Estamos presente na dor, porque já estivemos muito perto do sofrimento. Servirmos ao próximo, porque sabemos que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhemos o branco, porque queremos transmitir paz. Escolhemos publicar nossas ações, porque queremos transmitir fontes de saber. Escolhemos nos dedicar à saúde, porque respeitamos a vida.

"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sobre hanseníase - 24/01 Dia Mundial do Hanseniano

 
Doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade);Apesar de muitas pessoas contraírem o bacilo poucas adoecem. Isso porque a maioria das pessoas tem boa resistência ao mesmo. Situações de pobreza como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.Esta doença pode atingir pessoas de ambos os sexos em qualquer idade em áreas endêmicas. Entretanto, é necessário um longo período de exposição e apenas uma pequena parcela da população infectada, adoece. 

 SINAIS E SINTOMAS

• Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;
• Área de pele seca e com falta de suor;
• Área da pele com queda de pêlos, especialmente nas sobrancelhas;
• Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade ao calor, dor e tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
• Sensação de formigamento (Parestesias);
• Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés;
• Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.
• Úlceras de pernas e pés.
• Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
• Febre, edemas e dor nas juntas.
• Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.
• Ressecamento nos olhos.
Locais do corpo com maior predisposição para o surgimento das manchas: mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas
Importante: Em alguns casos, a hanseníase pode ocorrer sem manchas.
 
TRANSMISSÃO

A transmissão se dá entre pessoas.  Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis.
O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo.
O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar.
Importante: Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença.
Ela não precisa ser afastada do trabalho, nem do convívio familiar e pode manter relações sexuais com seu parceiro ou parceira.
 
Como prevenir a hanseníase?

Apesar de não haver uma forma de prevenção especifica,  existem medidas que podem evitar novos casos e as formas multibacilares, tais como:
• diagnóstico e tratamento precoces;
• exame das pessoas que residem ou residiram nos últimos cinco anos com o paciente;
• aplicação da BCG (ver item vacinação).

Vacinação BCG (BACILO DE CALMETTE-GUÉRIN)
Toda pessoa que reside ou residiu nos últimos cinco anos com doente de hanseníase, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, deve ser examinada e orientada a receber a vacina BCG para aumentar a sua proteção contra a hanseníase. Deve também receber orientação no sentido de que não se trata de vacina específica para a hanseníase. Estudos realizados no Brasil e em outros países verificaram que o efeito protetor da BCG na hanseníase variava de 20 a 80%, concedendo maior proteção para as formas multibacilares da doença.
Em alguns casos o aparecimento de sinais clínicos de hanseníase, logo após a vacinação, pode estar relacionado com o aumento da resposta imunológica em indivíduo anteriormente infectado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Reunião com a equipe ESF realizada em 19/01/12

Após um ano de atividades na USF, conseguimos realizar as reuniões de forma sistemática e regular e os profissionais têm a compreensão desta ação como ferramenta importante para troca de experiências, planejamento e comunicação. Conseguimos fazer desses períodos um momento de discussão de casos, busca de soluções e estratégias para abordagem das famílias em maior risco, planejamento de ações desenvolvidas (visitas, campanhas...), reflexão sobre temas e realização de palestras sobre processo de trabalho em saúde, SUS, ações da equipe multiprofissional na atenção integral à saúde da comunidade. Percebemos que as reuniões incentivam a participação de cada integrante que pode contribuir com suas opiniões, habilidades e conhecimentos para a melhoria da qualidade da assistência aos usuários e das relações de trabalho no cotidiano do serviço, valorizando a subjetividade dos sujeitos e estimulando a co-responsabilidade e integração no trabalho em equipe.


ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA, DE SAÚDE BUCAL E DE ACS

 As atribuições globais abaixo descritas podem ser complementadas com diretrizes e normas da gestão local.
1 - SÃO ATRIBUIÇÕES COMUNS A TODOS OS PROFISSIONAIS:
I - participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos, inclusive aqueles relativos ao trabalho, e da atualização contínua dessas informações, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local;
II - realizar o cuidado em saúde da população adscrita, prioritariamente no âmbito da unidade de saúde, no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações,entre outros), quando necessário;
III - realizar ações de atenção integral conforme a necessidade de saúde da população local, bem como as previstas nas prioridades e protocolos da gestão local;
IV - garantir a integralidade da atenção  por meio da realização de ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e curativas; e da garantia de atendimento da demanda espontânea, da realização das ações programáticas e de vigilância à saúde;
V - realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local;
VI - realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações, proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo;
VII - responsabilizar-se pela população adscrita, mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde;
VIII - participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe, a partir da utilização dos dados disponíveis;
IX - promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle social;
X - identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações intersetoriais com a equipe, sob coordenação da SMS;
XI - garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação na Atenção Básica;
XII - participar das atividades de educação permanente; e
XIII - realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais.
2 - SÃO ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS
Além das atribuições definidas, são atribuições mínimas específicas de cada categoria profissional, cabendo ao gestor municipal ou do Distrito Federal ampliá-las, de acordo com as especificidades locais.

Do Agente Comunitário de Saúde:
I - desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população adscrita à UBS, considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividade;
II - trabalhar com adscrição de famílias em base geográfica definida, a microárea;
III - estar em contato permanente com as famílias desenvolvendo ações educativas, visando à promoção da saúde e a prevenção das doenças, de acordo com o planejamento da equipe;
IV - cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros atualizados;
V - orientar famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis;
VI - desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e de agravos, e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, mantendo a equipe informada, principalmente a respeito daquelas em situação de risco;
VII - acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade, de acordo com as necessidades definidas pela equipe; e
VIII - cumprir com as atribuições atualmente definidas para os ACS em relação à prevenção e ao controle da malária e da dengue, conforme a Portaria nº 44/GM, de 3 de janeiro de 2002.
Nota: É permitido ao ACS desenvolver atividades nas unidades básicas de saúde, desde que vinculadas às atribuições acima.



  Do Enfermeiro do Programa Agentes Comunitários de Saúde:
I - planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS;
II - supervisionar, coordenar e realizar atividades de qualificação e educação permanente dos ACS, com vistas ao desempenho de suas funções;
III - facilitar a relação entre os profissionais da Unidade Básica de Saúde e ACS, contribuindo para a organização da demanda referenciada;
IV - realizar consultas e procedimentos de enfermagem na Unidade Básica de Saúde e, quando necessário, no domicílio e na comunidade;
V - solicitar exames complementares e prescrever medicações, conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições legais da profissão;
VI - organizar e coordenar grupos específicos de indivíduos e famílias em situação de risco da área de atuação dos ACS; e
VII - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da UBS.
Do Enfermeiro:
I - realizar assistência integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc), em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade;
II - conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições legais da profissão, realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever medicações;
III - planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS;
IV - supervisionar, coordenar e realizar atividades de educação permanente dos ACS e da equipe de enfermagem;
V - contribuir e participar das atividades de Educação Permanente do Auxiliar de Enfermagem, ACD e THD; e
VI - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.


Do Médico:
I - realizar assistência integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade;
II - realizar consultas clínicas e procedimentos na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc);
III - realizar atividades de demanda espontânea e programada em clínica médica, pediatria, ginecoobstetrícia, cirurgias ambulatoriais, pequenas urgências clínico-cirúrgicas e procedimentos para fins de diagnósticos;
IV - encaminhar, quando necessário, usuários a serviços de média e alta complexidade, respeitando fluxos de referência e contra-referência locais, mantendo sua responsabilidade pelo acompanhamento do plano terapêutico do usuário, proposto pela referência;
V - indicar a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo acompanhamento do usuário;
VI - contribuir e participar das atividades de Educação Permanente dos ACS, Auxiliares de Enfermagem, ACD e THD; e
VII - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.
Do Auxiliar e do Técnico de Enfermagem:
I - participar das atividades de assistência básica realizando procedimentos regulamentados no exercício de sua profissão na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc);
II - realizar ações de educação em saúde a grupos específicos e a famílias em situação de risco, conforme planejamento da equipe; e
III - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.
 

