Estamos presente na dor, porque já estivemos muito perto do sofrimento. Servirmos ao próximo, porque sabemos que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhemos o branco, porque queremos transmitir paz. Escolhemos publicar nossas ações, porque queremos transmitir fontes de saber. Escolhemos nos dedicar à saúde, porque respeitamos a vida.

"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Atenção Integrada às Doencas Prevalentes na Infância


Avaliação da criança de 2 meses a 5 anos de idade

É importante que toda criança seja avaliada nos principais sinais e sintomas das doenças prevalentes da infância, para que essas não passem despercebidas. As perguntas devem ser centradas sobre os problemas específicos de sua procura à unidade de saúde, dos sinais e sintomas gerais de perigo e dos sintomas principais: tosse ou dificuldade para respirar, diarréia, febre, problemas de ouvido, desnutrição e anemia. Para isso, usa-se uma estratégia padronizada, baseado em evidências e normas internacionais com impacto significativo na redução da morbimortalidade infantil.

Perguntar à mãe a respeito do problema da criança.
Verificar se existem sinais gerais de perigo.
Perguntar às mães sobre os quatro sintomas principais:
• Tosse ou dificuldade para respirar.
• Diarréia.
• Febre.
• Problema de ouvido.
Na presença de um sintoma principal:
• Avaliar a criança para verificar se há sinais relacionados
com o sintoma principal.
• Classificar a doença de acordo com os sinais presentes
ou ausentes.
Verificar se existem sinais de desnutrição ou anemia.
Classificar o estado nutricional da criança.
Avaliar o desenvolvimento da criança.
Verificar o estado de imunização da criança.
Decidir se necessita de alguma vacina no mesmo dia.
Avaliar qualquer outro problema.

Sinais gerais de perigo.
Tosse ou dificuldade para respirar.
Diarréia.
Febre.
Problema de ouvido.
Desnutrição e anemia.
Desenvolvimento
Situação vacinal.
Outros problemas.
Doenças de notificação compulsória.
  
 A CRIANÇA COM TOSSE OU DIFICULDADE PARA RESPIRAR
As doenças do aparelho respiratório são as responsáveis pela maior demanda de consultas e internações em Pediatria. Atingem de preferência o trato respiratório superior (Anexo 1) e, quanto menor a idade do paciente, maior é o comprometimento do trato respiratório inferior. Essas doenças, durante os primeiros cinco anos de vida, são de origem predominantemente infecciosa, com uma prevalência de cinco a oito episódios por criança/ano.
Nos países em desenvolvimento a etiologia é geralmente bacteriana, sendo os agentes mais comuns o Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenza. Algumas bactérias causam pneumonias atípicas: Chlamydia trachomatis em lactentes e o Mycoplasma pneumoniae em crianças maiores. No período neonatal, predominam os bacilos gram negativos E. Coli e Klebsiella e o Strepococcus, do grupo B. Entre as referidas infecções, a pneumonia é responsável por 85% das mortes ocorridas por problemas respiratórios nas crianças menores de cinco anos, especialmente em países em desenvolvimento. Os principais fatores de risco associados incluem baixa renda familiar, baixa escolaridade dos pais, desnutrição, baixo peso ao nascer, prematuridade, exposição a fumo passivo, desmame precoce, creche e aglomeração familiar.

Definição de respiração rápida
2 meses a menos de 12 meses- 50 ou mais por minuto
1 ano a menor de 5 anos- 40 ou mais por minuto

A CRIANÇA COM SIBILÂNCIA
A sibilância é uma condição muito comum nas crianças, sendo uma causa importante de demanda nas unidades de saúde. Além disso, pode ser confundida com ou estar associada a um quadro infeccioso das vias respiratórias. Seu aparecimento se deve às alterações funcionais decorrentes do processo inflamatório crônico, tais como a hiperreatividade brônquica e a obstrução ao fluxo aéreo (broncoconstricção, formação crônica de rolhas de muco, edema e alterações estruturais das vias aéreas).
As principais doenças que cursam com sibilância são a asma (principal causa de obstrução brônquica nas crianças acima de quatro anos) e bronquiolite (predominantemente nos seis primeiros meses de vida). Os principais agentes etiológicos da bronquiolite são de causa viral (vírus sincicial respiratório – 50 a 90% – e parainfluenzae) associada à hiperreatividade das vias aéreas induzida pela infecção. O pico de incidência está entre dois e seis meses, época em que se concentram 80% dos casos do primeiro ano de vida. Essas doenças podem ocasionar retração intercostal e subcostal, além do aumento da freqüência respiratória, sendo comum confundir-se com pneumonia, em certas situações, por isso antes de classificar a criança, o médico deve tratar a sibilância e fazer uma reavaliação depois. Conduta similar deverá ser adotada quando existir antecedentes de sibilância, nos casos de respiração rápida e de tiragem, mesmo que não tenha sido auscultada no momento da consulta. Observe que a percepção da sibilância é melhor percebida com o uso do estetoscópio. Depois de cada nebulização, a criança deverá ser reavaliada para ver se ela melhora da sibilância. Caso a criança tenha respiração rápida ou tiragem subcostal, avalie também se estas diminuíram. Se depois da primeira nebulização, melhorar a sibilância, reavalie e classifique a criança de acordo com o quadro da criança com tosse ou dificuldade para respirar. Se depois da primeira nebulização a criança não melhorar, repita a nebulização a cada 20 minutos, no máximo de três vezes, fazendo uma reavaliação da criança a cada vez. Em virtude da grande participação das doenças respiratórias como causa de morte nas crianças menores, é prudente que o profissional tenha certeza do diagnóstico. Em caso contrário, deve referir o paciente urgentemente para investigação, visto que essas crianças apresentam com freqüência sinais graves de desconforto.

