Estamos presente na dor, porque já estivemos muito perto do sofrimento. Servirmos ao próximo, porque sabemos que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhemos o branco, porque queremos transmitir paz. Escolhemos publicar nossas ações, porque queremos transmitir fontes de saber. Escolhemos nos dedicar à saúde, porque respeitamos a vida.

"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."

segunda-feira, 25 de março de 2013

"Semana Nacional de Mobilização e Luta contra a Tuberculose"


A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é provavelmente a doença infecto-contagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% da população mundial estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença.
Na verdade, as pessoas se comportam como reservatórios do bacilo, ou seja, convivem com ele porque não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo e, uma vez reativado o foco, passarão a ser infectantes.
A primo-infecção ocorre quando a pessoa entra em contato com o bacilo pela primeira vez. Proximidade com pessoas infectadas, assim como os ambientes fechados e pouco ventilados favorecem o contágio.
O bacilo de Koch é transmitido nas gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse. Para que a primo-infecção ocorra, é necessário que ele chegue aos alvéolos. Se não alcançar os pulmões, nada acontece. A partir dos alvéolos, porém, pode invadir a corrente linfática e alcançar os gânglios (linfonodos), órgãos de defesa do organismo.
A doença evolui quando a pessoa não consegue bloquear o bacilo que se divide, rompe a célula em que está fagocitado e provoca uma reação inflamatória muito intensa em vários tecidos a sua volta. O pulmão reage a essa inflamação produzindo muco e surge tosse produtiva.
Como o bacilo destrói a estrutura alveolar, formam-se cavernas no tecido pulmonar e vasos sanguíneos podem romper-se. Por isso, na tuberculose pulmonar, é frequente a presença de tosse com eliminação de catarro, muco e sangue.
Além dos pulmões, a doença pode acometer órgãos como rins, ossos, meninges, etc.
Sintomas
Tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento são os principais sintomas da tuberculose. Nos casos mais avançados, pode aparecer escarro com sangue. Pessoas com esses sintomas associados ou isoladamente devem procurar um Posto de Saúde o mais rápido possível, pois o tratamento é gratuito e deve ser iniciado imediatamente.
Diagnóstico
Leva em consideração os sintomas e é confirmado pela radiografia do pulmão e análise do catarro. Ajudam a confirmar o diagnóstico o teste de Mantoux, que consiste na aplicação de tuberculina (extraída da própria bactéria) debaixo da pele, a broncoscopia e a biópsia pulmonar.
Tratamento
O tratamento é feito com três drogas diferentes: pirazinamida, isoniazida e rifamicina. Durante dois meses, o paciente toma os três medicamentos e, a partir do terceiro mês, toma só isoniazida e rifampicina.
O bacilo da tuberculose cresce fora e dentro da célula de defesa. Quando está fora, não só se multiplica muito rápido como adquire resistência também muito depressa. Para impedir seu crescimento e divisão fora da célula se fazem necessárias as três drogas e o tempo mais prolongado de tratamento.
Dentro da célula de defesa, ele cresce mais lentamente e a indicação é usar uma droga que penetra na célula a fim de bloquear o crescimento da bactéria em seu interior. Por isso, os remédios devem ser tomados por seis meses. Já se tentou reduzir para quatro meses, mas a taxa de recidiva foi muito grande.
É fundamental seguir à risca o tratamento. O que se tentou fazer, e com bons resultados, para facilitar a adesão dos pacientes foi prescrever doses mais altas para serem tomadas apenas dois dias na semana.
Recomendações
* Não suspenda o uso da medicação antes do prazo previsto. Se você começar a tomar os remédios e parar no meio do caminho, com certeza irá selecionar uma colônia de bactérias resistentes aos medicamentos e ficará mais difícil ser curado;
* Lembre-se de que desnutrição, alcoolismo, uso de drogas ilícitas e de medicação imunossupressora aumentam o risco de contrair a doença;
* Familiares e pessoas próximas aos infectados devem manter certos cuidados básicos como forma de afastar o risco de contágio durante a fase inicial da doença;
* Portadores do vírus HIV e de doenças como diabetes, por exemplo, podem desenvolver formas graves de tuberculose. Por isso, devem manter-se sob constante observação médica;
* Leve seu filho para tomar a vacina BCG contra a tuberculose. Se não foi vacinado, aos cinco anos, deve fazer o teste de Mantoux, ou PPD. Caso não apresente reação, deve ser vacinado em qualquer faixa de idade.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Câncer Infantil

O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Estimativa de novos casos: 11.530 (2012)

Número de mortes: 2.740, sendo 1.567 meninos e 1.173 meninas (2010)

Prevenção e Detecção Precoce

Nos tumores da infância e adolescência, até o momento, não existem evidências científicas que deixem claro a associação entre a doença e fatores ambientais. Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce e orientação terapêutica de qualidade.

Sintomas

Os pais devem estar alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas. Ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

A manifestação clínica dos tumores infanto-juvenis pode não diferir muito de doenças benignas (sem maior gravidade) comuns nessa faixa etária. Muitas vezes, a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença. Por esse motivo, o conhecimento do médico sobre a possibilidade da doença é fundamental. 

Conheça algumas formas de apresentação dos tumores da infância:
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• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado "reflexo do olho do gato", embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente, acomete crianças antes dos 3 anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen pode ser sintoma de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

Diagnóstico

Muias crianças e adolescentes com câncer chegam ao centro especializado de tratamento com a doença em estágio avançado por diversos fatores: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer, desinformação dos médicos.

Algumas vezes o diagnóstico é feito tardiamente porque a apresentação clínica as características de determinado tipo de tumor pode não diferir muito de doenças comuns na infância. Por isso, o conhecimento do pediatra acerca do câncer é determinante para um diagnóstico seguro e rápido.

Tratamento

Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

O tratamento do câncer começa com o diagnóstico correto. Para isso, é necessário um laboratório confiável e o estudo de imagens. Pela sua complexidade, o tratamento deve ser feito em centro especializado. Compreende três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicado de forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão da doença.

O trabalho coordenado de vários especialistas (oncologistas pediatras, cirurgiões pediatras, radioterapeutas, patologistas, radiologistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos) também é determinante para o sucesso do tratamento.

Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doentes devem receber atenção integral, no seu contexto familiar. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente.

Neste sentido, não deve faltar  ao paciente e à sua família,  desde o início do tratamento, o suporte psicossocial necessário.

Literatura

na Revista Brasileira de Cancerologia


e na base de dados PubMed

Pele Melanoma ( Câncer de Pele)

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no País, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor.

