Estamos presente na dor, porque já estivemos muito perto do sofrimento. Servirmos ao próximo, porque sabemos que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhemos o branco, porque queremos transmitir paz. Escolhemos publicar nossas ações, porque queremos transmitir fontes de saber. Escolhemos nos dedicar à saúde, porque respeitamos a vida.

"Trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro ou de ser aceito e admirado. Muito mais do que isso, pode ser um meio de ser feliz, de se realizar, de fazer um mundo melhor."

domingo, 18 de dezembro de 2011

Síndrome mão-pé-boca


 

Doença causada pelo vírus Coxsackie, principalmente pela variedade A16, altamente infecciosa e contagiosa em crianças.

Afeta em geral crianças abaixo de 5 anos de idade. Nas crianças em fase escolar ocorre com menos frequência e raramente ocorre em adultos.
Os surtos são mais freqüentes na primavera e no outono.

Quadro clínico

Usualmente o período de incubação é de 4 a 6 dias.
Febre de intensidade variável. Alguns casos podem ocorrer sem febre.
Habitualmente a criança apresenta estomatite (aftas) e gânglios aumentados no pescoço.
Surgem a seguir, em pés e mãos, lesões vesiculosas (como pequenas bolhas) branco-acinzentadas com base avermelhada, não pruriginosas e não dolorosas. As lesões podem aparecer também na área da fralda.
Trata-se de uma infecção de natureza moderada e o exantema regride entre 5 e 7 dias.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, pois o quadro é bem característico. Geralmente não é preciso realizar exames complementares.

Tratamento

É sintomático.
Inclui medidas orientadas para as viroses de uma maneira geral:
• repouso
• alimentação leve
• boa ingesta de líquidos
A febre, se presente, pode ser controlada com o antitérmico prescrito pelo pediatra.
Idas frequentes ao pronto-socorro não alteram a evolução da doença, pois a virose é auto-limitada, ou seja, melhora espontaneamente, com a própria defesa do organismo.
Em alguns poucos casos, quando as lesões da boca comprometem a ingesta de líquidos, é preciso internação para hidratação endovenosa.
Síndrome mão-pé-boca

Síndrome mão-pé-boca

Síndrome de Burnout: Movimentos repetitivos

 A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.

Sintomas
O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.

Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.
Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico.

Tratamento
O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.

Recomendações
* Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout;
* Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema;
* Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

EXAME GINECOLÓGICO: HPV, biópsia de colo do útero, colposcopia,exame de Papanicolau


O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização. O objetivo deste artigo é responder a maioria das perguntas para que as mulheres possam entender COMO e PORQUE é realizado este exame.

O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70 %, desde sua criação pelo Dr. George Papanicolau em 1940. O sucesso do teste é porque êle pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.
Quem pode e deve fazer o exame?

Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente.
Qual a melhor época para fazê-lo?

No mínimo uma semana antes de sua menstruação. Evite duchas, cremes vaginais, e relações sexuais tres dias antes do exame.

No que consiste o exame ginecológico ?

O exame completo é constituído do exame das mamas e depois o exame ginecológico.

Este é constituído pelo exame externo da vulva e depois a colocação de um espéculo na vagina para visualizar a vagina e o colo do útero.

Mulheres virgens também devem ser examinadas ?

Sim, existem diversas técnicas que permitem o exame de mulheres virgens. Avise o médico que você é virgem ANTES do exame.

O que o médico vê lá dentro ?

O exame mostra o interior da vagina e o colo do útero.

 
O que é o colo do útero?


Colo do útero é a parte do útero que fica dentro da vagina.
Imagem normal do colo do útero.  
Imagem do colo do útero com inflamação.
E o exame preventivo de câncer, o que é?

Este exame é a colheita de material do colo do útero o qual é mandado para um laboratório especializado em citopatologia. Também é chamado de citologia oncótica, Papanicolau, e fora do Brasil é conhecido como Pap Test ou Pap Smear.