Do auxiliar de Consultório Dentário (ACD):
I - realizar ações de promoção e prevenção em saúde bucal para as famílias, grupos e indivíduos, mediante planejamento local e protocolos de atenção à saúde;
II - proceder à desinfecção e à esterilização de materiais e instrumentos utilizados;
III - preparar e organizar instrumental e materiais necessários;
IV - instrumentalizar e auxiliar o cirurgião dentista e/ou o THD nos procedimentos clínicos;
V - cuidar da manutenção e conservação dos equipamentos odontológicos;
VI - organizar a agenda clínica;
VII - acompanhar, apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da equipe de saúde da família, buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar; e
VIII - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.
 
Do Técnico em Higiene Dental (THD):
I - realizar a atenção integral em saúde bucal (promoção, prevenção, assistência e reabilitação) individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos, segundo programação e de acordo com suas competências técnicas e legais;
II - coordenar e realizar a manutenção e a conservação dos equipamentos odontológicos;
III - acompanhar, apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da equipe de Saúde da Família, buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar.
IV - apoiar as atividades dos ACD e dos ACS nas ações de prevenção e promoção da saúde bucal; e
V - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.

 Do Cirurgião Dentista:
I - realizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a programação em saúde bucal;
II - realizar os procedimentos clínicos da Atenção Básica em saúde bucal, incluindo  atendimento das urgências e pequenas cirurgias ambulatoriais;
III - realizar a atenção integral em saúde bucal (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos, de acordo com planejamento local, com resolubilidade;
IV - encaminhar e orientar usuários, quando necessário, a outros níveis de assistência, mantendo sua responsabilização pelo acompanhamento do usuário e o segmento do tratamento;
V - coordenar e participar de ações coletivas voltadas à promoção da saúde e à prevenção de doenças bucais;
VI - acompanhar, apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da Equipe de Saúde da Família, buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar.
VII - contribuir e participar das atividades de Educação Permanente do THD, ACD e ESF;
VIII - realizar supervisão técnica do THD e ACD; e
IX - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.

FONTE: PORTARIA Nº 648/GM DE 28 DE MARÇO DE 2006. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Visita Domiciliar realizada pelo Agente Comunitário de Saúde: Pesagem de crianças

 Acompanhamento do Agente Comunitário relacionados à criança de 0 a 2 anos
    • acompanhamento imensal do peso, com pesagem no domicílio;
    • identificação e encaminhamento de casos suspeitos de desnutrição;
    • controle do estado de imunização;
    • orientação para o aleitamento;
    • orientação para o tratamento de diarréias com TRO;
    • identificação, orientação e/ou encaminhamento de problemas comuns, tais como infecções respiratórias, doenças de pele, verminose, catapora, febre, piolho, coqueluche e sarampo.




    Visita e Atendimento Domiciliar realizado em 13/01/12


    PUERICULTURA: Assistência de Enfermagem à criança na Unidade ESF- Atendimento realizado em 17/01/12


    Objetivos
    Atender a todas as crianças de 0 a 2 anos, desenvolvendo ações de promoção à saúde e prevenção de doenças ou agravos, prestando assistência de forma integrada, acompanhando o processo de crescimento e desenvolvimento, monitorando os fatores de risco ao nascer e evolutivo, garantindo um atendimento de qualidade. 
     - Diminuir o índice de morbi-mortalidade infantil
    - Prevenir doenças evitáveis na infância
    - Aumentar cobertura vacinal
    - Realizar calendário de atendimento da criança no município
    - Proporcionar assistência diferenciada e vigilância sobre o recém nascido e outras
    - Estimular o aleitamento materno
    - Proprocionar um sistema de vigilância e combate à desnutrição infantil
    - Promover a intersetorialidade.
    - Encaminhar para consulta médica a qualquer agravo e/ou alteração