Estimativa de novos casos: 6.230, sendo 3.170 homens e 3.060 mulheres (2012)

Número de mortes: 1.507, sendo 842 homens e 665 mulheres (2010)

Atenção: A informação existente neste portal pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Prevenção

Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido, evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos, uma vez que o maior fator de risco para o seu surgimento é a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento). Mesmo em outros períodos recomenda-se a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou superior.

Outros fatores de risco são: a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Sintomas

O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação.

Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.
Diagnóstico

A coloração pode variar do castanho-claro passando por vários matizes chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea).

O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical. Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme (camada mais superficial da pele), podendo atingir ou não a derme papilar superior (camada intermediária da pele).

No sentido vertical, seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos) , o melanoma é incurável na maioria dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.


Profissional de Saúde

Diagnóstico

O câncer é uma patologia com localizações e aspectos clínico-patológicos múltiplos e não possui sintomas ou sinais patognomônicos, podendo ser detectado em vários estágios de evolução histopatológica e clínica. Destes fatos resulta, em grande parte, a dificuldade do seu diagnóstico e a afirmativa de que a suspeita de câncer pode surgir diante dos sintomas os mais variados possíveis.
O paciente, ao procurar um médico, não sabe ainda a natureza da sua doença e, assim, não procura diretamente um especialista. Setenta por cento dos diagnósticos de câncer são feitos por médicos não-cancerologistas, o que evidencia a importância destes profissionais no controle da doença.
O médico chega a uma suposição diagnóstica através de várias etapas, durante as quais deve proceder a uma análise cuidadosa, com base principalmente em seu conhecimento do caso e da patologia, olhando sempre o paciente como um todo, não se restringindo ao sistema-alvo da sua especialidade. Neste processo, toma diversas decisões, cujo acerto ou erro repercute sobre a sobrevida do paciente e/ou sua qualidade de vida. No Brasil, muito ainda tem de ser feito para que os médicos assumam a responsabilidade que lhes cabe quanto à prevenção e ao controle do câncer. A adequação das condutas diagnósticas e terapêuticas, e a agilidade no encaminhamento do caso constituem o âmago do exercício efetivo de tal responsabilidade.
 
Estudos de CasosExercício diagnóstico com base em 14 estudos de casos, exemplificando diferentes níveis de complexidade do diagnóstico.

SistematizaçãoÉ necessário sistematizar as bases diagnósticas do câncer, objetivando a avaliação da lesão inicial e a pesquisa de metástases.


Literatura

na Revista Brasileira de Cancerologia
Melanoma de Pênis Tratado Conservadoramente: Relato de Caso e Revisão da Literatura Vol. 53, nº 4 out/nov/dez 2007

Melanoma de mucosa oral Vol. 53, nº 1, jan/fev/mar 2007

Prevenção do câncer da pele Vol. 49, nº 4 out/nov/dez 2003

Melanoma de Mucosa Oral, Genital e Anorretal
Vol. 46, nº 2, abr/mai/jun 2000

e na base de dados
Pubmed

Saiba: O que é Puericultura

O termo puericultura, oriundo do latim (puer, pueris=criança), foi criado no ano de 1762 pelo suíço Jacques Ballexserd e refere-se à ciência médica responsável pelo estudo dos cuidados com o desenvolvimento infantil.
O Programa de Puericultura objetiva acompanhar o crescimento e desenvolvimento de um indivíduo, sua cobertura vacinal, estimular a prática do aleitamento materno, orientar a implantação da alimentação complementar e prevenir as desordens que mais afetam as crianças durante os primeiros dezoito meses de vida.
Com o objetivo de garantir a qualidade deste programa, o Ministério da Saúde sugere um calendário mínimo de consultas de puericultura, organizado da seguinte forma: uma consulta até os 15 dias de vida, seguida por uma consulta com um, dois, quatro, seis, doze e dezoito meses, fechando sete consultas dentro do primeiro um ano e meio de vida.

Obs: Mas na Unidades ESF do Riacho realizamos o acompanhamento todos os meses se for possível até 2 anos de idade. Temos também o grupo de 2 e 1 mês até 5 anos.
Tanto o médico quanto o enfermeiro atuam na puericultura. Este último tem como funções:
  • Realizar o exame físico, apontando os riscos em seu crescimento e desenvolvimento;
  • Agendar a primeira consulta com o pediatra e demais especialidades médicas quando necessário;
  • Prover a relação dos nascidos vivos aos Agentes Comunitários da Saúde e solicitar a busca para os indivíduos que não comparecem no programa;
  • Preencher o gráfico referente ao peso e a altura nos cartões das crianças;
  • Verificar a administrar as vacinas de acordo com o calendário básico de vacinação;
  • Fomentar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida;
  • Orientar a respeito de como prevenir acidentes de acordo com a faixa etária da criança;
  • Avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Identificar as dificuldades e dúvidas da família.


  • Função de fiscalizar a vacinação básica, além de atuar na prevenção de diversas doenças que costumam acometer as crianças, por meio de uma adequada supervisão higiênica, dietética, comportamental e nutricional.

    É consenso de que deve ser feito um trabalho em equipe, envolvendo, além de médicos e enfermeiros,  odontólogos, psicólogos (equipe NASF), devendo ser dada uma atenção especial às denominadas “novas morbidades”, que englobam problemas familiares, sociais, de comportamento, educacionais, obesidade, abuso de drogas, dentre outros.

    Veja algumas de nossas crianças em acompanhamento.