A CRIANÇA COM DIARRÉIA
A diarréia aparece quando a perda de água e eletrólitos nas fezes é maior do que a normal, resultando no aumento do volume e da freqüência das evacuações e diminuição da consistência das fezes. Ela é definida geralmente como a ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas em um período de 24 horas. A doença diarréica aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil no Brasil, especialmente nas crianças menores de seis meses que não estão em aleitamento materno exclusivo. Na região Nordeste, onde o problema assume maior magnitude, o risco de morte por diarréia em crianças menores de cinco anos é cerca de 4 a 5 vezes maior do que na região Sul. O número de evacuações por dia considerado normal varia com a dieta e a idade da criança. A percepção materna é extremamente confiável na identificação da diarréia de seus filhos, descrevendo as fezes líquidas com terminologias regionais. Os lactentes amamentados em forma exclusiva geralmente têm fezes amolecidas, não devendo isto ser considerado diarréia. A mãe de uma criança que mama no peito pode reconhecer a diarréia porque a consistência ou a freqüência das fezes é diferente da habitual. Quase todos os tipos de diarréia que causam desidratação cursam com fezes líquidas. A cólera é um exemplo clássico de diarréia com fezes líquidas, mas apenas uma pequena proporção das diarréias líquidas se devem à cólera. A maioria dos episódios de diarréia aguda são provocados por um agente infeccioso e dura menos de duas semanas. Caso a diarréia dure 14 dias ou mais, é denominada diarréia persistente. Até 10% dos episódios de diarréia são persistentes, causam problemas nutricionais e contribuem para mortalidade na infância. A diarréia com sangue, com ou sem muco, é chamada disenteria. A causa mais comum da disenteria é a bactéria Shigella. A disenteria amebiana não é comum nas crianças pequenas.

A CRIANÇA COM PROBLEMA DE OUVIDO
Quando uma criança tem infecção de ouvido, o pus se acumula atrás do tímpano, causando dor e freqüentemente febre. Caso não se trate a infecção, o tímpano pode romper, drenando secreção purulenta e diminuindo a dor. Apresenta maior prevalência e incidência nas crianças abaixo de dois anos, pela maior incidência das IVAS, menor imunocompetência e disfunção tubária (curta, ampla e com ângulo horizontal). Algumas vezes, a infecção se estende do ouvido médio a apófise mastóide, causando mastoidite. A infecção também pode estender-se do ouvido médio para o SNC, causando meningite. Estas são doenças graves que requerem urgência de atenção hospitalar. As infecções de ouvido raramente causam a morte, entretanto levam a muitos dias de doenças nas crianças, sendo a principal causa de surdez nos países em desenvolvimento o que acarreta problemas de aprendizagem na escola.

A CRIANÇA COM DESNUTRIÇÃO E ANEMIA
Uma mãe pode levar seu filho a uma unidade de saúde, porque a criança tem uma doença aguda. A criança talvez não tenha queixas que indiquem desnutrição ou anemia, porém uma criança doente pode estar desnutrida e o médico ou a mãe talvez nem notem o problema. Uma criança com desnutrição grave está mais exposta a vários tipos de doenças, têm infecções mais graves, e maior risco de morrer. Mesmo crianças com desnutrição leve e moderada têm um crescente risco de morte. A identificação e o tratamento de crianças com desnutrição pode ajudar a prevenir numerosas doenças graves e até a morte. Alguns casos podem ser tratados em casa. Os casos graves devem ser referidos ao hospital, para tratar as complicações mais freqüentes, receber alimentação especial, transfusões de sangue ou um tratamento específico para a doença que contribui para a desnutrição. Um dos tipos é a desnutrição protéica-calórica, que se desenvolve quando a criança não obtém dos alimentos suficiente energia ou proteínas para satisfazer suas necessidades nutricionais. Uma criança que tenha apresentado doenças agudas com freqüência também pode desenvolver desnutrição protéica-calórica. Nesta desnutrição:
A criança pode sofrer emagrecimento acentuado (marasmo).
A criança pode desenvolver edema (kwashiorkor).
A criança pode associar edema com emagrecimento acentuado (kwashiorkor-marasmático).
Uma criança cuja dieta não fornece as quantidades recomendadas de vitaminas e minerais essenciais podem desenvolver carência nutricional específica. A criança talvez não coma quantidades suficientes recomendadas de certas vitaminas (como vitamina A) ou minerais (como ferro).
A falta de consumo de alimentos que contém vitamina A pode trazer como resultado a deficiência de vitamina A, com o risco de morrer em conseqüência de sarampo, diarréia e pneumonia. As formas mais graves de hipovitaminose A levam a alterações oculares com risco de cegueira (cegueira noturna, xeroftalmia ou queratomalácea). A anemia ferropriva é a carência nutricional de maior prevalência na infância. A falta de alimentos ricos em ferro pode levar à anemia. Uma das causas mais freqüentes em nosso meio é o desmame precoce e inadequado. Uma criança também pode desenvolver anemia como resultado de:
Infecções.
Infestações por parasitas como ancilóstomos ou tricocefálos.
Malária.
 Atendimento Puericultura realizado em 14/12/11

FONTE: AIDPI

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cuidados com Hipertensão Arterial na Infância

Em relação à hipertensão arterial nas crianças, percebemos que existe grande desconhecimento por parte da população. As sociedades Médicas dão pouca ênfase  e divulgação  ao tema, o que leva a um grande desconhecimento do tema por parte dos pais, que muito poderiam contribuir para a diminuição desta moléstia na população infantil  e evitar que se  tornem futuros adultos com hipertensão.
 
