equipes bem avaliadas em indicadores - como atendimento pré-natal, acompanhamento de doentes crônicos, tempo de espera por consulta e adequada atenção à saúde do idoso, entre outros - poderão receber até R$ 11 mil por mês. Hoje, cada equipe recebe do governo federal de R$ 7,1 mil a R$ 10,6 mil, conforme critérios socioeconômicos e demográficos, acrescidos ainda recursos das equipes de Saúde Bucal e Agentes Comunitários de Saúde.

RECURSO ADICIONAL -O processo de avaliação é realizado pelo Ministério da Saúde com o apoio de 42 Instituições de Ensino e Pesquisa de todas as regiões do país. Ao todo, serão aplicados questionários a 70 mil brasileiros (usuários do SUS) de todos os estados. Esta avaliação será finalizada em agosto deste ano.Além do processo de avaliação, as equipes de saúde receberão do Ministério e das Secretarias Estaduais de Saúde ofertas de educação permanente, monitoramento dos indicadores e apoio institucional.

Equipes que forem consideradas ótimas na avaliação terão aporte mensal adicional de R$ 11 mil. As que tiverem bom desempenho receberão R$ 6,6 mil. Se a avaliação for regular, o recurso mensal permanecerá em R$ 2,2 mil.

O PMAQ está organizado em quatro fases, que se complementam e formam um ciclo contínuo de melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica: Adesão e Contratualização; Desenvolvimento; Avaliação Externa (que está em curso); e Recontratualização. O programa integra a política Saúde Mais Perto de Você: Acesso e Qualidade, lançada em 2011 pelo governo federal, cujo objetivo é incentivar os gestores a melhorar o padrão de qualidade da assistência oferecida aos usuários do SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e por meio das equipes de Atenção Básica à Saúde.

Fonte: http://dab.saude.gov.br

domingo, 26 de agosto de 2012

27 de agosto - Dia do Psicólogo: Homenagem para nossa parceira Marina Costa- NASF um novo apoio para a atenção básica

 
 
"Ser psicólogo, é como estar sentado numa cadeira em frente ao mar, sem estar sentado lá, e acompanhar o movimento de quem está em frente, como as ondas do mar, que vão e vem, originam-se dos contrários, quando a morte de uma, faz nascer outra onda, é cadeira vazia, para oportunizar, sempre permitir a opção de quem está a frente é contemplar as nuvens instáveis que alguma vez chove alguma vez é branquinha é alguma vez esgazeada, é colorida, é escutar gaivotas solitárias gritando no céu bem alto gritando chorando alguma vez escutá-las bem de perto ao pé do ouvido é dar opção aos bilhões de grãos de areia milenares multiformes a constituir-se algum sustentáculo Ser psicólogo é grande desafio de crescimento de si num auto polimento que envolve magia e ciência na eterna construção de ser cadeira vazia a contemplar e interagir Ser psicólogo é somente ajudar ao marujo,a lançar velas ao vento a recolher âncora e sobretudo incentivar a eterna viagem da vida sempre a continuar, nos movimentos do mar."
Autor: ( Desconhecido )

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

29 de agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo: Fique Atento - Cigarro faz mal até pra quem não fuma

A indústria tabagista utiliza as revistas de moda para convencer as mulheres a fumar, mas não fala das conseqüências para a beleza. “Entre elas podemos citar a pele enrugada pela falta de oxigenação, os cabelos quebradiços e com cheiro de amônia, substância encontrada na urina, os dentes amarelados, o mau hálito, irritabilidade dos olhos e a voz rouca. Ou seja, a mulher fuma para ficar magra, ter charme e liberdade e no entanto se torna enrugada e com problemas de saúde, já que o organismo é intoxicado por 4.720 substâncias, sendo 40 delas causadoras de câncer”, diz. Além disso, o cigarro pode provocar problemas no coração, no pulmão, dificuldades para engravidar, e a menopausa é antecipada em três anos, o que acelera o processo da osteoporose. Outro alerta é para mulheres que fumam e utilizam pílulas anticoncepcionais, que têm mais chances de desenvolver trombose.