    sábado, 12 de janeiro de 2013

    Saúde do Homem: Pré-natal masculino

    Engana-se quem pensa que o homem não deseja acompanhar as consultas de pré-natal da esposa. Uma pesquisa com parceiros de gestantes atendidas pelos SUS em Ribeirão Preto (SP), cidade no interior de São Paulo, mostrou que 94% deles gostariam de ir junto a uma consulta. Os pesquisados também responderam que se sentiram frustrados por terem o seu direito negado quando manifestaram o desejo de entrar na sala de consulta.
    Aproveitando este interesse masculino, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP) implantou um projeto pioneiro: o pré-natal masculino. Assim que a gestante chega ao hospital, a equipe que a recebe pergunta se o parceiro também quer participar da consulta. O obstetra que atende o casal convida o homem a fazer alguns exames, inclusive alguns que já fazem parte do pacote que a grávida tem de realizar ainda no primeiro trimestre de gravidez. São eles: sorologia para hepatite B e C, HIV e sífilis, além de exames de sangue para detectar presença ou não de diabetes, verificar níveis de colesterol e medição da pressão arterial.
    Por este acolhimento, a resposta foi positiva: mais de 80% dos futuros pais aderiram ao pré-natal, toparam fazer todos os exames e acompanhar as esposas em todas as consultas. Também aceitaram participar de oficinas sobre cuidados básicos do bebê, importância da amamentação exclusiva realizadas aos sábados.
    “É um mito essa história de que o homem não quer participar do pré-natal da mulher ou de que não quer ir ao médico. A nossa experiência mostra que o homem não sabe qual é a porta de entrada do sistema de saúde”, diz Geraldo Duarte, vice-diretor da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (SP) e responsável pela implementação do projeto no hospital.
    O projeto foi implantado em 2007 em Ribeirão Preto. Hoje está presente em diversas cidades do País e faz parte das ações da Política Nacional de Saúde do Homem do Ministério da Saúde. O pré-natal do parceiro pretende alcançar homens entre 20 e 59 anos, num universo de quase 52 milhões de pessoas no Brasil. “As ações têm como objetivo prevenir doenças e incluir o homem na paternidade”, diz Eduardo Chakora, coordenador de Atenção da Saúde do Homem do Ministério da Saúde.
    Além dos exames de sorologia, as equipes de saúde que recebem os parceiros podem aproveitar para sugerir a realização de exames preventivos da próstata e cirurgias como vasectomia e fimose. “É importante que esse homem seja bem acolhido pelas equipes de saúde, que tenham uma escuta qualificada”, diz Chakora. Ele acredita que dessa forma, os homens passam a considerar o serviço de saúde como um lugar onde ele pode ir para se prevenir de doenças e não o local para receber tratamento.
    Segundo Chakora, o pré-natal do parceiro, como o check-up masculino é chamando no Ministério da Saúde, já está presente nas políticas de saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal, além de 80 municípios com mais de 100 mil habitantes.



    Saúde do Homem: Vasectomia

    Planejar o tamanho que cada família deve ter é um assunto privado, definido entre marido e mulher. Mas quando o casal decide não ter mais filhos, o homem pode participar desse processo ao optar por uma vasectomia. “Os homens devem se engajar na discussão do planejamento familiar inclusive para evitar que suas companheiras sejam submetidas à laqueadura das trompas, um procedimento cirúrgico bastante dolorido, que exige internação e oferece risco à saúde feminina”, diz Eduardo Chakora, coordenador da Saúde do Homem, do Ministério da Saúde.
    A vasectomia é cirurgia simples que interrompe a passagem dos espermatozóides do saco escrotal para o líquido ejaculado. Após anestesia local, é feita uma pequena incisão no saco para localizar os canais deferentes, por onde passam o sêmen com os espermatozóides. Eles são cortados e depois amarrados. Por fim, o médico fecha o pequeno corte. O procedimento costuma ser rápido e pode ser realizado até em ambulatório, sem necessidade de centro cirúrgico. Em menos de 30 minutos o homem está liberado e pode deixar o local andando. Trata-se de um procedimento reversível, mas a taxa de sucesso da cirurgia de reconexão entre os canais deferentes varia de homem para homem. Por isso, a opção pela vasectomia precisa ser muito clara para o paciente.
    Para incentivar interessados a procurar o procedimento, o Ministério tem promovido, junto às secretarias de Saúde dos Estados, ações positivas, entre elas: maior facilidade de acesso do homem ao procedimento e a possibilidade de fazer a cirurgia em ambulatório médico, sem necessidade de internação. Ambas incluídas na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.
    As ações têm dado resultado. A vasectomia vem sendo cada vez mais realizada no País pelo SUS. Em 2009, 7.623 procedimentos foram feitos em nível ambulatorial. Já em 2010, mais de 10 mil homens se submeteram à cirurgia. Considerando todos os procedimentos realizados (em ambulatório e hospitalar) foram feitas mais de 34 mil vasectomias em 2009. Um avanço comparado aos números de 2001, quando pouco mais de sete mil pacientes fizeram o procedimento.
    Os homens não precisam ficar com medo da cirurgia. O urologista Roni de Carvalo Fernandes, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia - Secção São Paulo, garante que é uma picada quase indolor. “O paciente pode, se quiser, pedir que seja aplicado um anestésico em creme na pele para minimizar as dores no local.” Após a cirurgia, recomenda-se a aplicação de bolsas com gelo no local, repouso no dia da cirurgia e uso de suspensório escrotal para evitar dores e complicações. É importante manter um método anticoncepcional durante os 60 dias após o procedimento porque alguns espermatozóides permanecem vivos no canal que chega no pênis. E entre 30 e 60 dias depois da cirurgia realizar um espermograma para constatar a ausente dos espermatozóides.
    Importante esclarecer também que a vasectomia não afeta o desempenho sexual. Os nervos e vasos sanguíneos envolvidos na ereção não são atingidos na cirurgia. O procedimento apenas interrompe a passagem dos espermatozóides dos testículos para o pênis. O líquido seminal produzido pela próstata continua sendo ejaculado, mas sem o sêmen.
    Caso tenha tomado a decisão de fazer a vasectomia, saiba que o SUS só permite que essa cirurgia seja realizada em homens com mais de 25 anos e que já tiveram no mínino dois filhos.



    Saúde do Homem: Câncer de próstata

    O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos, quando comparados aos países em desenvolvimento.
    Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por este grupo.
    Segundo estimativa da pesquisa Incidência de Câncer no Brasil em 2010/11, realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, a população masculina do Rio Grande do Sul deve ser a que apresentará mais casos de câncer de próstata até o final do ano – 80 para cada 100 mil homens.


    Prevenção e tratamento
    A próstata é uma glândula masculina localizada na parte baixa do abdômen. Tem a forma de maçã e situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada.
    Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do câncer. Especialistas recomendam pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.
    Homens a partir dos 50 anos devem procurar um posto de saúde para realizar exames de rotina. Os sintomas mais comuns do tumor são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários.
    O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de suas limitações: somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. É recomendável fazer o exame PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença.
    Para um diagnóstico preciso, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.
    Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.


    Rede pública
    A Política Nacional de Atenção Oncológica garante o atendimento integral a todos aqueles diagnosticados com câncer, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).
    Todos os estados brasileiros têm pelo menos um hospital habilitado em oncologia, onde o paciente de câncer encontrará desde um exame até cirurgias mais complexas.
    Mas para ser atendido nessas unidades e centros é necessário ter um diagnóstico já confirmado de câncer por laudo de biópsia ou punção.
    Fontes:Fundação do Câncer
    Instituto Nacional do Câncer (Inca)
    Tratamento no SUS
    Recomendações contra o Câncer de Próstata – Publicação organizada pela “Oficina de Trabalho para o Consenso sobre o Programa Nacional de Controle do Câncer da Próstata”, com a participação de representantes do Instituto Nacional de Câncer/MS, da Sociedade Brasileira de Urologia, Sociedade Brasileira de Radioterapia, Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, Departamento de Ciência e Tecnologia em Saúde da Secretaria de Políticas de Saúde/MS e da Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ, realizada em 2002.


    domingo, 23 de dezembro de 2012

    Na grande peça da vida mudam-se os anos, mudam-se os capítulos, alguns atores são substituídos, mas a verdadeira beleza desta história está nas personagens que permanecem nas cenas mais queridas.