Torna-se necessário portanto  esclarecer algumas questões expressas, nas perguntas a seguir:

  
Existe hipertensão arterial na criança?
 
Muitas pessoas desconhecem o fato de que mesmo em recém-nascidos, pode haver  elevação da pressão arterial acima dos níveis normais, inclusive quadros graves com risco de vida ou seqüelas neurológicas.
Nas crianças, principalmente nas mais jovens, a hipertensão arterial é geralmente  secundária a alguma doença, principalmente doença renal. Outras doenças como estreitamento da artéria aorta (coarctação de aorta) , tumores de supra-renais , ou o uso de determinadas medicações como corticosteróides podem ser a causa de hipertensão arterial.
Entre crianças maiores (acima de 10 anos) e adolescentes, principalmente naquelas cujos parentes têm hipertensão, é freqüente observarmos portadores de hipertensão arterial, geralmente primária, ou seja, pressão arterial espontaneamente elevada. Alguns destes apresentam maior sensibilidade ao sal, como uma tendência familiar.

  
Como os pais podem suspeitar que seus filhos tenham hipertensão?
 
Nas crianças maiores e adolescentes os mesmos sintomas dos adultos, como dor de cabeça, cansaço aos pequenos esforços e dor no peito podem ser observados.
Nas crianças menores, principalmente abaixo de 1 ano, a irritabilidade e choro persistentes podem ser sinais indicativos, embora se reconheça que pode ser difícil o diagnóstico.

  
A obesidade e outros fatores aumentam o risco de hipertensão na infância?
 
Hoje em dia é amplamente reconhecido que a obesidade , o sedentarismo (freqüentemente as crianças substituem atividades físicas, pelo hábito de assistir TV e jogar vídeo game) e a ingestão excessiva de sal  (fast food e batatas fritas) são fatores que aumentam a prevalência de hipertensão arterial entre crianças e adolescentes.
 
Quais são as recomendações para se evitar hipertensão arterial na infância?
 
As seguintes recomendações devem ser seguidas , para que não se tornem crianças hipertensas e também  para que não se tornem adultos com hipertensão:
1-Praticar atividade física aeróbica, em pelo menos 5 dias na semana. Realizar esportes, caminhar, andar de bicicleta.
2-Manter peso corporal normal (evitar obesidade).
3-Evitar  consumo de álcool (adolescente).
4-Consumir uma dieta rica em frutas, verduras, produtos com baixo teor de gorduras e reduzir a  ingestão total de gorduras e gorduras saturadas.
5-Evitar fumo (adolescentes).
6-Diminuir a ingestão  de sal. Retirar o saleiro da mesa, habituar  a família a ingerir menos sal, tomar cuidado com o sal dos enlatados  e evitar o excesso de sal dos fast foods e batatas fritas.

  
Quais são os níveis normais de pressão arterial na infância e no adulto?
 
Em adultos, atualmente, a pressão arterial ideal é até 120x80 mmHg.
Níveis iguais ou maiores que  140x90 mmHg são considerados anormais no adulto e adolescentes com 18 anos em diante.
As pessoas que possuem pressão arterial maiores que  120x80  mmHg e menores que 140x90 mmHg , embora não sejam consideradas hipertensas , apresentam níveis indesejáveis de pressão arterial (são chamadas de pré-hipertensas) e devem ser aconselhadas a adotarem atitudes , como as citadas acima (item 4), para que  sua pressão se caia para nível ideal (120x80 mmHg).
Em crianças os níveis de pressão arterial variam de acordo com a idade e  altura, existindo tabelas que permitem ao Pediatra e Cardiologista pediátrico verificarem se a pressão arterial se encontra em níveis adequados.
Abaixo reproduzimos uma tabela resumida, que mostra até que nível a  pressão  arterial é considerada normal para  a faixa etária, estando a sua altura na média (percentil 50) também  para a faixa etária.
 
IDADE
PRESSÃO ARTERIAL NORMAL
1 ano a 3 anos
97x53   a  105x61
4 anos a 6 anos
107x 64  a  110x70
7 anos a 10 anos
111x72   a  115x75
11 anos a 13 anos
117x76   a 122x77
14 anos a 17 anos
125x 80  a 133x83
                                 
 Obs. : Embora os níveis de pressão arterial sistólicos maiores que 120 mmHg e diastólicos  maiores que 80 mmHg  possam ser considerados normais em adolescentes próximos aos 18 anos, são considerados indesejáveis (pré- hipertensão), devendo ser tomadas medidas (vide acima – item 4) para colocá-los de 120x80 mmHg para baixo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: Direito à saúde


 Muitos de nós denominam a pessoa que possui alguma deficiência como portador de necessidades especiais. Essa denominação não é completamente correta. Pessoas com necessidades especiais são todas aquelas que necessitam de adaptações para realizarem tarefas cotidianas. Nesse grupo incluem-se as grávidas, os obesos, os idosos e as pessoas com deficiência.

Há quem acredite que a pessoa com deficiência seja incapaz, devido a suas limitações. Porém, assim como todos nós, as pessoas com deficiência apresentam dificuldades e qualidades. Portanto, a legislação assegura à pessoa com deficiência todos os direitos fundamentais, além de possibilidades de adaptações físicas, espaciais, instrumentais e tecnológicas que facilitem a execução de tarefas.

Diante de tantas mudanças que hoje vemos ocorrer na sociedade, surge um novo movimento, o da inclusão, consequência da visão de um mundo democrático, no qual pretendemos respeitar direitos e deveres. A limitação da pessoa não diminui seus direitos: é cidadã e faz parte da sociedade como qualquer outra. Chegou o momento de a sociedade preparar-se para lidar com a diversidade humana.          
 Todas as pessoas devem ser respeitadas, não importa o sexo, a idade, as origens étnicas, a orientação sexual ou as deficiências. Uma sociedade aberta a todos, que estimula a participação de cada um, aprecia as diferentes experiências humanas e reconhece o potencial de todo cidadão é denominada sociedade inclusiva.