Mas os problemas ocasionados pelo cigarro não ficam restritos às mulheres. Os filhos de fumantes também sofrem, pois o índice de desenvolver asma, rinite, otite, amigdalite e pneumonia é muito grande. Pensando nisso, o Cepon distribuirá adesivos autocolantes com a frase “Não-fumante a bordo” para que as crianças incentivem os pais a parar de usar o cigarro.

As crianças que ficam dentro do carro dos pais são obrigadas a respirar o ar poluído pela fumaça do cigarro, que chega a 100 partes por milhão de partículas (ppm) de alcatrão. É um índice alto, pois a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece 30 ppm como risco de intoxicação perigosa. O fumante passivo absorve 50 vezes mais substâncias cancerígenas e três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, pois a “fumaça da brasa” concentra maior proporção dessas partículas do que a fumaça inalada pelo fumante. Essas substâncias só são eliminadas do organismo depois de três dias. No caso dos bebês que estão sendo amamentados por mães fumantes, a nicotina no leite aumenta a freqüência de cólicas, diarréia e vômitos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Caderneta de vacinação terá mais duas vacinas adicionadas ao calendário: Imunização injetável contra poliomielite e pentavalente

O Ministério da Saúde irá lançar em Brasília uma campanha nacional de atualização da caderneta de vacinação para menores de cinco anos no próximo sábado (18/8). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (14) que o projeto vai investir cerca de R$ 18,6 milhões, transferidos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos estaduais e municipais. Padilha também anunciará o acréscimo de duas novas vacinas no Calendário Básico de Vacinação: a pentavalente e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). A campanha deve ir até o dia 24 de agosto.
 (Ministério da Saúde)

Segundo nota no site do Ministério da Saúde, aproximadamente 34 mil postos fixos de vacinação estarão abertos em todo o país, além de postos volantes. Haverá o envolvimento de 350 mil profissionais de saúde e a utilização de cerca de 42 mil veículos. O público-alvo nesta faixa etária é de 14,1 milhões de crianças.

Crianças menores de cinco anos de idade devem ser levadas a um posto de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) para que a caderneta de saúde seja avaliada e o esquema vacinal atualizado, de acordo com a situação encontrada. Estarão disponíveis para esta ação todas as vacinas do calendário básico da criança. São elas: BCG, hepatite B, pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), Vacina Oral Poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).

De acordo com o ministro, a ação também permite reduzir as taxas de abandono do esquema vacinal. “Melhorar a cobertura de imunização das crianças significa diminuir o risco de transmissão de doenças que podem ser evitadas”, explicou Padilha.

As novas vacinas

PENTAVALENTE – A vacina pentavalente é injetável e reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas, a tetravalente - que deixa de ser ofertada e protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (meningite e outras doenças bacterianas) - e a vacina contra a hepatite B.

PÓLIO INATIVADA (VIP) – A partir de agora, as crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil, irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a VIP, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses), e o reforço (aos quinze meses) continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas.

domingo, 5 de agosto de 2012

05/08 DIA NACIONAL DA SAÚDE: Aprenda a identificar sinais de que o corpo não vai bem


Se perceber as alterações citadas abaixo, procure um médico para tratar o problema

Por Renata Demôro

Você está preocupada com a quantidade de fios de cabelo no seu travesseiro e na mesa do escritório? Procurar um médico é a melhor forma de resolver o problema. “Em geral, a mulher perde de 50 a 100 fios por dia, mas esse volume pode ser alterado por problemas hormonais, dietas muito radicais, estresse, ovários policísticos, anemia, mudanças no funcionamento da tireoide, entre outros”, explica a endocrinologista Carolina Mantelli Borges. A seguir, conheça outros sintomas que podem ajudar a detectar doenças precocemente:
  • 1
    Unhas
    Elas ajudam a detectar doenças em diferentes regiões do organismo. Segundo Carolina Mantelli Borges, “unhas azuladas podem indicar enfisema e outras doenças pulmonares, já  quebra frequente, sulcos transversais e ressecamento podem ser sinal de anemia, enquanto o hipotireoidismo deixa as unhas grossas e opacas”. De acordo com a dermatologista Ana Luisa Sampaio, do Hospital Albert Sabin, no Rio de Janeiro, “a unha com uma meia lua branca só indica a presença de problemas renais quando a outra metade é avermelhada. Se a cor da unha estiver normal, não há motivo para preocupação”.Clique aqui e saiba mais sobre as doenças que podem ser identificadas através das unhas