    "Feliz 2013! Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade." (Albert Einstein)

    Muita Saúde...
    Equipe ESF Riacho!

    Entenda a diferença entre as dores agudas e crônicas


    Ela é um dos cinco sinais vitais para mostrar como está a saúde de uma pessoa. A dor aguda é semelhante à febre, surge de repente e precisa ter descoberta a causa que, uma vez resolvida, faz desaparecer o sintoma inicial. Quando ela dura mais de seis meses, torna-se crônica e deixa de ter alguma função aviso e se torna uma doença.
    Cerca de 30% dos brasileiros sofrem com ela. Repetidamente. Periodicamente. Para esta parcela, a dor não é sintoma, sinal, aviso: é a própria doença. “A dor crônica é considerada doença porque perde a finalidade de alerta ao organismo. Ela produz incapacidade física, alteração psicológica e social”, diz o médico Newton Barros, chefe do Serviço da Dor e Cuidados Paliativos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde, e com mais de 26 anos de experiência no assunto. Entre os casos de dores crônicas estão as enxaquecas, sofrimentos de coluna, musculares, provocadas por câncer e outras.
    Independente do tipo ou das causas, a dor precisa ser tratada. “O primeiro passo é procurar um médico para fazer um diagnóstico e indicar o melhor tratamento”, aconselha Barros.

    Os tipos de dores:

    Aguda - O que é? Serve como alerta para o organismo de que algo não está bem. É um sintoma, uma reação.
    Como identificar? Dura o tempo “esperado”, geralmente menos de três meses, não é contínua ou regular e surge de repente.
    Exemplos? Colisão que deixa corpo machucado (como bater em uma porta, por exemplo), pedra nos rins, dor forte no peito que pode indicar um infarto, dificuldade na respiração que pode ser causado por uma pneumonia, entre outros.
    Como tratar? Como é o indicador de diversas doenças, não há tratamento único. O primeiro passo é tratar a causa da dor.


    Dor Crônica
    Crônica - O que é? Pode ser sintoma de doenças existentes ou – o mais surpreendente – não ter qualquer causa demonstrável em exames. Portanto, ser a própria doença.
    Como identificar? Dura mais que do que tempo esperado, depois da fase necessária para o tratamento. Ainda se enquadra caso for contínua, tiver períodos regulares ou crises intermitentes – com duração superior a três meses.
    Exemplos? Dor na coluna, lombar, alguns tipo de dor de cabeça (enxaqueca), dor do câncer, do nervo ciático, entre outros.
    Como tratar? Além de medicação prescrita por médico, geralmente com analgésicos, é comum necessitar de antidepressivos também, pois a dor atinge o lado psicológico do paciente, já que o imobiliza ou afeta o cotidiano. É preciso um tratamento não apenas com remédios, mas com uma equipe multidisciplinar que estude todas as causas da dor – psicológicas e físicas.
    Caso a pessoa tenha algum dos sintomas, é preciso procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais perto de sua residência.


    Fonte: Maria Vitória / Comunicação Interna e Conteúdo Web

    Link Pesquisado:http://www.blog.saude.gov.br/entenda-a-diferenca-entre-as-dores-agudas-e-cronicas/

    Conheça o Teste do quadril para bebês

    Teste Ortolani

    Muitas pessoas nunca ouviram falar em teste do quadril. Mas assim como o popular teste do pezinho, trata-se de um exame de prevenção realizado horas após o nascimento do bebê. Pode detectar doenças e impedir que elas se desenvolvam antes mesmo de se manifestarem os primeiros sintomas.

    O Teste de Ortolani, como também é chamado, diagnostica, por meio de flexões das perninhas das crianças, a estabilidade do quadril, mostrando se há luxação. O termo mais utilizado hoje para esta doença é: Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ). Não diagnosticá-la na faixa etária que elas demonstram seus primeiros sinais, pode levar à graves repercussões clínicas no adulto. A dor decorrente do encurtamento do membro e a osteoartrose precoce podem ser algumas das consequências.

    A origem da doença é desconhecida, mas pode estar relacionada com posição uterina, sexo feminino, filho de mãe da primeira viagem, raça branca, mãe jovem, história familiar, recém-nascido com maiores peso e altura e com deformidades nos pés ou na coluna vertebral. Aproximadamente um em cada 1.000 recém-nascidos poderá nascer com o quadril luxado e cerca de 10 em 1.000 com o quadril subluxado (instável).

    De acordo com o especialista do Centro de Ortopedia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), Pedro Henrique Mendes, é inadmissível uma criança não passar por este teste.” É simples e consiste em uma manobra de flexão e abdução de ambos os quadris. Sendo constatada a doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. “O objetivo é a redução da articulação e a estabilização do quadril em uma posição segura”, expõe.

    Na fase inicial, por exemplo, existe um dispositivo chamado suspensório de Pavlik, que mantém a estabilização da posição. O uso do suspensório deve ser continuado por três meses com controles de ultrassonografia. Após este período, ele é gradativamente retirado. “Normalmente são casos de cirurgia apenas os quadros tratados tardiamente ou que não responderam ao tratamento conservador”, define.

    Fonte: Elaine Dias / Assessoria de Imprensa Into


    sábado, 20 de outubro de 2012

    MONONUCLEOSE INFECCIOSA | DOENÇA DO BEIJO

    A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes (leia: HERPES LABIAL E GENITAL) chamado vírus Epstein-Barr (EBV), transmitido através da saliva. A mononucleose é mais comum em adolescentes e adultos jovens e se caracteriza pelos sintomas de febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos.

    Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre mononucleose infecciosa:
    • Como se pega mononucleose.
    • Quanto tempo o paciente permanece contagioso.
    • Sintomas da mononucleose.
    • Doenças com sintomas semelhantes à mononucleose.
    • Diagnóstico da mononucleose.
    • Tratamento da mononucleose.
    Transmissão da mononucleose infecciosa

    O vírus Epstein-Barr é transmitido de humano para humano através da saliva. Por este motivo ganhou a alcunha de "doença do beijo". Além do beijo, a mononucleose pode ser transmitida através da tosse, espirro, objetos como copos e talheres ou qualquer outro modo onde haja contato com a saliva de uma pessoa contaminada.