 A sociedade inclusiva tem como objetivo principal oferecer oportunidades iguais para que cada pessoa seja autônoma e autodeterminada. Esse processo democrático constitui-se no reconhecimento que todos os seres humanos são livres, iguais e têm o direito de exercer sua cidadania. Para que uma sociedade se torne inclusiva, é preciso cooperar com o esforço coletivo de sujeitos que dialogam em busca do respeito, da liberdade e da igualdade. Portanto, é dever de todos nós fornecer mecanismos para que todos possam ser incluídos.
 Apesar de existirem leis que garantem os direitos da pessoa com deficiência, percebemos que excluímos as pessoas que consideramos diferentes. Precisamos, então, conhecer e reconhecer essas pessoas que vivem à nossa volta, excluídas por nossa própria ação.

Se desejamos, realmente, uma sociedade democrática, devemos criar uma nova ordem social, pela qual todos sejam incluídos no universo dos direitos e deveres. Para isso, é preciso saber como vivem as pessoas com deficiência, conhecer suas expectativas, necessidades e alternativas. Precisamos pensar nas dificuldades e conquistas desses excluídos e na possibilidade de concretização dos seus direitos: soluções simples e concretas para que possam ir e vir; planejamentos eficazes para que possam estar nas salas de aula; plena assistência à saúde; qualificação profissional; emprego; prática de esporte; cultura e lazer.
 
 O portador de deficiência tem direito a receber informações do médico sobre sua deficiência e inclusive as consequências que ela traz?
 Informações do médico sobre sua deficiência e sobre as consequências que ela traz

A Lei Federal 7.853/89 (art. 2º, parágrafo único, II) assegura esse direito a qualquer pessoa. Isso inclui informações sobre os cuidados que ela deve ter consigo, notadamente, no que se refere à questão do planejamento familiar, às doenças do metabolismo e seu diagnóstico e ao encaminhamento precoce de outras doenças causadoras de deficiências.


 Existe lei que garanta a habilitação ou a reabilitação do portador de deficiência?

O Poder Público está obrigado a fornecer uma rede de serviços especializados em habilitação e reabilitação, bem como garantir o acesso aos estabelecimentos de saúde públicos e privados, conforme a Lei Federal 7.853/89 (art. 2º, parágrafo único, alíneas “c” e “d”); o Decreto Federal 3.298/99 (art. 17, 18, 21 e 22) e Lei Federal 8.213/91 (art. 89) regulamentada pelos Decretos 3.048/99 e 3.668/00. 


 E se o deficiente não puder se dirigir pessoalmente ao hospital ou posto de saúde?

O direito a atendimento domiciliar de saúde é assegurado ao portador de deficiência física grave, se ele não puder dirigir-se, pessoalmente, ao hospital ou posto de saúde, pela Lei Federal 7.853/89 (art. 2º, inciso II, alínea “e”) e pelo Decreto Federal 3.298/99 (art. 16, inciso V).


 Não havendo serviço de saúde no município onde o portador de deficiência mora, o que deve ser feito?

A Lei Federal 7.853/89 (art. 2º, inciso II, alínea “e”) assegura o encaminhamento do portador de deficiência ao município mais próximo, que contar com estrutura hospitalar adequada para seu tratamento.
 

 Os órgãos responsáveis pela saúde devem dispensar tratamento prioritário e adequado aos portadores de deficiência?

O Decreto Federal 3.298/99 estabelece que os órgãos responsáveis pela saúde devem dispensar tratamento prioritário e adequado aos portadores de deficiência, determina e prevê, também, a criação de rede de serviços regionalizados, descentralizados e hierarquizados, voltados para o atendimento à saúde e à reabilitação da pessoa portadora de deficiência.
 A Lei Federal 10.216/01 cuida da proteção e dos direitos da pessoa portadora de deficiência mental e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Os direitos e proteção das pessoas acometidas de transtorno mental são assegurados, sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e à gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno ou qualquer outro fator (art. 1).


 O portador de deficiência tem direito a instrumentos que o auxiliem a vencer suas limitações físicas?

O portador de deficiência tem direito a obter, gratuitamente, órteses e próteses (auditivas, visuais e físicas) junto às autoridades de saúde (federais, estaduais ou municipais), a fim de compensar suas limitações nas funções motoras, sensoriais ou mentais (Decreto Federal 3.298/99, art. 18, 19 e 20).


 Existe, também, o direito a medicamentos?

A pessoa tenha o direito de obter do Poder Público os medicamentos necessários ao tratamento, mediante apresentação de receita médica. Se não forem fornecidos, deve-se procurar um advogado ou a Defensoria Pública (Lei Federal 8.080/90, art. 6, VI).


 Que providências podem ser tomadas em caso de a deficiência ocorrer por erro médico?

O cidadão deve procurar um advogado, a Promotoria de Justiça do Erro Médico ou uma das entidades listadas no final desta Cartilha. Ele poderá requerer o tratamento e, inclusive, uma indenização, se ficar comprovado que houve, realmente, erro médico.

 Qual o direito do portador de deficiência internado em instituição hospitalar?

Assegura O atendimento pedagógico ao portador de deficiência internado na instituição por prazo igual ou superior a um ano, com o intuito de garantir sua inclusão ou manutenção no processo educacional e assegurado pelo Decreto Federal 3.298/99 (art. 26).


 O portador de deficiência tem direito a desfrutar de plano de saúde para tratamento de sua deficiência?