Este exame pode ser complementado com a Colposcopia. 

Quais são os possíveis resultados?

O resultado é normalmente fornecido em Classes de Papanicolau que variam de I a V e que devem ser interpretados exclusivamente por seu médico. Um exame classe V nem sempre quer dizer uma doença malígna.

Mas este exame só serve para isto?

Não, a citologia serve para determinar outras condições de saúde de seu corpo tais como nível hormonal, e doenças da vagina e do colo do útero. Por isto é importante que seja o seu médico quem interprete o exame e lhe dê medicamentos específicos para estas alterações.

O exame dói?

Não. É preciso estar relaxada. Converse com seu médico e ou enfermeira se estiver com medo.
Onde fazer o exame?

Se você tem um convênio médico ou usa um médico particular marque uma consulta com seu médico ginecologista de confiança.

Este exame também pode ser feito gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde e também em todas as Faculdades de Medicina do Brasil. Procure por um Serviço de Saúde da Mulher. 
Mais da metade dos homens está contaminada com o HPV
Cerca de 50% dos homens que participaram de um estudo populacional estavam infectados com o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês). O trabalho, publicado na revista científica The Lancet, analisou voluntários saudáveis de três países: Brasil, México e Estados Unidos.
O resultado surpreendeu os especialistas, pois revelou uma prevalência muito maior que a encontrada em estudos semelhantes com mulheres, quando o porcentual de infecção pelo vírus não ultrapassa 20%.

Estudo sugere ligação entre HPV e câncer na boca e na garganta

Vírus pode ser transmitido durante relação sexual ou pelo beijo.
Um estudo do governo americano relacionou o aumento nos casos de câncer oral no mundo, com a contaminação pelo vírus do HPV(papiloma vírus humano, na sigla em inglês), que pode ser contraído por meio de relações sexuais ou mesmo pelo beijo.

Homens também têm HPV 

O HPV é responsável por lesões conhecidas como papilomas e, no caso dos tipos severos, pode causar tumores malignos não só em regiões genitais como vagina e pênis, mas também na boca, faringe e no ânus.

Alerta aos homens

Hausen destaca que os homens, em geral, não estão informados quanto ao perigo de contrair o vírus. Para o médico, é preciso mais responsabilidade por parte da ala masculina.
“Os homens precisam entender que eles também transmitem e recebem o HPV. É uma questão de solidariedade entre gêneros, é preciso evitar práticas que levem a infecções”  Harald zur Hausen, Nobel de Medicina  pela ligação do HPV com câncer de colo uterino
Segundo o médico, há casos como o tumor maligno no ânus que aparecem com mais frequência em homens do que em mulheres, manifestados pelo mesmo tipo de infecção do HPV.

Biópsia de colo do útero

Durante a colposcopia se forem encontradas lesões do colo do útero poderá ser feita uma biópsia de colo do útero. O material obtido é enviado para exame anatomopatológico.
Biópsia de colo do útero
Biópsia de colo do útero

Como o HPV ser transforma em câncer de colo do útero?

Como o HPV ser transforma em câncer de colo do úteroComo o HPV ser transforma em câncer de colo do útero. A imagem ao lado mostra como o HPV pode se transformar em câncer de colo de útero e o tempo que leva para que isto aconteça.

Quais são os resultados da colposcopia?

Resultados da Colposcopia
Resultados da Colposcopia
A figura mostra como os resultados da colposcopia podem sugerir lesões do colo do útero relacionadas ao HPV e ao câncer do Colo do Útero.

O que é colposcopia?

Colposcopia é um exame que permite visualizar a vagina e o colo do útero através de um aparelho chamado COLPOSCÓPIO.
Estes exames são grandes aliados no diagnóstico e tratamento do HPV, Human Papiloma Virus, da vagina e do colo do útero. A colposcopia é indicada nos casos de resultados anormais do exame de papanicolaou para se identificar as lesões precursoras do câncer de colo de útero.
Este aparelho permite o aumento de 10 a 40 vezes do tamanho normal.
O exame é realizado no próprio consultório médico com a paciente na mesa de exame. Após colocar o espéculo vaginal o médico examina a vulva, a vagina e o colo do útero com o colposcópio.