    Um indivíduo infectado pelo Epstein-Barr pode manter-se com o vírus na sua orofaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. É por isso que a maioria das pessoas que desenvolve mononucleose não se recorda de ter tido contato com alguém doente: A própria pessoa que transmite o vírus também nem sequer imagina que ainda possa transmiti-lo.
    Doença do beijo
    Doença do beijo

    Não é de se estranhar, portanto, que apesar da baixa infectividade, em alguns países mais de 90% da população adulta já tenha tido contato com o vírus da mononucleose.

    Você já deve estar pensando: 18 meses!  Posso transmitir mononucleose por 18 meses! Isso significa que não posso beijar ninguém por quase dois anos?

    Não é bem assim. Vamos explicar.

    Na maioria dos casos, as pessoas têm o primeiro contato com o vírus da mononucleose ainda quando criança. Esta infecção passa despercebida porque o vírus da mononucleose não costuma causar doença quando adquirido na infância. Na verdade, menos de 10% das crianças que se contaminam com o Epstein-Barr desenvolvem algum sintoma. Portanto, a imensa maioria da população já teve contato com o vírus da mononucleose e já possui anticorpos, estando imunes ao vírus.

    Os casos de mononucleose na adolescência e juventude ocorrem naquela minoria que por acaso não foi contaminada ainda quando criança. Ao contrário do que ocorre nas crianças, nos adolescentes e adultos jovens a mononucleose infecciosa costuma causar os sintomas clássicos, que serão explicados mais à frente neste texto.

    Também é importante salientar que apesar do modo de transmissão ser semelhante ao da gripe, o Epstein-Barr é um vírus menos contagioso, o que faz com que seja possível haver contato com pessoas infectadas e não se infectar. A infecção só ocorre após contato prolongado de uma pessoa contaminada com outra que nunca tenha sido exposta ao vírus..

    Portanto, quando se soma o fato da maioria da população já ser imune à mononucleose com a natural baixa taxa de contaminação do vírus, o risco de transmissão entre jovens e adultos é muito baixo. Logo, uma vez curado dos sintomas, não há motivos para impedir ninguém de voltar a namorar.

    Sintomas da mononucleose

    Como acabei de explicar, quando adquirida na infância, a mononucleose costuma passar despercebida. Menos de 10% das crianças infectadas apresentam sintomas. Essa incidência começa a subir com o passar dos anos, atingindo seu ápice entre os 15 e 24 anos. Esta é a faixa etária que mais costuma apresentar infecção sintomática. A mononucleose é rara após os 30 anos, uma vez que virtualmente todos neste grupo já terão sido expostos ao vírus em algum momento da vida.

    Nas pessoas que desenvolvem sintomas, o período de incubação, ou seja, desde o contato até o aparecimento da doença, é em média de 4 a 8 semanas.

    Os sintomas típicos da mononucleose incluem febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante às faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias (leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE). Outros sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, dores musculares, tosses e náuseas também são comuns. Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro.

    O aumento dos linfonodos na mononucleose infecciosa é um pouco diferente dos linfonodos da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo. Uma dica para o diagnóstico diferencial entre as faringites bacterianas e a mononucleose é que neste último pode haver o aparecimento de uma rash (manchas vermelhas) pelo corpo após o início de antibióticos, principalmente amoxicilina.
    
    Rash da Mononucleose - Lesões de pele
    Rash da mononucleose


    Uma situação clássica é o paciente procurar o médico por infecção de garganta e receber uma prescrição de amoxicilina para tratamento. O paciente começa a tomar os antibióticos e horas depois surgem manchas vermelhas difusas pelo corpo.

    Outro sinal característico da mononucleose é o aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura do mesmo. A ruptura esplênica (ruptura do baço) é rara, mas quando acontece leva a risco de morte devido ao intenso sangramento que se sucede. O baço aumenta tanto de tamanho que pode ser palpável abaixo das costelas à esquerda do abdômen..
    O acometimento do fígado não é incomum, podendo levar a um quadro de hepatite com icterícia em até 20% dos casos. (leia: AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES e ICTERÍCIA NO ADULTO E ICTERÍCIA NEONATAL). Outras complicações descritas, porém, menos comuns, são a síndrome de Guillain-Barré (leia: O QUE É A SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ ?) e a paralisia facial (leia: PARALISIA FACIAL | PARALISIA DE BELL | Causas e Tratamento).

    A mononucleose não costuma causar maores problemas quando adquirida durante a gravidez. Não há evidências de aumento do risco de má-formação, aborto ou parto prematuro.

    Síndrome de mononucleose x doença mononucleose

    Um fato que causa confusão, inclusive entre médicos, é a diferença entre a doença mononucleose infecciosa e a síndrome de mononucleose. O primeiro é causado pelo Epstein-barr vírus e é o alvo de discussão deste artigo. Já a síndrome de mononucleose engloba todas doenças que podem cursar com dor de garganta, aumento de linfonodos, febre e aumento do baço. Entre elas destacam-se o HIV, citomegalovírus, linfomas e toxoplasmose. Portanto, ter mononucleose infecciosa é diferente de ter uma síndrome de mononucleose.

    Diagnóstico da mononucleose infecciosa

    O diagnóstico da mononucleose é feito através do quadro clínico e é confirmado por análises de sangue.

    No hemograma da mononucleose um achado típico é o aumento do número de leucócitos (leucocitose), causado pela maior produção de linfócitos (linfocitose), ou seja, o paciente apresenta leucocitose e linfocitose (leia: HEMOGRAMA - Entenda os seus resultados).

    Quando o fígado é acometido, pode haver elevação das enzimas hepáticas, chamadas de TGO e TGP (leia: O QUE SIGNIFICAM AST (TGO), ALT (TGP) E GAMA GT?).

    O diagnóstico definitivo, porém, é feito através da sorologia, com a pesquisa de anticorpos. O mais comum e simples é um exame chamado monoteste.

    Tratamento da mononucleose

    O tratamento baseia-se em sintomáticos e repouso. Não há droga específica para o vírus e o quadro costuma se resolver espontaneamente em duas semanas.

    Devido ao risco de ruptura do baço, recomenda-se evitar exercícios por pelo menos quatro semanas.

    Durante muitos anos se associou a mononucleose com a síndrome da fadiga crônica (leia: SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA). Porém, hoje sabe-se que a fadiga da mononucleose é diferente. O cansaço prolongado que pode ocorrer normalmente não vem associado com os outros sintomas da síndrome e normalmente ocorre por reativações mais fracas do vírus.

    VERRUGAS COMUNS | VERRUGAS GENITAIS

    As verrugas são pequenos tumores benignos que aparecem na pele causadas pela infecção pelo Papiloma vírus humano (HPV), o mesmo vírus que causa o câncer do colo do útero.