A Lei Federal 9.656/98 (art. 14) estabelece que não pode haver impedimento de participação dos portadores de deficiência nos planos ou seguros privados de assistência à saúde.

FONTE:
CARTILHA DA INCLUSÃO
DIREITOS DAS PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA

sábado, 10 de dezembro de 2011

Higiêne bucal em bebê

 A amamentação é benefício  para saúde  intelectual, nutricional e física do bebê, mas ainda tem mais uma vantagem , mamando o bebê vai respirar pelo nariz, sendo obrigado a morder, avançar e retrair as mandíbulas, propriciando assim um estímulo muscular e esquelético da face, com isso terá uma boa oclusão dentária.
A higiêne bucal deve iniciar a partir do nascimento do bebê. Quando recém-nascido, a limpeza deve ser realizada com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para retirar os resíduos de leite que ficou.
A partir do nascimento dos primeiros dentes , a fralda deve ser trocada por uma dedeira. Quando aparecer primeiros molares decíduos, aproximadamente aos 18 meses, a higiêne deve ser feita com uma escova dental infantil com um creme dental sem flúor.
E é só a partir dos 2 a 3 anos de idade, que o creme dental fluoretado deve ser utilizado, é quando a criança já saberá cuspir o excesso
A mamãe não deve soprar ou usar a colher para experimentar a comida do bebê, pois poderá transmitir o streptococcus mutans, bactéria que causa cárie.
A carie da mamadeira ocorre quando a criança geralmente a noite toma seu leite adoçado e após não é realizada a limpeza bucal adequada.

Saúde Bucal do bebê – Cuidados
No primeiro semestre de vida o leite é essencial para o bebê, e o leite materno contém tudo o que ele precisa na quantidade exata, incluindo anticorpos para defesa contra doenças.
Se não for possível a amamentação, deve-se utilizar a mamadeira sem açúcar com bico anatômico, conforme orientação do pediatra ou dentista.
Evite que a criança adormeça mamando no seio ou mamadeira para diminuir o risco de adquirir cáries precocemente na infância.
É importante fazer a limpeza da boca do bebê ao menos uma vez por dia usando uma gaze, ou fralda, seguindo sempre a orientação de um dentista.
Deve-se levar a criança ao dentista antes do nascimento do primeiro dente, e assim, os pais podem receber orientação adequada.
Nascimento dos dentes do bebê
Quando o bebê nasce, os dentes de leite já estão formados, só esperando para aparecer. Geralmente, o primeiro dente irrompe (ou nasce) por volta dos seis meses; e até os três anos, todos os vinte dentes de leite já apareceram.
Os dentes permanentes começam a surgir perto dos seis anos, quando o primeiro molar permanente cresce atrás do último molar infantil.
O nascimento dos dentes pode fazer o bebê rejeitar alimentos, ter um sono inquieto, começar a babar (devido ao aumento de salivação) e levar objetos ou as mãos à boca.
Início da Escovação e do uso do Fio dental na criança
Comece a escovar o dente da criança logo que o dentista aconselhar. Deve-se escovar o dente após as refeições e antes de dormir, com uma escova infantil de tamanho pequeno e com cerdas macias.
Fazendo isso todos os dias, a criança vai criar o hábito de escovar os dentes. Além disso, os pais devem sempre fazer a higienização bucal na frente da criança para que ela assista a isso e queira imitar.
Tente não forçar a criança a escovar os dentes. Se os adultos fizerem dessa atividade de escovação algo simples, agradável e divertido, fica mais fácil motivar a criança. E desse modo, comece o uso do fio dental logo que a escovação tornar-se um hábito.
Além disso, evite que a criança consuma excessivamente alimentos que podem gerar cáries, como balas, bolachas, refrigerantes, entre outros.
Seguindo todos esses cuidades, a criança vai poder adquirir e manter uma ótima saúde bucal.

Tipos de Pontos de sutura

A sutura é uma das técnicas de tratamento de feridas  que está ao alcançe dos Enfermeiros .
De uma forma prática, apresentamos algumas figuras ilustrativas dos principais tipos de pontos de sutura que se podem usar no encerramento de ferimentos que obedeçam a certas características, com especial relevo para as feridas lacerativas traumáticas.
SUTURA INTRA-DÉRMICA

PONTO INTERROMPIDO

PONTO “HORIZONTAL MATRESS”

PONTO DONATTI
 
SUTURA DE LACERAÇÕES EM V
SUTURA DE DRENOS

 
A Calendarização da Remoção de Suturas é um tema um tanto ou quanto ambíguo, no entanto segundo PHIPPS, SANDS, MAREK pode-se calendarizar segundo seguinte esquema:
 



Fonte: http://forumenfermagem.org/feridas

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Meningite viral e bacteriana: qual a diferença?

 
A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias.
O quadro das meningites virais – tipo que atinge a cantora Ivete Sangalo – é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados.
Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia).
O ser humano é o único hospedeiro natural desta bactéria cujas sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.

A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio.
Como crianças de até 6 anos de idade ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente consolidados, são elas as mais vulneráveis. Idosos e imunodeprimidos também fazem parte do grupo de maior suscetibilidade.
A transmissão da meningite viral e bacteriana se dá da mesma forma?
 “As meningites virais são decorrentes de infecções virais que a pessoa contrai podendo ser, por exemplo, viroses intestinais, sarampo, caxumba, varicela, etc. A partir desta infecção inicial há o acometimento das meninges e consequente instalação de quadro de meningite”.
“As meningites bacterianas têm como seus principais agentes etiológicos os meningococos, pneumococos e o haemophilus influenza do tipo B, estas infecções são contraídas por via respiratória, sendo geralmente o quadro de meningite o primeiro a se manifestar”.