Quais são os resultados do Papanicolau?

Resultados do Papanicolau
Enquanto que alguns médicos podem simplesmente afirmar que o resultado de um exame de Papanicolau foi normal ou anormal, outros podem lançar mão de siglas como ASCUS, LSIL (NIC1) ou HSIL (NIC 2 e 3) ASCUS é a sigla em inglês para células escamosas atípicas de significância indeterminada.Um diagnóstico de ASCUS significa que as anormalidades encontradas nas células cervicais são leves e sua natureza incerta. LSIL é a sigla em inglês para lesão intra-epitelial escamosa de baixo-grau e indica a existência de um maior número de células cervicais anormais definidas, mas mesmo assim de caráter leve. HSIL, ou lesão intra-epitelial escamosa de alto-grau, indica a existência de células cervicais gravemente anormais com grande possibilidade de progressão para o câncer do colo de útero.

O que é Papanicolaou ou Citologia Oncótica?

 Coleta do Papanicolaou

Papanicolaou ou Citologia Oncótica é a coleta de material do colo do útero durante o Exame Ginecológico.
Este material é colocado numa lâmina que é encaminhada para laboratórios especializados onde serão procuradas células com suspeitas de infecção por papilomavírus (HPV) ou células com características de lesões precursoras do colo do útero.

 Prevenção realizada em 16/12/11

 
 
 

Fonte:  http://gineco.med.br/hpv/

Palestra da Equipe de Controle de Zoonoses: Saiba tudo sobre a Dengue

Através da Unidade de Controle de Zoonoses, vem realizando ações no combate ao mosquito. No centro e nos bairros da cidade, incluindo também a área rural, estão sendo feitas diversas mobilizações, que visam a orientar a população sobre prevenção e tratamento da doença. Os Postos de Saúde da Família são visitados pela equipe de Zoonoses do Município para esclarecer a comunidade dúvidas sobre a dengue.

Palestra realizada em 12/12/11
 

 Mosquitos
Mosquito da dengue Mosquito da dengue Mosquito da dengue
A dengue pode ser transmitida por duas espécies de mosquitos (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus), que picam durante o dia e a noite, ao contrário do mosquito comum, que pica durante a noite. Os transmissores de dengue, principalmente oAëdes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis), em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.).

O Aedes aegypti
O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.

Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite.

O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.
A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite.
A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

O mosquito Aedes aegypti também pode transmitir a febre amarela.

Período de incubação

Varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de cinco a seis dias.
O Ciclo do Mosquito
Mosquito da dengue Mosquito da dengue Mosquito da dengue
O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.
O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.
O único modo possível de evitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor.
A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.
Confira os sintomas da Dengue O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os sintomas aparecem. Geralmente os sintomas se manifestam a partir do 3° dia depois da picada do mosquitos.

 Dengue Clássica
Mais Febre alta com início súbito.
Mais Forte dor de cabeça.
Mais Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
Mais Perda do paladar e apetite.
Mais Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Mais Náuseas e vômitos·
Mais Tonturas.
Mais Extremo cansaço.
Mais Moleza e dor no corpo.
Mais Muitas dores nos ossos e articulações.

 Dengue hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
Mais Dores abdominais fortes e contínuas.
Mais Vômitos persistentes.
Mais Pele pálida, fria e úmida.
Mais Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Mais Manchas vermelhas na pele.
Mais Sonolência, agitação e confusão mental.
Mais Sede excessiva e boca seca.
Mais Pulso rápido e fraco.
Mais Dificuldade respiratória.
Mais Perda de consciência.

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.
O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal. 

Arte G1

É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Fonte:  http://www.dengue.org.br/