    Neste texto vamos abordar apenas as verrugas comuns e as verrugas genitais. Se você está à procura de informações sobre o HPV e o câncer de colo do útero, leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO | Sintomas e vacina.

    Existem mais de 150 subtipos do HPV que é um vírus que infecta principalmente o epitélio da pele e das mucosas. Cada subtipo de vírus tem tropismo (atração) por uma área do corpo. Por exemplo, o HPV-2 e HPV-4 estão associados a verrugas comuns de pele, o HPV-1 a verrugas que acometem a planta dos pés e os HPV-6 e HPV-11 costumam infectar a região dos ânus e dos genitais.

    As verrugas são mais comuns em crianças, adolescentes e adultos jovens.

    É importante saber que uma pessoa com verrugas comuns não transmite o HPV pela via sexual nem corre risco de desenvolver câncer do colo do útero. A infecção fica confinada àquela área da pele. Uma verruga na mão, significa uma infecção pelo HPV restrita à mão.

    A verruga comum de pele é um doença benigna, não causa câncer e costuma desaparecer espontaneamente com o tempo. A ocorrência de câncer está geralmente relacionado a alguns poucos subtipos do HPV, à infecções genitais e à presença de imunossupressão.

    Já as verrugas genitais, também chamadas de condilomas,  são altamente contagiosas pela via sexual, seja ela oral, vaginal ou anal. A contaminação das mucosas do ânus e dos genitais pelo HPV acarreta em um maior risco de desenvolvimento de câncer no pênis, ânus e colo do útero, principalmente se forem causados pelos subtipos 6, 11, 16, 18, 31 ou 35.

    Nem todo subtipo do HPV provoca verrugas e o surgimento do câncer não está ligado a presença destas. Os subtipos HPV-6 e HPV-11, responsáveis por mais de 90% dos casos verrugas genitais, apresentam baixo potencial de transformação em câncer quando comparados aos subtipos HPV-16 e HPV-18, que causam verrugas menos frequentemente, mas apresentam elevado risco de câncer do colo do útero. Entretanto, é muito muito comum que mulheres que apresentam verrugas genitais também tenham lesões pré-malignas no colo uterino.

    Vamos, então, falar um especificamente sobre verrugas comuns e verrugas genitais (condilomas).

    1. Verrugas comuns

    Os HPVs que infectam a pele são normalmente contraídos quando há lesões como cortes e arranhões que permitem a invasão do vírus para dentro do organismo. A transmissão é de pele para pele, mas pode ocorrer também através de objetos como toalhas e roupas. O vírus também pode contaminar outras áreas do corpo do próprio paciente. Pessoas com doenças de pele ou lesões apresentam maior risco de serem contaminadas.

    Desde a contaminação com o HPV até o aparecimento da verruga pode haver um intervalo de até 6 meses.

    Cada organismo reage a infecção pelo HPV de modo diferente, o que significa nem todo mundo que é contaminado pelo vírus desenvolve verrugas. Quanto mais fraco o sistema imune, maior o risco de tê-las, isso inclui transplantados e pacientes com HIV (leia: SAIBA COMO FUNCIONA O TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS e SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA)). Na verdade estima-se que até 80% da população venha a ser infectado pelo HPV em algum momento da vida, porém, apenas 5% destes irão desenvolver verrugas.
    Verruga HPV
    Verruga plantar (HPV-1)
    As verrugas costumam surgir mais frequentemente nas mãos, nos pés, joelhos, cotovelos e na face, porém, qualquer região do corpo pode ser afetada. A verruga pode ser única ou múltiplas, e apresentar diversos aspectos, variando de tamanho, cor e formato.

     Tratamento das verrugas comuns

     Um vez que o HPV fica restrito à região da verruga, a maioria dos tratamentos atuais não visam atacar o vírus propriamente, mas sim destruir a região da pele contaminada, tentando ao máximo preservar a parte sadia ao redor.

    Antes de se submeter a um tratamento, é importante saber que 2/3 das verrugas se curam espontaneamente em um prazo de dois anos.

    Existem várias opções para se tratar as verrugas, algumas mais efetivas, algumas menos dolorosas e algumas mais lentas. O tratamento das verrugas comuns é diferente do das verrugas genitais., apesar de algumas substâncias usadas serem as mesmas.

    O uso de nitrogênio líquido é bastante eficaz, porém costuma ser algo doloroso e crianças tendem a não tolerá-lo. O tratamento precisa ser repetido algumas vezes e dura em média 3 meses. Como ele pode causar um clareamento da pele tratada, deve ser bem discutido se o paciente tiver pele escura.

    O ácido salicílico é uma opção menos dolorosa e apresenta taxa de sucesso ao redor dos 70%. Outras opções incluem substância à base de cantarina, ácido bicloroacético, tretinoína, 5-fluorouracil ou excisão cirúrgica de lesão.

    O Imiquimod  é uma substância que parece agir de modo distinto, estimulando o sistema imune a destruir o HPV.Ele é normalmente usado em associação com uma das opção de tratamento descritas acima

    Se você tem uma verruga e deseja retirá-la, procure um dermatologista e discuta as opções mais adequadas para o seu caso.

    2. Verruga genital (condiloma)

    As verrugas anais e genitais recebem o nome de condiloma acuminado. Popularmente essas verrugas genitais são conhecidas como crista de galo.

    O HPV genital é uma doença altamente transmissível pela via sexual, e como já foi explicado, o surgimento da verruga depende do subtipo do HPV infectante.

    A infecção genital pelo HPV, com ou sem condiloma, é a doença sexualmente transmissível (DST) mais comum no mundo, sendo mais comum que a gonorreia e a clamídia (leia: GONORREIA | CLAMÍDIA | Sintomas e tratamento), que a sífilis (leia: SÍFILIS | SINTOMAS E TRATAMENTO - MD.Saúde) e o herpes genital (leia: HERPES LABIAL | HERPES GENITAL | Sintomas e tratamento).

    Como qualquer DST, o seu principal fator de risco é a prática de sexo sem preservativos, principalmente se for com vários parceiros(as). A camisinha diminui o risco de contágio, mas no caso específico do HPV, a sua eficácia parece ficar em torno de 70%, muito abaixo das de outras DSTs (leia: CAMISINHA | Tudo o que você precisa saber). Mais uma vez é importante lembrar que uma pessoa pode estar infectada pelo HPV mesmo que não possua verrugas visíveis. O parceiro(a) contaminado também pode ou não desenvolver condilomas.

    O condiloma acuminado pode demorar até 8 meses para se desenvolver após o contágio pela via sexual. O condiloma anal normalmente ocorre em pessoas que praticam sexo anal, porém, principalmente em mulheres, não necessariamente indica que o paciente teve relação sexual pela via anal.