  • 2
    Olhos
    O canto dos olhos de uma pessoa saudável deve ser rosado. “Mucosas pálidas podem indicar carência nutricional, como a deficiência de ferro no organismo. Se o canto dos olhos estiver avermelhado é preciso procurar um oftalmologista, já que essa característica pode indicar conjuntivite, disfunção lacrimal, inflamação da córnea por bactérias e até problemas circulatórios. Já alterações no branco dos olhos podem ser indicativo para diferentes doenças. A presença de pigmento amarelo-esverdeado pode ser sinal de problemas no fígado, enquanto a dificuldade para enxergar de longe pode ser sintoma de uma alteração do cristalino, comum aos diabéticos. O ressecamento ocular pode ser consequência de alterações hormonais. Para tratar o problema procure um oftalmologista e, também, um endocrinologista”, diz a endocrinologista Carolina Mantelli Borges.

  • 3
    Cansaço crônico
    Para Carolina Mantelli Borges, o cansaço pode ser reflexo de um dia a dia atarefado, mas sua persistência exige atenção. “Depressão, anemia, hipotireoidismo, bulimia nervosa, insuficiência cardíaca, doenças pulmonares, diabetes e insuficiência renal são algumas doenças que provocam este sintoma”, diz a médica.

  • 4
    Pele
    Aquelas manchinhas brancas, geralmente atribuídas a micoses, podem ser sinal de doenças mais sérias e, portanto, exigem cuidado. “A pitiríase versicolor é a doença mais comumente relacionada com a presença de pequenas manchas brancas na pele, mas elas também podem ser indício de doenças como vitiligo ou a eczemátide, que tem relação com processos alérgicos”, orienta a dermatologista Ana Luisa Sampaio. Carolina Mantelli explica que hanseníase e sífilis também possuem sintomas semelhantes. “Algumas necessitam de tratamento com antibióticos específicos e acompanhamento através de exames de laboratório, já que podem trazer consequências graves para a saúde”, diz a médica. Ana Luisa Sampaio ainda explica que o ressecamento excessivo da pele deve ser observado, já que pode ter relação com o hipotireoidismo. Segundo Carolina Mantelli, a pele dos diabéticos também costuma ser muito ressecada.

  • 5
    Ganho de peso
    Ganhar alguns quilos e não conseguir emagrecer pode ter relação com a presença de doenças e não, necessariamente, com a quantidade de comida ingerida. “Hipotireoidismo, disfunções hormonais, tumores nas glândulas suprarrenais, hipodonadismo (quantidade deficiente de hormônios sexuais), insulinoma (excesso de insulina no organismo) e transtornos emocionais, como a depressão e a ansiedade patológica podem ser acompanhas de ganho de peso”, diz Carolina Mantelli.

05/08 DIA NACIONAL DA SAÚDE: Puericultura- Alergias e intolerância alimentar infantil: como lidar com o problema

Por Bruna Capistrano
Fotos: Getty Image



Fazer uma criança comer, em muitos casos, não é mole. E quando ela apresenta algum tipo de alergia ou intolerância alimentar, a empreitada é ainda mais complicada. Diarreia, vômito, lesões na pele, irritabilidade e outros incômodos são sintomas que podem dizer mais para a mãe do que simplesmente a criança ter comido algo que não fez bem. Entenda abaixo como identificar, cuidar e lidar com os tipos mais comuns de intolerância e alergias alimentares infantis.