     
     
     
     
     


    Visita Puerperal e Retirada de Pontos Pós-Operatório


    AÇÕES EM RELAÇÃO À PUÉRPERA
    Anamnese
    Verificar o cartão da gestante ou perguntar à mulher sobre:
    • Condições da gestação;
    • Condições do atendimento ao parto e ao recém-nascido;
    • Dados do parto (data; tipo de parto; se cesárea, qual a indicação);
    • Se houve alguma intercorrência na gestação, no parto ou no pós-parto
    (febre, hemorragia, hipertensão, diabetes, convulsões, sensibilização Rh);
    • Se recebeu aconselhamento e realizou testagem para sífilis ou HIV durante
    a gestação e/ou parto;
    • Uso de medicamentos (ferro, ácido fólico, vitamina A, outros).
    Perguntar como se sente e indagar sobre:
    • Aleitamento (freqüência das mamadas – dia e noite –, dificuldades
    na amamentação, satisfação do RN com as mamadas, condições das
    mamas);
    • Alimentação, sono, atividades;
    • Dor, fluxo vaginal, sangramento, queixas urinárias, febre;
    • Planejamento familiar (desejo de ter mais filhos, desejo de usar método
    contraceptivo, métodos já utilizados, método de preferência);
    • Condições psicoemocionais (estado de humor, preocupações, desânimo,
    fadiga, outros);
    • Condições sociais (pessoas de apoio, enxoval do bebê, condições para
    atendimento de necessidades básicas).
    Avaliação clínico-ginecológica:
    • Verificar dados vitais;
    • Avaliar o estado psíquico da mulher;
    • Observar estado geral: pele, mucosas, presença de edema, cicatriz (parto
    normal com episiotomia ou laceração/cesárea) e membros inferiores;
    • Examinar mamas, verificando a presença de ingurgitamento, sinais
    inflamatórios, infecciosos ou cicatrizes que dificultem a amamentação;
    • Examinar abdômen, verificando a condição do útero e se há dor à
    palpação;
    • Examinar períneo e genitais externos (verificar sinais de infecção, presença
    e características de lóquios);
    • Verificar possíveis intercorrências: alterações emocionais, hipertensão,
    febre, dor em baixo-ventre ou nas mamas, presença de corrimento com
    odor fétido, sangramentos intensos. No caso de detecção de alguma
    dessas alterações, solicitar avaliação médica imediata, caso o atendimento
    esteja sendo feito por outro profissional da equipe;
    • Observar formação do vínculo entre mãe e filho;
    • Observar e avaliar a mamada para garantia do adequado posicionamento
    e pega da aréola. O posicionamento errado do bebê, além de dificultar a
    sucção, comprometendo a quantidade de leite ingerido, é uma das causas
    mais freqüentes de problemas nos mamilos. Em caso de ingurgitamento
    mamário, mais comum entre o terceiro e o quinto dia pós-parto, orientar
    quanto à ordenha manual, armazenamento e doação do leite excedente a
    um Banco de Leite Humano (caso haja na região);
    • Identificar problemas/necessidades da mulher e do recém-nascido, com
    base na avaliação realizada.

    Condutas
    • Orientar sobre:
    – higiene, alimentação, atividades físicas;
    – atividade sexual, informando sobre prevenção de DST/Aids;
    – cuidado com as mamas, reforçando a orientação sobre o aleitamento
    (considerando a situação das mulheres que não puderem amamentar);
    – cuidados com o recém-nascido;
    – direitos da mulher (direitos reprodutivos, sociais e trabalhistas).
    • Orientar sobre planejamento familiar e ativação de método contraceptivo,
    se for o caso:
    – informação geral sobre os métodos que podem ser utilizados no pósparto;
    – explicação de como funciona o método da LAM (amenorréia da
    lactação);
    – se a mulher não deseja, ou não pode, usar a LAM, ajudar na escolha
    de outro método;
    – disponibilização do método escolhido pela mulher com instruções
    para o uso, o que deve ser feito se este apresentar efeitos adversos e
    instruções para o seguimento. 
    • Aplicar vacinas, dupla tipo adulto e tríplice viral, se necessário;
    • Oferecer teste anti-HIV e VDRL, com aconselhamento pré e pós-teste, para as
    puérperas não aconselhadas e testadas durante a gravidez e o parto;
    • Prescrever suplementação de ferro: 40 mg/dia de ferro elementar, até três
    meses após o parto, para mulheres sem anemia diagnosticada;
    • Tratar possíveis intercorrências;
    • Registrar informações em prontuário;
    • Agendar consulta de puerpério até 42 dias após o parto.
     