    Nas mulheres as lesões do HPV genital costumam acometer a vulva, colo do útero, vagina, períneo e ânus. A presença de condiloma, em qualquer área da região genital, é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino.

    Nos homens as lesões do HPV costumam aparecer no pênis, próximo a glande. Outros pontos possíveis são a bolsa escrotal e o ânus, este último principalmente, mas não exclusivamente, após relação homossexual.

    A prevalência do condiloma acuminado é maior em pacientes com imunossupressão, principalmente nos portadores de HIV com AIDS (SIDA).

    As verrugas genitais costumam ser assintomáticas, causando apenas desconforto estético no caso de condilomas grandes e visíveis. Às vezes, a verruga é tão pequena que o paciente nem se dá conta da sua existência. Em alguns casos, entretanto, podem haver queixas de comichão, dor, queimação, sangramento e, nas mulheres, corrimento vaginal.

    As infecções genitais pelo HPV estão relacionadas a um maior risco de câncer anal, peniano, vaginal e de colo do útero.

    Tratamento da verruga genital (condiloma acuminado)

    Entre as substâncias mais usadas incluem-se o nitrogênio líquido, podofilina, Imiquimod, ácido tricloroacético ou ácido bicloroacético. Nos condilomas grandes, a excisão cirúrgica ou a Laser é muitas vezes necessária.

    Vacina contra HPV

    A vacina contra o HPV visa a prevenção contra o câncer do colo de útero. Existem 2 vacinas contra o HPV: uma inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18, e outra os 45 e 31. Portanto, a vacina inclui os principais, mas não todos os subtipos relacionados ao câncer de colo uterino. Logo, a vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo anual já que não elimina em 100% o risco de câncer.

    Apesar do objetivo principal ser a prevenção contra o câncer de colo uterino, a presença dos subtipos HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda também na prevenção do condiloma acuminado.

    O QUE É DST?

    DST é a sigla para Doenças Sexualmente Transmissíveis, também chamada de doenças venéreas. As DST são um importante problema de saúde pública em todos os países. Entre as complicações mais comuns das doenças sexualmente transmissíveis estão a infertilidade, o câncer do colo do útero, a doença inflamatória pélvica e o aumento do risco de contaminação pelo HIV.

    Neste texto vamos fazer uma revisão sobre as principais doenças sexualmente transmissíveis, abordando as seguintes questões sobre as DST:
    • O que é DST?
    • Quais são as DST mais comuns?
    • Como se pega uma DST?
    • Quais são os fatores de risco para DST?
    • Como prevenir as DST?
    • Qual é o tratamento para as DST?
    Quais são as DST mais comuns?

    Existem várias doenças sexualmente transmissíveis, causadas por diferentes tipos de germes, incluindo bactérias, vírus, parasitas e protozoários. Entre as DST mais comuns, podemos citar:

    - Cancro mole (cancroide) (leia: CANCRO MOLE | Haemophilus ducreyi).
    - Chato (pediculose pubiana)
    - Clamídia (leia: CLAMÍDIA | Sintomas e tratamento).
    - Donovanose (granuloma inguinal).
    - Gonorreia (leia: GONORREIA | Sintomas e tratamento).
    - Hepatite B (leia: HEPATITE B | Sintomas e vacina).
    - Hepatite C (leia: HEPATITE C | Sintomas e tratamento).
    - Herpes genital (leia: HERPES GENITAL | Sintomas e tratamento).
    - HIV / AIDS (leia: SINTOMAS DO HIV | AIDS).
    - HPV / condiloma acuminado (leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO | Sintomas e vacina).
    - Linfogranuloma venéreo.
    - Sífilis (leia: SÍFILIS | Sintomas e tratamento).
    - Tricomoníase (leia: TRICOMONÍASE | Sintomas e tratamento).

    Das DST citadas acima, as que apresentam maior incidência, em ordem decrescente, são HPV, clamídia, tricomoníase e gonorreia.

    Candidíase, hepatite A e vaginose bacteriana (infecção pela bactéria Gardnerella) não são consideradas doenças sexualmente transmissíveis, apesar de eventualmente poderem ser transmitidas por esta via. Do mesmo modo, algumas infecções intestinais, como amebíase, giardíase, shigeloses e outras, podem ser transmitidas pela via sexual se houver contato com fezes contaminadas, como nos casos de penetração anal ou anilingus (sexo oral no ânus).

    Para ser considerada uma DST a doença precisa ter a via sexual como modo de transmissão principal.
    DST

    Como se pega uma DST?

    Parece um bocado óbvio perguntar como se pega uma doença sexualmente transmissível, porém, a maioria das DST pode ser transmitidas por outras vias que não a sexual.

    Por exemplo, HIV e Hepatites B e C podem ser transmitidas através de agulhas contaminadas, transfusão de sangue ou de mãe para filho durante a gravidez. A sífilis pode ser transmitida através do beijo, caso existam lesões na boca. Já a pediculose pubiana (chato) pode ser transmitida através de toalhas ou roupas íntimas.

    Portanto, DST é uma doença que é preferencialmente, mas não necessariamente, transmitida pela via sexual.

    Das três vias sexuais (anal, vaginal e oral), a via anal é aquela que apresenta maior risco de transmissão e contaminação. Só para se ter uma ideia, um homem que é passivo em uma relação anal com parceiro contaminado apresenta 30 vezes mais chances de se contaminar com HIV do que um homem que é ativo em uma relação vaginal com uma parceira contaminada.

    Algumas DST são mais contagiosas que outras. O risco de contaminação com uma única relação sexual vaginal é muito maior para doenças como hepatite B, gonorreia e clamídia do que para HIV, sífilis e HPV, por exemplo.

    O sexo oral é a forma com menor taxa de transmissão, porém ela não é isenta de riscos. A pessoa que recebe o sexo oral costuma ter menos riscos, pois seu órgão genital só tem contato com a saliva. O parceiro(a) que fornece o sexo oral sofre mais riscos, pois tem contato com secreções vaginais ou penianas contaminadas.

    Em geral, mulheres ou homens homossexuais têm maiores riscos de contaminação que homens heterossexuais. O risco mais baixo ocorre em mulheres homossexuais, contanto que não se compartilhe dildos ou qualquer outro objeto para penetração.

    Já ter uma DST aumenta o risco de ter outras. Indivíduos com herpes genital ou gonorreia, por exemplo, se tiverem relações sexuais com pessoas portadoras do HIV aumentam muito seu risco de contaminação. A inflamação e as lesões genitais causadas por uma DST favorecem o contágio por outras DST.