O primeiro passo é entender a diferença entre alergia e intolerância: "Com a alergia não existe uma quantidade grande ou pequena que faça mal. Tanto faz uma criança que tem alergia a morango comer um ou 20 morangos, a reação vai acontecer. No caso da intolerância, depende da dose. Tem crianças que toleram bem uma pequena quantidade de leite, por exemplo, no caso da intolerância à lactose, e que podem ingerir um pouco de leite e não terá problema nenhum", explica o médico nutrólogo da
Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) Carlos Nogueira.
  • 1
    Glúten
    A doença celíaca, mais conhecida como intolerância ao glúten, normalmente se manifesta na infância, entre 1 e 3 anos de idade. Considerada autoimune, na doença celíaca o organismo ataca a si mesmo, mais precisamente o intestino deslgado, dificultando a absorção de vitaminas, nutrientes e sais minerais. Pães, bolos, biscoitos, macarrão e pizza são alguns exemplos de alimentos que, normalmente, contêm glúten e são proibidos aos celíacos.

    Principal proteína do trigo, aveia, malte, centeio e cevada, o glúten ou suas partes estão presentes em alimentos de todas as espécies. "É um problema genético e o único tratamento é a exclusão, por toda a vida. Nesse caso, os pais devem estar sempre atentos ao que a criança vai comer e ensinar desde cedo a procurar nos rótulos se os alimentos têm, ou não, glúten", explica Nilton Carlos Machado, professor de Gastroenterologia Pediátrica na Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp.

    Como opção, pode-se substituir os ingredientes com glúten por fécula de batata, amido de milho, fubá ou farinha de mandioca. De acordo com Nilton Carlos, os principais sintomas são diarreia ou prisão instestinal, inchaço, pouco ganho de peso e irritação: "A criança sente mal estar e passa isso na irritabilidade", justifica.
  • 2
    Lactose
    Quando uma criança produz pouca enzima lactase, responsável por digerir a lactose no organismo, ela desenvolve a intolerância a produtos lácteos, como leite, queijo e outros alimentos feitos a base de lactose, que nada mais é do que o açúcar do leite. Mas se o problema for uma reação à proteína do leite da vaca, trata-se de uma alergia. Como até os seis meses de idade o bebê só se alimenta de leite materno, a alergia, mais comum nos lactentes, começa a surgir quando o leite de vaca é introduzido na dieta do bebê.

    "Sabemos que 50% dos casos evoluem para a cura até os 12 meses, e 90% deles passam a tolerar o leite entre os 2 e 3 anos. Ou seja, acaba o problema", explica Nilton Carlos Machado, professor de Gastroenterologia Pediátrica na Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP. Como o bebê não sabe expressar o incômodo, ele rejeita o leite, apresenta irritabilidade e sinais como sangue nas fezes, refluxo e dores abdominais são visíveis. "Náusea, vômitos, distensão abdominal e flatulência, que ocorrem logo após a ingestão, são alguns dos sintomas de alergia à proteína do leite", explica o médico nutrólogo da Abran Carlos Nogueira. Asma, rinite e chiado no peito também são comuns da alergia à proteína. Menos presente nas crianças, a intolerância à lactose pode ser tratada com o controle do consumo do leite e com a ingestão de lactase, que pode acontecer por comprimidos ou gotas.

    O tratamento com a lactase, no entanto, não é tão simples: "É vendida em poucas farmácias e o custo é alto. Deve ser tomada junto com o alimento que tem a lactose, como leite, bolos, sorvetes e alimentos ricos em queijos. A pessoa deve estar com a lactase sempre à mão e saber bem a composição do alimento para saber se tem muita ou pouca lactose, para acertar a quantidade da enzima a ser tomada. Não é muito prático", finaliza Nilton Carlos.
  • 3
    Soja, ovo e frutos do mar
    Soja, ovo, nozes e amendoim, peixes e frutos do mar e frutas cítricas estão entre os alimentos com maior incidência de alergia infantil. "É mais comum que a reação alérgica com abacaxi, manga, morango e outras frutas cítricas seja oral, com irritação, coceiras ou inchaço labial. Nesses casos, basta que a mãe aqueça a fruta em alta temperatura que haverá uma desnaturação da proteína que está causando a alergia. Bolos ou preparos quentes não fazem mal", explica o professor de Gastroenterologia Pediátrica Nilton Carlos Machado.