Sintomas

Febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (que são inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos, mas rapidamente aumentam de número e de tamanho, sendo indício de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue) são alguns dos seus sintomas. É essencial procurar atendimento médico rapidamente para que a infecção não alcance a corrente sanguínea.

Diagnóstico
A doença meningocócica tem início repentino e evolução rápida. Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquido cefalorraquidiano, para identificar se há ou não algum patógeno e, se sim, identificá-lo.
Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, o uso de antibióticos específicos para a espécie, administrados via endovenosa, será imprescindível.
O tipo que atinge a cantora está sendo divulgado como meningite benigna. Este tipo é necessariamente a viral, mais leve?
O termo Meningite benigna não se trata de um termo muito apropriado, mas no entanto, é utilizado, refere-se à Meningite de etiologia viral, que tem um quadro clínico mais discreto que as Meningites bacterianas e com menor comprometimento do estado geral do paciente, apresenta risco menor de complicações.

Vacinas

Quando se fala sobre vacinas contra meningite, estamos nos referindo apenas às meningites bacterianas?
“Em geral sim, mas não podemos nos esquecer de que ao vacinarmos contra o Sarampo, Caxumba e Varicela também estamos, de certa forma, prevenindo contra Meningites virais decorrentes dessas doenças”.
O Sistema Único de Saúde oferece a vacina contra meningite para crianças menores de 2 anos, as seguintes vacinas que protegem contra eventuais meningites bacterianas : Vacina Meningocócica do grupo C e Vacina Pneumocócica 10 valente.

Vacina quadrivalente

Entre as inovações no setor, está a vacina meningocócica conjugada A, C, W, Y, primeira quadrivalente disponível no mercado que ajuda a proteger contra quatro dos cinco principais sorogrupos da bactéria meningocócica (A, C, W-135 e Y).
Até hoje, a única vacina conjugada disponível no Brasil para prevenção contra a meningite meningocócica combate apenas o sorogrupo C.
A nova vacina é indicada, inicialmente, para imunização de adolescentes maiores de 11 anos e adultos, e está disponível para a população nas clínicas privadas de vacinação.
 
A maneira mais eficaz para a prevenção da doença é a aplicação da vacina que ainda não está no calendário nacional do Ministério da Saúde, o que só vai acontecer a partir do ano que vem. Deste modo, mesmo as pessoas de baixa renda terão acesso ao medicamento, que será aplicada gratuitamente.
A nova vacina para o combate a Meningite C é usada desde 1999. Mas gratuitamente, ela só é disponibilizada no estado de Minas Gerais que começou a fazer uma campanha de vacinação em novembro do ano passado.
Hoje, 19, o estado vai receber 99.388 doses da vacina, e até a metade desse ano serão recebidas mais 303.026 doses.
Com a inclusão dessa vacina no calendário nacional do Ministério da Saúde, o país precisará de um número maior de vacinas. O governo de Minas Gerais está investindo na construção de uma fábrica de vacinas que produzirá as doses em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (FUNED). A produção será suficiente para atender a demanda de outros estados do país.
“Com a inclusão da vacina nas campanhas nacionais de vacinação, mais pessoas se prevenirão, e é
possível que daqui há alguns anos a doença seja erradicada no país, como a varíola”



FONTE: Blog da Saúde, entrevista com Dr. Ricardo Cunha, Diretor de Vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ATENÇÃO À CRIANÇA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA: Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades.” Hallahan e Kauffman

Segundo a UNICEF, pelo menos 10% das crianças nascem ou adquirem algum tipo de deficiência – física, mental ou sensorial – com repercussão negativa no desenvolvimento neuropsicomotor. Por outro lado, cerca de 70 a 80% das sequelas podem ser evitadas ou minimizadas através de condutas e procedimentos simples de baixo custo e de possível operacionalização. A introdução de medidas preventivas, adequadas em todos os níveis de atenção à saúde, deve ser compromisso prioritário dos gestores estaduais e municipais com o acompanhamento do crescimento, estimulação global do desenvolvimento, imunização e abordagem oportuna das alterações observadas.

A criança com necessidades especiais deve receber atenção integral e multiprofissional, possibilitando a detecção dos problemas em tempo oportuno para o desenvolvimento de ações de diagnóstico e intervenção precoce, de habilitação e reabilitação, promoção de saúde e prevenção de impedimento físico, mental ou sensorial e de agravos secundários, minimizando as conseqüências da deficiência. A abordagem da criança deve ter como referencial a promoção da sua inclusão e participação social, para o quê é necessária a atuação integrada da equipe de saúde com a família, a comunidade e os equipamentos sociais disponíveis.

Em toda visita domiciliar ou atendimento da criança a equipe de saúde deve estar atenta a alguns sinais de alerta como atraso nas aquisições neuropsicomotoras, comportamentos estereotipados e repetitivos, apatia frente a estímulos do ambiente, dificuldade em fixar visualmente o rosto da mãe e objetos do ambiente, ausência de resposta aos estímulos sonoros, dentre outros. Na presença de qualquer alteração do desenvolvimento neuropsicomotor e/ou algum dos sinais de alerta, a criança deve ser encaminhada à Unidade Básica de Saúde para avaliação com pediatra e equipes de habilitação e reabilitação, se necessário. Recomenda-se que em todas as crianças menores de 1 ano com malformações congênitas e alterações neurológicas seja descartada como causa etiológica o vírus da rubéola, devendo-se realizar coleta de sangue, preferencialmente até o 6.º mês de vida, para diagnóstico laboratorial da infecção congênita. Aqui, lembra-se novamente a importância da notificação e investigação adequada desses casos para melhoria do conhecimento sobre esse importante problema de saúde pública, o que permite desenvolver medidas de controle e prevenção apropriadas.
 