    Fatores de risco para DST

    O principal fator de risco para se contrair uma DST é ter vida sexual ativa. A melhor maneira de se prevenir contra as DST é não praticar sexo. Porém, isso é uma opção viável para apenas um minoria das pessoas. Naqueles que não pretendem praticar o celibato, usar preservativos e não ter uma vida promíscua é a melhor conduta.

    Quando se estuda a população que tem ou já teve alguma doença venérea, algumas dados são encontrados com certa frequência, podendo ser caracterizados como fatores de risco para contaminação. Através destes estudos é possível afirmar que as doenças sexualmente transmissíveis são mais comuns nas pessoas que apresentam as seguintes características:

    - Idade entre 15 e 24 anos.
    - Solteiro.
    - Múltiplos parceiros sexuais.
    - Início precoce da vida sexual.
    - Pratica de sexo sem preservativos.
    - Consumo frequente de álcool.
    - Usuários de drogas.
    - Relações sexuais com prostitutas.

     Além dos fatores acima, indivíduos que já tiveram uma DST têm maior risco de terem outras.

    Sintomas das DST

    O grupo das doenças sexualmente transmissíveis é bastante heterogêneo, por isso os sintomas são muito variados. De modo didático, podemos dividir o quadro clínico das DST em 3 grandes grupos.

    1- Corrimento uretral (uretrite)

    A inflamação da uretra, canal que drena a urina, é a principal característica de várias DST. Os sintomas mais comuns da uretrite são a ardência para urinar, chamada de disúria (leia: DOR AO URINAR | Principais causas) e o corrimento peniano ou vaginal (leia: CORRIMENTO VAGINAL | VAGINITE). Nas mulheres, além do corrimento é possível haver dor e sangramento vaginal.

    Gonorreia, clamídia, tricomoníase e outras causas menos comuns, como infecções por Mycoplasma genitalium e Ureaplasma urealyticum são as principais DST que cursam com uretrite, como principal característica.

    2- Úlceras genitais

    Outra manifestação comum de doenças sexualmente transmissíveis é aparecimento de úlceras nos órgãos genitais. As DST com essa característica são a sífilis, donovanose (granuloma inguinal), linfogranuloma venéreo, herpes genital e o cancro mole.

    Cada DST costuma formar úlceras com características próprias. Por exemplo: a sífilis cursa com úlcera indolor e limpa; o cancro mole com úlcera dolorosa e purulenta; o herpes costuma ter múltiplas pequenas úlceras muito dolorosas, etc.

    Nas mulheres, as úlceras podem surgir dentro da vagina, não sendo facilmente visíveis. Na sífilis, que cursa com úlcera indolor, a lesão pode até passar despercebida.

    3- Sintomas gerais

    As doenças sexualmente transmissíveis também podem se apresentar com sintomas sistêmicos, por acometimento de órgãos internos.

    A DIP (doença inflamatória pélvica) é uma infecção grave dos órgãos reprodutores feminino, como útero, trompas e ovários. Pode ser surgir como complicação da gonorreia ou da clamídia.

    A inflamação do fígado é o quadro típico das hepatites B e C, mas podem também ocorrer na gonorreia disseminada e na sífilis secundária.

    O HIV pode causar febre, faringite e o aparecimento de gânglios pelo corpo.

    Em geral, cada DST tem seus sintomas específicos. É preciso ler individualmente sobre cada doença para conhecer seus sintomas.

    Prevenção das DST

    Como já foi dito, a melhor maneira de se prevenir contra uma DST é não ter relações sexuais. Todavia, esta orientação é impraticável para a imensa maioria da população. Portanto, é preciso pensar em outros modos de prevenção para as doenças venéreas.

    As vacinas são métodos com elevada eficiência na prevenção de doenças. O problema é que atualmente só existem vacinas para duas DST: HPV e hepatite B.

    Portanto, o método preventivo mais eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis ainda é a camisinha (leia: CAMISINHA | Eficácia e instruções de uso). A camisinha não é um método 100% eficaz, mas apresenta uma taxa de sucesso bastante elevada.

    Estudos mostram que os preservativos feitos à base de látex e poliuretano são impenetráveis ​​às partículas virais de HIV. O material é altamente seguro. As falhas surgem geralmente pelo mal uso do preservativo, permitindo que o mesmo saia do pênis ou que se rompa durante a relação sexual. Em geral, o uso da camisinha reduz em até 90% o risco de transmissão do HIV.

    A camisinha também é muito efetiva na prevenção das outras DST, principalmente da gonorreia em homens. Por motivos ainda não bem entendidos, a DST que apresenta a menor taxa de prevenção com a camisinha é a tricomoníase. Mesmo assim, o uso regular do preservativo reduz em mais de 30% a chance de contaminação. O preservativo pode não ser um método perfeito, mas ele ainda é muito melhor do que ter relações desprotegidas.

    A camisinha é ineficaz contra a pediculose pubiana, conhecida popularmente como chato. Esta doença é causada por um tipo de piolho que se aloja nos pelos pubianos, área não coberta pela camisinha. Portanto, durante o ato sexual, o contato íntimo entre as áreas de pelos púbicos não é evitado pelo uso do preservativo, tornando este método ineficaz contra a transmissão do Phthirus pubis, agente causador da pediculose pubiana.

    Nos homens, a circuncisão é um modo eficaz para reduzir o risco de contaminação por DST (leia: CIRCUNCISÃO | Riscos e benefícios). Estudos mostram que homens circuncidados apresentam até 50% menos chances de se contaminarem com o HIV através de relações com mulheres quando comparados com homens que não se submeteram a circuncisão. Este benefício só está comprovado em relações heterossexuais.

    A circuncisão protege apenas o homem. A taxa de transmissão do HIV para as mulheres é a mesma, independente do homem ser ou não circuncidado.

    A circuncisão também parece diminuir a taxa de contaminação do homem contra sífilis, herpes e HPV, mas não contra gonorreia, tricômonas e clamídia.

    Tratamento das DST

    O tratamento das DST depende, obviamente, da sua causa. Algumas DST têm cura, outras não.

    Infecções como sífilis, gonorreia, clamídia, linfogranuloma e tricômonas podem ser curadas com uso de antibióticos apropriados.

    As infecções por hepatite B e C têm tratamento, mas a taxa de cura não é alta. Muitos pacientes vivem cronicamente com estas infecções.

    O HIV tem tratamento, mas ainda não tem cura. O mesmo ocorre com a herpes genital.

    O HPV não tem tratamento, mas em muitos casos o corpo consegue se livrar do vírus espontaneamente. O problema é o risco aumentado de câncer de colo do útero que as mulheres contaminadas apresentam.

    Para saber mais detalhes sobre doenças sexualmente transmissíveis, acesse os links fornecidos neste texto para  ler sobre cada uma das DST descritas aqui.