    De acordo com o médico nutrólogo da Abran Carlos Nogueira, só existe uma maneira de conviver com a alergia: "Não tem jeito, tem que tirar o alimento da criança. Se ela continuar tendo acesso ao alimento que tem alergia pode ter algo mais grave como um quadro de choque anafilático", explica. Por isso, os especialistas recomendam que a mãe evite fornecer alimentos como soja, ovo, amendoim, peixes e frutos do mar para a criança antes de um ano de idade.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Visita Domiciliar para Retirada de Pontos











Retirada de Pontos: Jovem trabalhador rural perde dois dedos em forrageira

















Retirada de Pontos em 24/07/12, após quinze dias de sutura, o ferimento encontra-se inflamado, o ferimento  foi avaliado pelo médico Dr. Moisés e paciente  medicado.

Puericultura: Estimulando o desenvolvimento de seis a nove meses










Atendimento Puericultura realizado em 18/07/12

     Por não possuir arquitetura neuronial fixa, a capacidade associativa do lactente não tem limites. A partir da exploração de um objeto, a criança pode associar livremente a ele atributos de outros objetos, animais ou pessoas, sem restrições preconcebidas, criando seus próprios conceitos.
    A associação livre é a primeira manifestação criativa do ser humano. Conhecida como imaginação, a atividade cerebral adquirida na primeira infância acompanha o indivíduo por toda a vida e é uma das facetas mais surpreendentes da inteligência humana.
    A mente infantil pode, por exemplo, associar a um objeto inanimado, como um boneco, atributos de ser humano e, em sua imaginação, o boneco passa a andar, falar, chorar, comer etc. O conceito do objeto passa a ser controlado e dominado pela criança e se transforma em brinquedo.
    A transformação do objeto em brinquedo é manifestação criativa associada a profundo prazer. O prazer é reforçado a cada atividade imaginária, a ponto de a criança buscar repetir a experiência gratificante, o que é de fundamental importância para a estruturação da arquitetura do cérebro. A partir desta fase, a criança vai precisar mais e mais do brinquedo como ferramenta para a elaboração criativa do seu universo imaginário e para a consolidação do seu próprio bem-estar.
    No campo da corporeidade, a criança começa a adquirir mais liberdade de movimento. Poderá permanecer sentada sem apoio, deitar, rolar e tentar seus primeiros deslocamentos. Algumas crianças conseguem viajar pela casa em seu andador e explorar o ambiente sob uma perspectiva fascinante. A atividade deve ser encorajada, pois dela depende o amadurecimento do sistema neuromotor para a estruturação da deambulação que será adquirida a seguir.

    1. Forneça brinquedos simples, coloridos e imaginativos.

Evite os brinquedos complexos, que brincam sozinhos. A criança deve poder experimentar livremente o brinquedo. O jogar, o bater, o derrubar e o desmontar fazem parte da brincadeira e não devem ser proibidos.

    2. Não prenda a criança em cercados ou no berço.

    Deixe-a no chão sob supervisão, com brinquedos ao redor, dentro e fora do seu alcance. Se você tiver espaço, coloque um colchão de casal ou algo semelhante no chão, para que o bebê possa brincar livremente, sem perigo de cair e se machucar. Coloque-o no andador ou, se ele conseguir, mantenha-o de pé, apoiado no sofá ou na mesa de centro, para que possa manipular os brinquedos.

    3. Aprimore o diálogo entre vocês.

Preste atenção nas atitudes e gestos do bebê que tentam expressar-lhe os desejos. Se perceber o interesse dele por algum objeto ou brinquedo fora de alcance, ajude-o a atingir o objetivo e responda a todas as solicitações. A criança precisa do reforço da resposta como incentivo à estruturação da comunicação.

    4. Participe das brincadeiras.

    Interesse-se pelas atividades da criança. Repita seus jogos e rituais. Divirta-se com ela. Somente mergulhando no universo mágico infantil é que conseguimos estruturar mecanismos bilaterais de comunicação e solidariedade.