O cuidado integral à criança portadora de deficiência e a promoção da sua qualidade de vida pressupõe reabilitar a criança na sua capacidade funcional e desempenho humano, proteger a sua saúde para que possa desempenhar o seu papel em todas as esferas da sua vida social. Inclui o diagnóstico, tratamento, procedimentos de reabilitação, medicamentos, assistência odontológica, ajudas técnicas e a nutrição adequada; o fornecimento de órteses, próteses, bolsas pediátricas de colostomias, medicamentos, leites especiais; obedecendo o fluxo local de assistência.
O monitoramento permanente de ocorrências de deficiências e incapacidades nas crianças assim como a análise da prevalência e tendência constitui uma meta a ser alcançada pelos gestores da saúde, objetivando o planejamento de serviços e a adoção de medidas preventivas. Ainda, a disponibilidade de recursos humanos capacitados para o desenvolvimento de ações de prevenção e atenção integral à criança com deficiência deve ser providenciada para a efetiva operacionalização desta política.

O decreto 3.298, de 20 de dezembro de
1999, Portaria Nº 298, de 9 de agosto
de 2001, estabelece que “deficiência
permanente é aquela que ocorreu e se
estabilizou durante um período de tempo
suficiente a não permitir recuperação
ou ter probabilidade de que se altere,
apesar de novos tratamentos”.
Esse decreto também define as
seguintes categorias:

Deficiência Física: “Alteração completa ou parcial de um
ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento
da função física”.
Deficiência Auditiva: “Perda parcial ou total das possibilidades
auditivas sonoras, variando em graus e níveis”.
Deficiência Visual: “Acuidade visual igual ou menor que
20/200 no melhor olho, após a melhor correção, campo visual
inferior a 20, ou ocorrência simultânea de ambas as situações”.
Deficiência Mental: “Funcionamento intelectual geral signifi cativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento,
concomitante com limitações associadas a duas
ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo
em responder adequadamente às demandas da sociedade”.
Deficiência Múltipla: É a associação, no mesmo indivíduo,
de duas ou mais defi ciências primárias (mental/visual/
auditiva/física), com comprometimentos que acarretam conseqüências
no seu desenvolvimento global e na sua capacidade
adaptativa.
Alguns tipos de doenças que provocam incapacidades:
Paralisia Cerebral: Define um conjunto de distúrbios
motores decorrentes de lesão no cérebro (uma forma de encefalopatia
crônica não-evolutiva) durante os primeiros estágios de
desenvolvimento. Pode ocorrer alteração mental, visual, auditiva,
da linguagem e do comportamento. A lesão é estática: não muda
e não se agrava, o quadro não é progressivo. A deficiência motora
expressa-se em padrões normais de postura e movimentos,
associados com um tônus postural anormal. No entanto, algumas
características podem mudar com o tempo. A lesão atinge o
cérebro quando ainda é imaturo e interfere no desenvolvimento
motor normal da criança. Os distúrbios mais relevantes são os
motores, sem, necessariamente, implicar na existência de uma
deficiência mental associada.
Mielomeningocele: é uma anormalidade (má-formação)
congênita do sistema nervoso que se desenvolve nos primeiros
dois meses de gestação e apresenta problemas na formação do
tubo neural.
Espinha bífida: problema no fechamento da coluna vertebral
em seu arco posterior. É um dos mais graves defeitos do tubo
neural, podendo apresentar diversos graus de comprometimento.
Na espinha bífida cística ou aberta a lesão vertebral aparece recoberta
por uma espécie de membrana em forma de cisto. Quando
contém apenas líquido cefalorraquiano, a herniação afeta as
meninges e é chamada de meningocele; quando existe também
o tecido nervoso, medula espinhal e raízes raquidianas em forma
de rabo de cavalo, é chamada de mielomeningocele.
Síndrome de Down: Um atraso no desenvolvimento, das
funções motoras do corpo e das funções mentais. O bebê é pouco
ativo e molinho, o que se denomina hipotonia. A hipotonia
diminui com o tempo, conquistando o bebê, mais lentamente
que os outros, as diversas etapas do desenvolvimento.
A Síndrome de Down era também conhecida como mongolismo,
face às pregas no canto dos olhos que lembram pessoas
de raça mongólica (amarela). Essa expressão não se utiliza atualmente.
Face à hipotonia do bebê, este é mais quieto, apresenta
difi culdade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros.
A abertura das pálpebras é inclinada como parte externa
mais elevada, e a prega no canto interno dos olhos é como nas pessoas
da raça amarela. Tem a língua protusa (para fora da boca).
Apresenta rebaixamento intelectual, estatura baixa e 40%
dos casos possuem cardiopatias.