    AÇÕES EM RELAÇÃO AO RECÉM-NASCIDO
     
     
     
    Na primeira consulta:
    • Verificar a existência da Caderneta de Saúde da Criança e, caso não haja,
    providenciar abertura imediata;
    • Verificar se a Caderneta de Saúde da Criança está preenchida com os dados
    da maternidade. Caso não esteja, procurar verificar se há alguma informação
    sobre o peso, comprimento, apgar, idade gestacional e condições de
    vitalidade;
    • Verificar as condições de alta da mulher e do RN;
    • Observar e orientar a mamada reforçando as orientações dadas durante o prénatal
    e na maternidade, destacando a necessidade de aleitamento materno
    exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, não havendo necessidade de
    oferecer água, chá, ou qualquer outro alimento;
    • Observar e avaliar a mamada para garantia de adequado posicionamento e
    pega da aréola;
    • Observar a criança no geral: peso, postura, atividade espontânea, padrão
    respiratório, estado de hidratação, eliminações e aleitamento materno,
    ectoscopia, características da pele (presença de palidez, icterícia e cianose),
    crânio, orelhas, olhos, nariz, boca, pescoço, tórax, abdômen (condições do
    coto umbilical), genitália, extremidades e coluna vertebral. Caso seja detectada
    alguma alteração, solicitar avaliação médica imediatamente;
    • Identificar o RN de risco ao nascer
    Critérios principais:
    – Baixo peso ao nascer (menor que 2.500 g)
    – Recém-nascidos que tenham ficado internados por intercorrências após o
    nascimento
      História de morte de criança < 5 anos na família
    – RN de mãe HIV positivo
    Critérios associados:
    Dois ou mais dos critérios abaixo:
    – Família residente em área de risco
    – RN de mãe adolescente (<16 anos)
    – RN de mãe analfabeta
    – RN de mãe portadora de deficiência ou distúrbio psiquiátrico ou drogadição
    que impeça o cuidado da criança
    – RN de família sem fonte de renda
    – RN manifestamente indesejado
    Obs.: caso sejam identificados alguns desses critérios, solicitar avaliação médica
    imediatamente.
    • Realizar o teste do pezinho e registrar o resultado na caderneta da criança;
    • Verificar se foram aplicadas, na maternidade, as vacinas BCG e de hepatite
    B. Caso não tenham sido, aplicá-las na unidade e registrá-las no prontuário e
    na Caderneta de Saúde da Criança.
    • Agendar as próximas consultas de acordo com o calendário previsto para
    seguimento da criança: 2º; 4º; 6º; 9º; 12; 18 e 24º mês de vida.

    domingo, 15 de janeiro de 2012

    Mural: Nossas crianças

    Dizes que sou o futuro,
    Não me desampares no presente.
    Dizes que sou a esperança da paz,
    Não me induzas à guerra.
    Dizes que sou a promessa do bem,
    Não me confies ao mal.
    Dizes que sou a luz dos teus olhos,
    Não me abandones ás trevas.
    Não espero somente o teu pão,
    Dá-me luz e entendimento.
    Não desejo tão só a festa do teu carinho,
    Suplico-te amor com que me eduques.
    Não te rogo apenas brinquedos,
    Peço-te bons exemplos e boas palavras.
    Não sou simples ornamento de teu carinho,
    Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
    Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
    Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo.
    Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra…
    Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.
    ( Meimei )