Exames para diagnosticar Síndrome de Down na gestação

Nos dias atuais, com a evolução da medicina, é possível descobrir ainda durante a gestação do seu bebê, se existe alguma alteração genética em seu pequeno. Ressalto que são exames seguros e sem risco para mamãe ou para o bebê. Para isso são realizados, exames como: - Translucência nucal: ultrassonografia realizada entre a 12ª a 13ª semana de gestação, onde é medida a prega da nuca do bebê. Esta deve medir entre 2,3 a 2,6 milímetros. Caso a prega esteja maior, isto pode ser um indício de síndrome de down ou outra alteração genética.
- Perfil bioquímico materno: consiste em dois exames realizados através da amostra de sangue da mamãe. O primeiro é relacionado à proteína plasmática e o outro avalia a fração livre do beta HCG. Ambas são produzidas pela mamãe e pelo bebê durante a gestação. Quando a proteína plasmática (PAPP-A) está abaixo do nível permitido e o beta HCG encontra-se em quantidade elevada, o bebê está acometido por alguma alteração.
Associando ambos os exames é possível chegar a um diagnóstico com precisão em cerca de 98% dos casos de síndrome de Down. Lembramos que não existe uma idade mínima para risco de gestação com risco de síndrome de down, portanto, os exames devem ser recomendados a todas as gestantes.
Sabemos que para o casal que aguarda tão ansioso a chegada de seu bebê, receber um diagnóstico de tamanha proporção não só para o pequeno, como também para toda a família, é algo que no primeiro impacto surpreende, mas, ao mesmo tempo, se você é uma das mamães citadas nesse artigo, creio que nada acontece por acaso e que esse pequeno irá trazer muita alegria a todos a sua volta, portanto mamãe, ame-o acima de tudo, ele vai precisar muito de você.
Crianças com Síndrome de Down têm mais risco para algumas doenças, principalmente cardíaca, mas hoje em dia, com a evolução dos serviços médicos, vêm sendo contornados com certa facilidade.
Quanto mais cedo iniciar a estimulação da criança com síndrome de down, melhor!. No desenvolvimento humano os primeiros 3 anos são essenciais e para criança com Síndrome de Down não é diferente, inclusive é necessário reforço.


Autismo: É uma alteração cerebral que afeta a capacidade
de a pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder
apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças, apesar de
autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam
também retardo mental, mutismo ou importantes retardos
no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e
distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões
de comportamento.
Características comuns
• Não estabelece contato com os olhos.
• Parece surdo
• Pode começar a desenvolver a linguagem, mas repentinamente
isso é completamente interrompido, sem retorno.
• Age como se não tomasse conhecimento do que acontece
com os outros.
• Ataca e fere outras pessoas, mesmo que não existam
motivos para isso.
• É inacessível perante as tentativas de comunicação das
outras pessoas.
• Ao invés de explorar o ambiente e as novidades, restringe-
se e fi xa-se em poucas coisas.
• Apresenta certos gestos imotivados, como balançar as
mãos ou balançar-se.
• Cheira ou lambe os brinquedos.
• Mostra-se insensível aos ferimentos, podendo até se ferir
intencionalmente.
Distrofia muscular: A distrofia muscular é uma das alterações
genéticas mais comuns em todo o mundo. De cada 2.000
nascidos vivos, um é portador de algum tipo de distrofi a muscular.
Essa incidência supera a de doenças como o câncer infantil,
que é de aproximadamente um para 4.500 nascidos, de acordo
com o Inca – Instituto Nacional de Câncer.
Nos últimos anos, a expectativa de vida desses pacientes
em países desenvolvidos passou de 20 a 25 anos para mais de 35
anos. No Brasil, só a concessão dos BiPAPs – aparelhos não-invasivos
de respiração artifi cial – aumentou a expectativa de vida
dos afetados pela Distrofia de Duchenne entre 12 a 15 anos.
Já os afetados pelas formas mais brandas de distrofi a podem ter
uma vida praticamente normal se diagnosticados precocemente
e tratados adequadamente.
Apesar das limitações físicas, a maioria dos afetados pelas
distrofi as musculares tem preservada sua capacidade intelectual.
A maioria dos jovens afetados freqüenta escolas comuns e muitos
chegam à universidade. (Fonte: Abdim)
Esclerose múltipla: A esclerose múltipla é uma doença
degenerativa, sem cura, que atinge principalmente adultos jovens
entre 20 e 40 anos de idade. A incidência é maior em mulheres
(na proporção de 3 por 1), na raça branca e em países do Hemisfério
Norte, onde o índice é de 100 doentes por 100.000 habitantes
a cada ano. No Hemisfério Sul, a incidência cai acentuadamente
para 1 a 5 doentes por 100.000 habitantes, não se sabe o
porquê. Tampouco se sabe a causa da doença, que é auto-imune,
estando no grupo da artrite reumatóide. A esclerose múltipla não
é letal, mas sua progressão pode acarretar, nos casos graves, paralisia
de membros ou perda da visão. Manifesta-se em surtos, com
sintomas que levam horas ou dias para aparecer, persistindo por
dois a quatro meses e desaparecendo gradualmente. A repetição
desses surtos é que determina a gravidade de cada caso. (Fonte:
Jornal da Unicamp)
 
  A beleza das pessoas na maioria
das vezes se apresenta de
forma sutil, de uma maneira
exótica, escondida nos traços
dos olhos, na maneira de
olhar, muitas vezes contundente,
no contorno da boca,
no sorriso, na forma do nariz,
no movimento dos cabelos,
e isso não é diferente numa
pessoa com deficiência.
Nem sempre é um conjunto harmonioso, pois a falta de
algum membro ou mesmo a dificuldade na locomoção, por puxar
de uma perna ao andar, ou estar em uma cadeira de rodas,
com escoliose acentuada, atrofia dos membros, leva o deficiente
a não oferecer um atrativo físico muito forte ao primeiro olhar,
sem contar que a maioria dos deficientes acaba adquirindo uma
certa obesidade por falta de constante movimentação e por ter
a mobilidade reduzida (como no uso de cadeira de rodas, por
exemplo). A simpatia e o carisma tornam-se características marcantes
e cativantes na maioria dos deficientes. A experiência de vida faz
com que sejam mais sensíveis à dor alheia, amáveis e carinhosas.
Alguns deficientes se endurecem mais nesse processo, e
buscam a reclusão, e podem se deprimir.
O sofrimento pela perda, na maioria das vezes, reforça o
caráter, acelera o amadurecimento e fortalece a identidade.

FONTE: Ministério da Saúde
Agenda de Compromissos para a
Saúde Integral da Criança
e Redução da Mortalidade Infantil